CineRUM http://podcast.rum.pt pt-pt All rights reserved to Rádio Universitária do Minho Serviços 720 CineRUM info@rum.pt no 2011-02-24 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-24 - CINE RUM.mp3 2011-02-25 11:02:51 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-24 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-24 - CINE RUM.mp3 Music no 2011-02-17 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-17 - CINE RUM.mp3 2011-02-17 14:39:24 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-17 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-17 - CINE RUM.mp3 Music no 2011-02-10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-10 - CINE RUM.mp3 2011-02-17 14:39:12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-10 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-10 - CINE RUM.mp3 Music no 2011-02-03 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-03 - CINE RUM.mp3 2011-02-17 14:38:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-03 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-02-03 - CINE RUM.mp3 Darren Aronofsky mostrou-nos que “A Vida não é um sonho” e agora volta a fazê-lo em Black Swan- o Cisne Negro. Um drama visceral que nos põe em bicos de pés perante a interpretação esmagadora de Natalie Portman, no papel de uma bailarina profissional. Para atingir a perfeição em cima do palco é preciso sofrer. Sofrer muito. Uma jornada de dor que é tanto física, como psicológica. É assim a vida de Nina. Uma menina-mulher, que vive com uma mãe, uma ex-bailarina, num pequeno apartamento em Nova-Iorque e que quando vai dormir é embalada pela caixinha de música do Lago dos Cisnes. O espectáculo de Tchaikovsky está a entrar numa nova temporada e por isso precisa de uma nova rainha. O francês Vincent Cassel, que interpreta o director artístico da Companhia escolhe Nina para os dois papéis. Ele sabe que ela é capaz de dançar o cisne branco, mas tem dúvidas se conseguirá encarnar o lado mais negro e sedutor desta mulher em forma de pássaro. Por isso, chama uma bailarina alternativa, interpretada pela sensual Mila Kunis. Inicia então um a ritual de provocações sexuais para libertar o demónio que há neste corpo frígido, mas desconhece que Nina há muito que perdeu o controlo da realidade. Uma espécie de auto-punição que a leva a coçar partes do corpo até ficar em ferida, a arrancar pele de um dedo, como se estivesse a descascar uma banana ou a imaginar inimigos onde eles não estão. Um estado de loucura que se adensa à medida que se aproxima o dia da grande estreia. Visualmente complexo e servindo-se de influências de filmes como “The Red Shoes”, o Cisne Negro divide-se entre o drama, o thriller psicológico e o terror. Mas nenhuma destas fórmulas faria sentido sem a performance arrebatadora de Natalie Portman. A actriz esteve um ano a preparar-se para o papel. O esforço já lhe valeu um Globo de Ouro e poderá vir um Óscar a caminho. Music Darren Aronofsky mostrou-nos que “A Vida não é um sonho” e agora volta a fazê-lo em Black Swan- o Cisne Negro. Um drama visceral que nos põe em bicos de pés perante a interpretação esmagadora de Natalie Portman, no papel de uma bailarina profissional. Para atingir a perfeição em cima do palco é preciso sofrer. Sofrer muito. Uma jornada de dor que é tanto física, como psicológica. É assim a vida de Nina. Uma menina-mulher, que vive com uma mãe, uma ex-bailarina, num pequeno apartamento em Nova-Iorque e que quando vai dormir é embalada pela caixinha de música do Lago dos Cisnes. O espectáculo de Tchaikovsky está a entrar numa nova temporada e por isso precisa de uma nova rainha. O francês Vincent Cassel, que interpreta o director artístico da Companhia escolhe Nina para os dois papéis. Ele sabe que ela é capaz de dançar o cisne branco, mas tem dúvidas se conseguirá encarnar o lado mais negro e sedutor desta mulher em forma de pássaro. Por isso, chama uma bailarina alternativa, interpretada pela sensual Mila Kunis. Inicia então um a ritual de provocações sexuais para libertar o demónio que há neste corpo frígido, mas desconhece que Nina há muito que perdeu o controlo da realidade. Uma espécie de auto-punição que a leva a coçar partes do corpo até ficar em ferida, a arrancar pele de um dedo, como se estivesse a descascar uma banana ou a imaginar inimigos onde eles não estão. Um estado de loucura que se adensa à medida que se aproxima o dia da grande estreia. Visualmente complexo e servindo-se de influências de filmes como “The Red Shoes”, o Cisne Negro divide-se entre o drama, o thriller psicológico e o terror. Mas nenhuma destas fórmulas faria sentido sem a performance arrebatadora de Natalie Portman. A actriz esteve um ano a preparar-se para o papel. O esforço já lhe valeu um Globo de Ouro e poderá vir um Óscar a caminho. no 2011-01-27 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-27 - CINE RUM.mp3 2011-02-03 12:39:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-27 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-27 - CINE RUM.mp3 Venceu na interpretação em Cannes e agora está na corrida aos Óscares na categoria de Melhor actor e melhor filme estrangeiro. Tudo por causa de Alejandro González Iñárritu e Javier Bardem que se juntam pela primeira vez em “Biutiful”. Um melodrama sobre a morte, o amor paternal e como sempre, o destino. Longe da Barcelona turística, somos convidados a entrar no submundo desta cidade que tem tanto de colorido como de cinzento. A cor que melhor define a vida de Uxbal. Um homem de classe baixa que vive num bairro de imigrantes e lida com os negócios do mercado negro, mais concretamente com as contrafacções de artigos de luxo. Como se isso não bastasse, tem ainda pela frente uma doença terminal, dois filhos pequenos para cuidar e uma ex-mulher maníaco-depressiva, interpretada por Maricel Álvarez. Bardem interpreta uma personagem omnipresente, que mesmo sabendo que está a morrer, luta com todas as forças para contrariar o destino, semeando as derradeiras boas acções. Ao contrário do que fez em «Amores Perros, 21 Gramas e Babel», González Iñarritu optou por seguir uma ordem cronológica. “Biutiful” marca o início de um ciclo, que muitos chamam de pós-Arriaga, pela ausência do argumentista de sempre, e o fim da trilogia dos destinos que se cruzam. Não é o melhor filme na carreira do realizador mexicano, mas é aquele que deu o papel perfeito a Javier Bardem, que depois de ter conquistado o Óscar de Melhor Actor Secundário no filme “Este país não é para velhos”, está mais próximo da estatueta maior. Music Venceu na interpretação em Cannes e agora está na corrida aos Óscares na categoria de Melhor actor e melhor filme estrangeiro. Tudo por causa de Alejandro González Iñárritu e Javier Bardem que se juntam pela primeira vez em “Biutiful”. Um melodrama sobre a morte, o amor paternal e como sempre, o destino. Longe da Barcelona turística, somos convidados a entrar no submundo desta cidade que tem tanto de colorido como de cinzento. A cor que melhor define a vida de Uxbal. Um homem de classe baixa que vive num bairro de imigrantes e lida com os negócios do mercado negro, mais concretamente com as contrafacções de artigos de luxo. Como se isso não bastasse, tem ainda pela frente uma doença terminal, dois filhos pequenos para cuidar e uma ex-mulher maníaco-depressiva, interpretada por Maricel Álvarez. Bardem interpreta uma personagem omnipresente, que mesmo sabendo que está a morrer, luta com todas as forças para contrariar o destino, semeando as derradeiras boas acções. Ao contrário do que fez em «Amores Perros, 21 Gramas e Babel», González Iñarritu optou por seguir uma ordem cronológica. “Biutiful” marca o início de um ciclo, que muitos chamam de pós-Arriaga, pela ausência do argumentista de sempre, e o fim da trilogia dos destinos que se cruzam. Não é o melhor filme na carreira do realizador mexicano, mas é aquele que deu o papel perfeito a Javier Bardem, que depois de ter conquistado o Óscar de Melhor Actor Secundário no filme “Este país não é para velhos”, está mais próximo da estatueta maior. no 2011-01-20 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-20 - CINE RUM.mp3 2011-01-25 13:09:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-20 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-20 - CINE RUM.mp3 Esta semana tínhamos Clint Eastwood e Woody Allen, mas a nossa escolha acabou por recair num estreante, pelo menos na ficção. Sergei Loznits viaja ao passado e ao presente da Rússia, num road movie trágico e poderoso.“A Minha Alegria” é a estreia em destaque. É força da cena inicial que nos faz ficar para saber mais sobre o homem que é atirado para uma vala e coberto por terra.Mas a verdade é que nem chegamos a saber se a vítima é o protagonista. Georgy, um jovem camionista que percorre uma estrada da província russa, acaba por se perder, ficando encurralado numa aldeia. Até chegar a esse lugar de ninguém encontra várias personagens: dois polícias corruptos, um velho veterano de guerra, uma prostituta adolescente, dois ladrões. Georgy é assaltado, agredido e perde a memória deixando-se arrastar cambaleante como uma personagem dostoievskiana.E quando julgamos saber o caminho que a história vai seguir, algo de inesperado acontece no percurso deste homem. Confundido por vezes com o documentário, especialidade do cineasta bielorrusso, este drama mistura cenas grotescas e realistas.Um filme poderoso sobre a Rússia, a memória soviética, a corrupção e o instinto de sobrevivência que concorreu à Palma de Ouro do festival de Cannes do ano passado. Sim, deve ser horrível e assustador viver na Rússia, mas este é só um ponto de vista. Music Esta semana tínhamos Clint Eastwood e Woody Allen, mas a nossa escolha acabou por recair num estreante, pelo menos na ficção. Sergei Loznits viaja ao passado e ao presente da Rússia, num road movie trágico e poderoso.“A Minha Alegria” é a estreia em destaque. É força da cena inicial que nos faz ficar para saber mais sobre o homem que é atirado para uma vala e coberto por terra.Mas a verdade é que nem chegamos a saber se a vítima é o protagonista. Georgy, um jovem camionista que percorre uma estrada da província russa, acaba por se perder, ficando encurralado numa aldeia. Até chegar a esse lugar de ninguém encontra várias personagens: dois polícias corruptos, um velho veterano de guerra, uma prostituta adolescente, dois ladrões. Georgy é assaltado, agredido e perde a memória deixando-se arrastar cambaleante como uma personagem dostoievskiana.E quando julgamos saber o caminho que a história vai seguir, algo de inesperado acontece no percurso deste homem. Confundido por vezes com o documentário, especialidade do cineasta bielorrusso, este drama mistura cenas grotescas e realistas.Um filme poderoso sobre a Rússia, a memória soviética, a corrupção e o instinto de sobrevivência que concorreu à Palma de Ouro do festival de Cannes do ano passado. Sim, deve ser horrível e assustador viver na Rússia, mas este é só um ponto de vista. no 2011-01-13 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-13 - CINE RUM.mp3 2011-01-25 13:08:43 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-13 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-13 - CINE RUM.mp3 «Chantrapas» traz um filme dentro de um filme. Num mundo muito próprio que é o de Otar Iosseliani, cineasta que nos chega da Geórgia, eis um retrato sobre a liberdade de criação ou a falta dela. Tem sotaque e inspiração francesa, mas a origem da palavra é russa. Os Chantranpas eram aqueles que “não sabendo cantar não serviam para nada”. É nesta categoria dos “excluídos” e daqueles que estão contra o regime que se encontra o protagonista desta história. Um jovem realizador que é silenciado por querer expressar-se através da sua arte: o cinema. Mas a teimosia não era bem vista pelos censores da União Soviética, que apesar de brandos, eram implacáveis. Fora do jogo, Nicolas terá de deixar a Geórgia natal e mudar-se para a França. Mas até aqui, na chamada terra da liberdade, vai encontrar iguais obstáculos. Restam-lhe os princípios e o fracasso. Embora os filmes deste realizador, emigrante em França, tenham sido banidos na Geórgia, a película não é autobiográfica. Music «Chantrapas» traz um filme dentro de um filme. Num mundo muito próprio que é o de Otar Iosseliani, cineasta que nos chega da Geórgia, eis um retrato sobre a liberdade de criação ou a falta dela. Tem sotaque e inspiração francesa, mas a origem da palavra é russa. Os Chantranpas eram aqueles que “não sabendo cantar não serviam para nada”. É nesta categoria dos “excluídos” e daqueles que estão contra o regime que se encontra o protagonista desta história. Um jovem realizador que é silenciado por querer expressar-se através da sua arte: o cinema. Mas a teimosia não era bem vista pelos censores da União Soviética, que apesar de brandos, eram implacáveis. Fora do jogo, Nicolas terá de deixar a Geórgia natal e mudar-se para a França. Mas até aqui, na chamada terra da liberdade, vai encontrar iguais obstáculos. Restam-lhe os princípios e o fracasso. Embora os filmes deste realizador, emigrante em França, tenham sido banidos na Geórgia, a película não é autobiográfica. no 2011-01-06 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 2011-01-25 13:08:29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 Music no 2010-12-30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 2011-01-25 13:08:12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 Music no 2011-01-06 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:41:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2011-01-06 - CINE RUM.mp3 O adultério sempre foi um tema recorrente no cinema. Mas se uma velha história for bem contada, ganha uma nova vida. E ganhou em «Que Mais Quero Eu - Cosa Voglio di Più» de Silvio Soldini. O cinema, sobretudo o italiano, está cheio de casos de infidelidade. Este poderia ser só mais um, mas o problema foi contornado graças a uma boa dupla de protagonistas: Pierfrancesco Favino e Alba Rohrwacher. Anna tem uma vida confortável entre o trabalho como contabilista, uma relação de rotinas, e as viagens de comboio entre os subúrbios e a cidade de Milão. Só que a normalidade do típico casal, aparentemente feliz, é interrompida pelo aparecimento de um outro homem. Bonito, casado e pai de dois filhos. É o início de um affair que vai dar origem a uma espiral de mentiras, sentimentos de culpa e angústia. O campo das emoções, muito bem exploradas, conseguem superar a intensidade das cenas de sexo que percorrem o filme. O realizador de “Pão e Tulipas”, Silvio Soldini , surge agora com um drama profundo e realista sobre as consequências transversais do adultério. Music O adultério sempre foi um tema recorrente no cinema. Mas se uma velha história for bem contada, ganha uma nova vida. E ganhou em «Que Mais Quero Eu - Cosa Voglio di Più» de Silvio Soldini. O cinema, sobretudo o italiano, está cheio de casos de infidelidade. Este poderia ser só mais um, mas o problema foi contornado graças a uma boa dupla de protagonistas: Pierfrancesco Favino e Alba Rohrwacher. Anna tem uma vida confortável entre o trabalho como contabilista, uma relação de rotinas, e as viagens de comboio entre os subúrbios e a cidade de Milão. Só que a normalidade do típico casal, aparentemente feliz, é interrompida pelo aparecimento de um outro homem. Bonito, casado e pai de dois filhos. É o início de um affair que vai dar origem a uma espiral de mentiras, sentimentos de culpa e angústia. O campo das emoções, muito bem exploradas, conseguem superar a intensidade das cenas de sexo que percorrem o filme. O realizador de “Pão e Tulipas”, Silvio Soldini , surge agora com um drama profundo e realista sobre as consequências transversais do adultério. no 2010-12-30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:42:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-30 - CINE RUM.mp3 Antes de entrarmos em 2011 ficamos com o Vencedor do Prémio “Um certo olhar” do Festival de Cannes 2008. Chama-se “Tulpan” e conta a história de um amor não correspondido no cenário árido do Cazaquistão. Asa regressa a casa depois de uma passagem pela Marinha russa. O jovem vive com a irmã e o cunhado nas estepes do Cazaquistão, onde o silêncio é cortado pelas cantorias e brincadeiras dos sobrinhos. E de vez em quando pelas tempestades de areia. Mas quem é Tulpan? A jovem que recusa casar com Asa por duas vezes e tudo por causa das orelhas. Isso não seria trágico se não estivesse apaixonado e se Tulpan não fosse a única mulher disponível nas redondezas. Mas Asa tem outros problemas. O cunhado. Um homem sério e duro que não vai com a cara deste jovem sonhador. A primeira ficção de Sergei Dvortsevoy, que até aqui tinha realizado apenas documentários, mostra-nos uma realidade inóspita da região mais oriental do continente europeu. O é o no fundo torna o filme tão singular e absorvente. Como a cena em que o nosso herói, interpretado pelo amador Askhat Kuchinchirekov, é protagonista de um parto de um carneiro. Uma doce comédia dramática que chega às salas de cinema portuguesas. Music Antes de entrarmos em 2011 ficamos com o Vencedor do Prémio “Um certo olhar” do Festival de Cannes 2008. Chama-se “Tulpan” e conta a história de um amor não correspondido no cenário árido do Cazaquistão. Asa regressa a casa depois de uma passagem pela Marinha russa. O jovem vive com a irmã e o cunhado nas estepes do Cazaquistão, onde o silêncio é cortado pelas cantorias e brincadeiras dos sobrinhos. E de vez em quando pelas tempestades de areia. Mas quem é Tulpan? A jovem que recusa casar com Asa por duas vezes e tudo por causa das orelhas. Isso não seria trágico se não estivesse apaixonado e se Tulpan não fosse a única mulher disponível nas redondezas. Mas Asa tem outros problemas. O cunhado. Um homem sério e duro que não vai com a cara deste jovem sonhador. A primeira ficção de Sergei Dvortsevoy, que até aqui tinha realizado apenas documentários, mostra-nos uma realidade inóspita da região mais oriental do continente europeu. O é o no fundo torna o filme tão singular e absorvente. Como a cena em que o nosso herói, interpretado pelo amador Askhat Kuchinchirekov, é protagonista de um parto de um carneiro. Uma doce comédia dramática que chega às salas de cinema portuguesas. no 2010-12-23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-23 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:45:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-23 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-23 - CINE RUM.mp3 Jacques Tati renasceu este ano através do cinema de animação.Escrito no final dos anos 50 o conto fala da história de um modesto ilusionista que tem à sua protecção uma jovem mulher. «O Mágico» é um filme sobre o amor paternal e que chega agora ao grande ecrã pelas mãos de Sylvain Chomet. Com honras de abertura no Cinanima deste ano, o Mágico é o filme nunca feito de Jaques Tati. O realizador do aclamado «Meu tio», que morreu em 1982, deixou à filha o argumento que viria a ser entregue a Sylvain Chomet, realizador de animação «As Bicicletas de Beleville». O resultado é altamente recomendável. Uma bela história que segue a queda da arte do ilusionismo no início dos anos 60, e de um mágico francês que viaja até à costa ocidental Escocesa para continuar com os seus espectáculos.Num dos pubs encontra a jovem e inocente Alice, que acredita que a magia é real. Os dois seguem viagem até à capital Edimburgo. Nesta cidade fria e chuvosa, o velho mágico tenta encontrar trabalhos para pagar os excêntricos presentes de Alice. Embora tenha semelhanças com a figura do senhor Hulot, alto e elegante, a personagem central é inspirada no próprio Jacques Tati. Com poucas falas e resistindo às novas tendências,o filme é todo feito a 2-D, dispensando as três dimensões. A verdade é que até acrescentar outra pureza à história, fazendo deste o filme perfeito para este Natal.O Mágico de Sylvain Chomet é uma bela carta de amizade e um postal diferente sobre a cidade de Edimburgo Music Jacques Tati renasceu este ano através do cinema de animação.Escrito no final dos anos 50 o conto fala da história de um modesto ilusionista que tem à sua protecção uma jovem mulher. «O Mágico» é um filme sobre o amor paternal e que chega agora ao grande ecrã pelas mãos de Sylvain Chomet. Com honras de abertura no Cinanima deste ano, o Mágico é o filme nunca feito de Jaques Tati. O realizador do aclamado «Meu tio», que morreu em 1982, deixou à filha o argumento que viria a ser entregue a Sylvain Chomet, realizador de animação «As Bicicletas de Beleville». O resultado é altamente recomendável. Uma bela história que segue a queda da arte do ilusionismo no início dos anos 60, e de um mágico francês que viaja até à costa ocidental Escocesa para continuar com os seus espectáculos.Num dos pubs encontra a jovem e inocente Alice, que acredita que a magia é real. Os dois seguem viagem até à capital Edimburgo. Nesta cidade fria e chuvosa, o velho mágico tenta encontrar trabalhos para pagar os excêntricos presentes de Alice. Embora tenha semelhanças com a figura do senhor Hulot, alto e elegante, a personagem central é inspirada no próprio Jacques Tati. Com poucas falas e resistindo às novas tendências,o filme é todo feito a 2-D, dispensando as três dimensões. A verdade é que até acrescentar outra pureza à história, fazendo deste o filme perfeito para este Natal.O Mágico de Sylvain Chomet é uma bela carta de amizade e um postal diferente sobre a cidade de Edimburgo no 2011-12-16 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-16 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:45:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-16 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-16 - CINE RUM.mp3 O rumor ganhou força e durante muito tempo Hollywood pensava que tinha perdido um dos melhores actores da actualidade. Joaquin Phoenix anuncia o fim da carreira para se dedicar exclusivamente à música. Uma bizarra mudança de vida documentada por Casey Afleck em “I’m still here”. Uma mentira muito bem contada. Ele não quer mais representar o papel de Joaquin Phoenix e por isso decide renunciar ao sucesso. A bomba cai no Outono de 2008, durante a promoção do filme “Duplo Amor”, do qual Phoenix é protagonista ao lado de Gweneeth Paltrow. Com barba comprida e com mais 20 quilos em cima, JP passa os dias a fumar, beber e compor canções de hip-hop no seu estúdio caseiro. O estado de decadência leva-o às drogas, a festas com prostitutas e a outros comportamentos que nos deixam chocados e a pensar que talvez ele pudesse estar mesmo doido. Phoenix transformou-se uma anedota aos olhos dos outros, como se vê na participação do conhecido talkshow de David Letterman. “I’m still here” é o primeiro filme de Casey Afleck, actor no filme ("O Assassínio de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford"), e cunhado e amigo de Joaquin Phoenix. Quer a produção, quer a promoção do filme estiveram envoltas em grande secretismo, sendo que é difícil separar o que é real do que é ficção. Ambos conseguiram enganar o mundo, mas sobretudo a indústria do espectáculo. N Não é um documentário, mas poderia ter sido. E não deixa de ser interessante quando o protagonista é um verdadeiro camaleão. Music O rumor ganhou força e durante muito tempo Hollywood pensava que tinha perdido um dos melhores actores da actualidade. Joaquin Phoenix anuncia o fim da carreira para se dedicar exclusivamente à música. Uma bizarra mudança de vida documentada por Casey Afleck em “I’m still here”. Uma mentira muito bem contada. Ele não quer mais representar o papel de Joaquin Phoenix e por isso decide renunciar ao sucesso. A bomba cai no Outono de 2008, durante a promoção do filme “Duplo Amor”, do qual Phoenix é protagonista ao lado de Gweneeth Paltrow. Com barba comprida e com mais 20 quilos em cima, JP passa os dias a fumar, beber e compor canções de hip-hop no seu estúdio caseiro. O estado de decadência leva-o às drogas, a festas com prostitutas e a outros comportamentos que nos deixam chocados e a pensar que talvez ele pudesse estar mesmo doido. Phoenix transformou-se uma anedota aos olhos dos outros, como se vê na participação do conhecido talkshow de David Letterman. “I’m still here” é o primeiro filme de Casey Afleck, actor no filme ("O Assassínio de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford"), e cunhado e amigo de Joaquin Phoenix. Quer a produção, quer a promoção do filme estiveram envoltas em grande secretismo, sendo que é difícil separar o que é real do que é ficção. Ambos conseguiram enganar o mundo, mas sobretudo a indústria do espectáculo. N Não é um documentário, mas poderia ter sido. E não deixa de ser interessante quando o protagonista é um verdadeiro camaleão. no 2010-12-09 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-09 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:43:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-09 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-09 - CINE RUM.mp3 Há muito que não viamos representações tão apaixonantes como a de Christopher Plummer e Helen Mirren. Ele no papel do famoso escritor russo Leo Tolstoi, ela como sua fiel esposa. Ambos nomeados aos óscares deste ano.«A Última Estação» retrata o último ano de vida do mestre das palavras e de um amor que, apesar de tudo, continuou no caminho da eternidade. Em 1910, Tolstoi era já um homem doente, de barbas brancas que procurava um pouco de paz antes de partir.As últimas forças são gastas a preparar o derradeiro manifesto, com a ajuda do novo secretário, o nervoso Valentim, uma bola de ping-pong entre o casal. Seguindo uma doutrina mais de pobreza do que castidade, Tolstoi decide abdicar dos direitos autorais das suas obras, passando-os para as mãos do povo russo.Uma decisão desconhecida pela esposa e mãe dos seus treze filhos, a Condessa Sófia Andréevna, que ao descobrir que o legado está em perigo transforma a vida do marido num inferno. O Escritor de “Guerra e Paz” e “Ana Karenina” é obrigado a esconder-se da mulher com quem viveu durante 48 anos.Mas uma mulher como Sofia nunca irá desistir.Palavras que ganham mais força quando é Helen Mirren quem agarra o papel e faz dele uma peça digna de uma ópera e de um óscar, que falhou queremos acreditar por muito pouco. Do mesmo realizador "O Clube do Imperador", Michael Hoffman, o filme é baseado no romance de Jay Parini que usou cadernos do escritor, assim como testemunhos de amigos e familiares.Um drama sobre o amor de uma mulher, que por acaso era casada com Leo Tolstoi. Music Há muito que não viamos representações tão apaixonantes como a de Christopher Plummer e Helen Mirren. Ele no papel do famoso escritor russo Leo Tolstoi, ela como sua fiel esposa. Ambos nomeados aos óscares deste ano.«A Última Estação» retrata o último ano de vida do mestre das palavras e de um amor que, apesar de tudo, continuou no caminho da eternidade. Em 1910, Tolstoi era já um homem doente, de barbas brancas que procurava um pouco de paz antes de partir.As últimas forças são gastas a preparar o derradeiro manifesto, com a ajuda do novo secretário, o nervoso Valentim, uma bola de ping-pong entre o casal. Seguindo uma doutrina mais de pobreza do que castidade, Tolstoi decide abdicar dos direitos autorais das suas obras, passando-os para as mãos do povo russo.Uma decisão desconhecida pela esposa e mãe dos seus treze filhos, a Condessa Sófia Andréevna, que ao descobrir que o legado está em perigo transforma a vida do marido num inferno. O Escritor de “Guerra e Paz” e “Ana Karenina” é obrigado a esconder-se da mulher com quem viveu durante 48 anos.Mas uma mulher como Sofia nunca irá desistir.Palavras que ganham mais força quando é Helen Mirren quem agarra o papel e faz dele uma peça digna de uma ópera e de um óscar, que falhou queremos acreditar por muito pouco. Do mesmo realizador "O Clube do Imperador", Michael Hoffman, o filme é baseado no romance de Jay Parini que usou cadernos do escritor, assim como testemunhos de amigos e familiares.Um drama sobre o amor de uma mulher, que por acaso era casada com Leo Tolstoi. no 2010-12-02 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-02 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:46:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-02 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-12-02 - CINE RUM.mp3 E se por azar fosse apanhado no meio de um motim de uma prisão e tivesse de vender a alma ao diabo para sobreviver? Directamente do país vizinho chega-nos o grande vencedor dos prémios Goya deste ano. Oito dos Óscares do cinema espanhol foram entregues a “Cela 211” de Daniel Monzón. Um thriller de crescente tensão mas pouco surpreendente, sobretudo se o colocarmos ao nível de filmes-prisão como “O Profeta” de Jacques Audiard. O pior dos medos de um guarda prisional é indubitavelmente ficar refém de prisioneiros. Mas neste caso o pesadelo começa logo no primeiro dia de trabalho. Juan Oliver é o novo guarda prisional que está a conhecer os cantos à casa e que se vê vítima de um acidente. Inconsciente é levado pelos colegas para a Cela 211 na ala dos mais perigosos. Mas nesse preciso momento rebenta um motim e Juan é deixado para trás.Quando acorda percebe que a única forma de escapar vivo é fingir ser um prisioneiro e provar de que está do lado dos criminosos, em especial de Malamadre. Um asssassino condenado a prisão perpétua e que por isso nada tem nada a perder. Feliz ou infelizmente o novato, apelidado de Calzones, vai ganhar a confiança e a amizade do líder da revolta, ao mesmo tempo que vai passando informações para o exterior. Questões como a ETA e as más condições das prisões espanholas surgem misturadas neste drama sobre poder e honra. Desculpando as interpretações de Luis Tosar e Alberto Ammann, o grande problema do filme está no uso pouco inteligente e inovador da mise en scène. Ainda assim, de registar os bons momentos de suspense de Cela 211 que se fala por aí como um sério concorrente ao Óscar de melhor filme estrangeiro. Music E se por azar fosse apanhado no meio de um motim de uma prisão e tivesse de vender a alma ao diabo para sobreviver? Directamente do país vizinho chega-nos o grande vencedor dos prémios Goya deste ano. Oito dos Óscares do cinema espanhol foram entregues a “Cela 211” de Daniel Monzón. Um thriller de crescente tensão mas pouco surpreendente, sobretudo se o colocarmos ao nível de filmes-prisão como “O Profeta” de Jacques Audiard. O pior dos medos de um guarda prisional é indubitavelmente ficar refém de prisioneiros. Mas neste caso o pesadelo começa logo no primeiro dia de trabalho. Juan Oliver é o novo guarda prisional que está a conhecer os cantos à casa e que se vê vítima de um acidente. Inconsciente é levado pelos colegas para a Cela 211 na ala dos mais perigosos. Mas nesse preciso momento rebenta um motim e Juan é deixado para trás.Quando acorda percebe que a única forma de escapar vivo é fingir ser um prisioneiro e provar de que está do lado dos criminosos, em especial de Malamadre. Um asssassino condenado a prisão perpétua e que por isso nada tem nada a perder. Feliz ou infelizmente o novato, apelidado de Calzones, vai ganhar a confiança e a amizade do líder da revolta, ao mesmo tempo que vai passando informações para o exterior. Questões como a ETA e as más condições das prisões espanholas surgem misturadas neste drama sobre poder e honra. Desculpando as interpretações de Luis Tosar e Alberto Ammann, o grande problema do filme está no uso pouco inteligente e inovador da mise en scène. Ainda assim, de registar os bons momentos de suspense de Cela 211 que se fala por aí como um sério concorrente ao Óscar de melhor filme estrangeiro. no 2010-11-25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-25 - CINE RUM.mp3 2011-01-13 16:43:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-25 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-25 - CINE RUM.mp3 Um americano em Itália. George Clooney é actor e produtor num drama policial carregado do melhor suspense e dirigido pelo fotógrafo holandês, Anton Corbjin. O mesmo realizador de Control, o biopic sobre Ian Curtis, dos Joy Division, regressa agora com “O Americano”. Um homem de poucas palavras e ainda menos sorrisos. George Clooney é umas vezes Jack, outras Edward. Um especialista em fabricar armas, treinado para cumprir ordens sem deixar vestígios. Nem que para isso tenha de eliminar do seu caminho belas mulheres com quem se envolve. A última missão leva-o até uma pequena cidade italiana, na região de Abruzzo. O objectivo é desviar atenções e fabricar uma arma encomendada para uma sedutora mulher. Só que para além da amizade com um padre, o nosso assassino profissional vai apaixonar-se por uma bela prostituta, interpretada por Violante Placido. Adaptado do romance “A Very Private Gentleman” de Martin Booth, o thriller é mais um retrato do anti-herói norte-americano no caminho para a redenção. Music Um americano em Itália. George Clooney é actor e produtor num drama policial carregado do melhor suspense e dirigido pelo fotógrafo holandês, Anton Corbjin. O mesmo realizador de Control, o biopic sobre Ian Curtis, dos Joy Division, regressa agora com “O Americano”. Um homem de poucas palavras e ainda menos sorrisos. George Clooney é umas vezes Jack, outras Edward. Um especialista em fabricar armas, treinado para cumprir ordens sem deixar vestígios. Nem que para isso tenha de eliminar do seu caminho belas mulheres com quem se envolve. A última missão leva-o até uma pequena cidade italiana, na região de Abruzzo. O objectivo é desviar atenções e fabricar uma arma encomendada para uma sedutora mulher. Só que para além da amizade com um padre, o nosso assassino profissional vai apaixonar-se por uma bela prostituta, interpretada por Violante Placido. Adaptado do romance “A Very Private Gentleman” de Martin Booth, o thriller é mais um retrato do anti-herói norte-americano no caminho para a redenção. no 2010-11-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-18 - CINE RUM.mp3 2010-11-22 11:46:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-18 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-18 - CINE RUM.mp3 Longe do Irão, Abbas Kiarostami regressa com “Cópia Certificada”. Um drama complexo e com a extraordinária Juliette Binoche a servir de cicerone entre as suaves colinas da Toscana. Daí as comparações, inevitáveis, a “Viagem a Itália” de Rossellini, mas com a diferença de que no centro está um casal a fingir ou pelo menos faz-nos acreditar no início. Conhecem-se após uma conferência. Ele é um famoso escritor inglês que vem apresentar o seu novo livro: “Cópia Certificada”. Ela é uma galerista francesa, mãe solteira, que vive há cinco anos em Itália.Juntos passeiam um dia pelo sul da Toscana. Começam por discutir arte, não fosse Itália um grande museu a céu aberto, demoram-se no significado da cópia e do original. E sem darmos por isso agem como um casal. Entre um café longo e um bom vinho, inventam a sua própria história de amor, com recordações e lugares onde já foram felizes. São no fundo a cópia de um casal original. Curiosamente há cenas de casamentos tradicionais por todo o filme. Contrariando a receita habitual, Kiarostami não chamou actores amadores, optando por nomes internacionais como William Shimell (cantor de ópera) e Juliette Binoche, que venceu com este papel o prémio de melhor actriz no último Festival de Cannes. Assente na palavra e falado em inglês, francês e italiano “Cópia Certificada” volta a colocar a mulher no centro. Ela é tão frágil, como sedutora em frente a um espelho enquanto se maquilha. Music Longe do Irão, Abbas Kiarostami regressa com “Cópia Certificada”. Um drama complexo e com a extraordinária Juliette Binoche a servir de cicerone entre as suaves colinas da Toscana. Daí as comparações, inevitáveis, a “Viagem a Itália” de Rossellini, mas com a diferença de que no centro está um casal a fingir ou pelo menos faz-nos acreditar no início. Conhecem-se após uma conferência. Ele é um famoso escritor inglês que vem apresentar o seu novo livro: “Cópia Certificada”. Ela é uma galerista francesa, mãe solteira, que vive há cinco anos em Itália.Juntos passeiam um dia pelo sul da Toscana. Começam por discutir arte, não fosse Itália um grande museu a céu aberto, demoram-se no significado da cópia e do original. E sem darmos por isso agem como um casal. Entre um café longo e um bom vinho, inventam a sua própria história de amor, com recordações e lugares onde já foram felizes. São no fundo a cópia de um casal original. Curiosamente há cenas de casamentos tradicionais por todo o filme. Contrariando a receita habitual, Kiarostami não chamou actores amadores, optando por nomes internacionais como William Shimell (cantor de ópera) e Juliette Binoche, que venceu com este papel o prémio de melhor actriz no último Festival de Cannes. Assente na palavra e falado em inglês, francês e italiano “Cópia Certificada” volta a colocar a mulher no centro. Ela é tão frágil, como sedutora em frente a um espelho enquanto se maquilha. no 2010-11-04 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-04 - CINE RUM.mp3 2010-11-22 11:45:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-04 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-11-04 - CINE RUM.mp3 Tudo é diferente quando é David Fincher. Ainda para mais quando é ele a realizar um filme sobre a mais rentável rede social da geração 2000 ou melhor sobre o criador do Facebook. No papel de Mark Zuckerberg, o realizador de “Clube de Combate” idealizou Jesse Eisenberg. Cá para nós num desempenho irrepreensível. O patrão do Facebook é um estudante de Harvard, que com apenas 19 anos ganhou milhões, mas perdeu o que é mais importante na vida, a amizade. Esta história de poder, traição e vingança começa com o fim de uma relação. Irritado com a ex-namorada, Mark recolhe-se na residência universitária e inventa acidentalmente o Facebook. O Facemash consistia na escolha da estudante universitária mais boazona. A brincadeira do nosso geek entupiu o sistema informático de Harvard. A partir daí Zuckerberg ganha a atenção os clubes universitários, nomeadamente de três prestigiados alunos que o convidam a criar uma rede social. É o nascimento do Facebook que irá trazer ao jovem problemas na justiça e até pessoais, com o melhor a amigo a processá-lo em tribunal. David Fincher quer com tudo isto dar uma lição de moral sobretudo à geração que passa horas no Facebook, mas que mal consegue comunicar com o mundo. É o que acontece a Zuckerberg na cena final. Sozinho em frente a um portátil, apesar dos tais 500 milhões de amigos. Permanecem dúvidas no argumento assinado por Aaron Sirkin e baseado no livro “Accidental Billionaires“. Ficção ou documentário? Herói ou anti-herói? Who cares quando há David Fincher do outro lado? Music Tudo é diferente quando é David Fincher. Ainda para mais quando é ele a realizar um filme sobre a mais rentável rede social da geração 2000 ou melhor sobre o criador do Facebook. No papel de Mark Zuckerberg, o realizador de “Clube de Combate” idealizou Jesse Eisenberg. Cá para nós num desempenho irrepreensível. O patrão do Facebook é um estudante de Harvard, que com apenas 19 anos ganhou milhões, mas perdeu o que é mais importante na vida, a amizade. Esta história de poder, traição e vingança começa com o fim de uma relação. Irritado com a ex-namorada, Mark recolhe-se na residência universitária e inventa acidentalmente o Facebook. O Facemash consistia na escolha da estudante universitária mais boazona. A brincadeira do nosso geek entupiu o sistema informático de Harvard. A partir daí Zuckerberg ganha a atenção os clubes universitários, nomeadamente de três prestigiados alunos que o convidam a criar uma rede social. É o nascimento do Facebook que irá trazer ao jovem problemas na justiça e até pessoais, com o melhor a amigo a processá-lo em tribunal. David Fincher quer com tudo isto dar uma lição de moral sobretudo à geração que passa horas no Facebook, mas que mal consegue comunicar com o mundo. É o que acontece a Zuckerberg na cena final. Sozinho em frente a um portátil, apesar dos tais 500 milhões de amigos. Permanecem dúvidas no argumento assinado por Aaron Sirkin e baseado no livro “Accidental Billionaires“. Ficção ou documentário? Herói ou anti-herói? Who cares quando há David Fincher do outro lado? no 2010-10-28 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-28 - CINE RUM.mp3 2010-11-03 12:19:07 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-28 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-28 - CINE RUM.mp3 Esta semana o destaque vai para a longa-metragem que venceu o Queer Lisboa deste ano. “O Último Verão da Boyita”, de Julia Solomonoff chega da Argentina e conta a história de amizade entre duas crianças, uma delas hermafrodita. Se a entrada para a adolescência consegue ser uma das fases complicadas da vida, imagine o que é atravessar o deserto com os papeis todos trocados, a começar pelo próprio corpo. É a missiva de uma história que se passa nos últimos anos da ditadura na Argentina. A curiosa Jorgelina é uma menina de dez anos que troca as férias na praia com a mãe e irmã mais velha, que entretanto já assumiu o papel de adolescente, pela quinta do pai. Lá, um oásis perfeito para os mais pequenos, vai encontrar Mario. Um amigo que tem mais ou menos a sua idade, mas que está demasiado ocupado com os trabalhos no campo. Numa relação de respeito e amizade, juntos vão descobrir e aceitar o que os adultos querem esconder. Produzido por Pedro Almodóvar, a segunda longa-metragem desta cineasta argentina é um retrato comovente e sereno sobre o último verão antes da adolescência, assim se podia chamar a película, em vez de boyita, nome da pequena rolote das brincadeiras. Não fugindo ao modelo do cinema argentino, o grande sucesso do filme está na interpretação natural dos seus protagonistas, nomeadamente da pequena Guadalupe Alonso. Music Esta semana o destaque vai para a longa-metragem que venceu o Queer Lisboa deste ano. “O Último Verão da Boyita”, de Julia Solomonoff chega da Argentina e conta a história de amizade entre duas crianças, uma delas hermafrodita. Se a entrada para a adolescência consegue ser uma das fases complicadas da vida, imagine o que é atravessar o deserto com os papeis todos trocados, a começar pelo próprio corpo. É a missiva de uma história que se passa nos últimos anos da ditadura na Argentina. A curiosa Jorgelina é uma menina de dez anos que troca as férias na praia com a mãe e irmã mais velha, que entretanto já assumiu o papel de adolescente, pela quinta do pai. Lá, um oásis perfeito para os mais pequenos, vai encontrar Mario. Um amigo que tem mais ou menos a sua idade, mas que está demasiado ocupado com os trabalhos no campo. Numa relação de respeito e amizade, juntos vão descobrir e aceitar o que os adultos querem esconder. Produzido por Pedro Almodóvar, a segunda longa-metragem desta cineasta argentina é um retrato comovente e sereno sobre o último verão antes da adolescência, assim se podia chamar a película, em vez de boyita, nome da pequena rolote das brincadeiras. Não fugindo ao modelo do cinema argentino, o grande sucesso do filme está na interpretação natural dos seus protagonistas, nomeadamente da pequena Guadalupe Alonso. no 2010-10-21 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-21 - CINE RUM.mp3 2010-10-21 12:09:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-21 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-21 - CINE RUM.mp3 Fazer um filme com quatro horas e meia não só é arriscado, como curioso. Curioso por se tratar de uma adaptação de um livro de Camilo Castelo Branco, filmado por um realizador chileno, Raul Ruiz. E finalmente, porque há muito tempo que a crítica internacional não se rendia a um filme tão português como é "Mistérios de Lisboa". Uma novela em jeito de epopeia que atravessa o século XIX. Alguém dizia, e bem, que os romances camilianos são como as famosas matrioskas. Atrás de uma história,vem outra e depois outra, até à tragédia final. «Mistérios de Lisboa» é uma dessas bonecas russas.Com a particularidade que esta abre uma história, real, e relatada a Camilo Castelo Branco, que a passou para o papel em 1854. A epopeia centra-se na história de João, que afinal é Pedro, um orfão e protegido do Padre Dinis. Um homem de muitas facetas, e que de eclesiástico tem muito pouco. No centro desta teia de relações está ainda mãe de João, interpretada por Maria João Bastos. Uma mulher aprisionada durante anos pelo Conde Santa Bárbara. Depois há mil e uma aventuras, paixões, adultérios, vinganças e personagens entre as quais a de Alberto de Magalhães, que fechará o ciclo de mistérios. Filmada em HD, a película é uma tragédia camiliana absoluta, mas o realizador de "Klimt" dá-lhe razões para sobreviver no grande ecrã. Planos soberbos, um jogo de luz e de sombra poucas vezes visto em filmes de época e um elenco, nacional e internacional, convincente. Vencedor do prémio Concha de Prata de Melhor Realizador no Festival de San Sebastián, " Mistérios de Lisboa" tem a crítica a seus pés, de Toronto a Nova Iorque. De um livro português, perdido no tempo, poderá ter nascido um grande filme. Music Fazer um filme com quatro horas e meia não só é arriscado, como curioso. Curioso por se tratar de uma adaptação de um livro de Camilo Castelo Branco, filmado por um realizador chileno, Raul Ruiz. E finalmente, porque há muito tempo que a crítica internacional não se rendia a um filme tão português como é "Mistérios de Lisboa". Uma novela em jeito de epopeia que atravessa o século XIX. Alguém dizia, e bem, que os romances camilianos são como as famosas matrioskas. Atrás de uma história,vem outra e depois outra, até à tragédia final. «Mistérios de Lisboa» é uma dessas bonecas russas.Com a particularidade que esta abre uma história, real, e relatada a Camilo Castelo Branco, que a passou para o papel em 1854. A epopeia centra-se na história de João, que afinal é Pedro, um orfão e protegido do Padre Dinis. Um homem de muitas facetas, e que de eclesiástico tem muito pouco. No centro desta teia de relações está ainda mãe de João, interpretada por Maria João Bastos. Uma mulher aprisionada durante anos pelo Conde Santa Bárbara. Depois há mil e uma aventuras, paixões, adultérios, vinganças e personagens entre as quais a de Alberto de Magalhães, que fechará o ciclo de mistérios. Filmada em HD, a película é uma tragédia camiliana absoluta, mas o realizador de "Klimt" dá-lhe razões para sobreviver no grande ecrã. Planos soberbos, um jogo de luz e de sombra poucas vezes visto em filmes de época e um elenco, nacional e internacional, convincente. Vencedor do prémio Concha de Prata de Melhor Realizador no Festival de San Sebastián, " Mistérios de Lisboa" tem a crítica a seus pés, de Toronto a Nova Iorque. De um livro português, perdido no tempo, poderá ter nascido um grande filme. no 2010-10-14 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-14 - CINE RUM.mp3 2010-10-21 12:09:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-14 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-14 - CINE RUM.mp3 Hitchcock dizia que as cenas de amor deveriam ser filmadas como se fossem homicídios”. Cédric Kahn levou o conselho à risca no seu novo filme, «Les Regrets - Arrependimentos». Mathieu e Maya reencontram-se. Ela, acompanhada pela família, finge não conhecê-lo na rua, mas passadas algumas horas liga-lhe para marcar um encontro. Não tarda caiem nos braços um do outro. Mas tal como o nome do filme indica há arrependimentos no ar. Uma paixão interrompida por um atraso de duas horas e um amante que desaparece sem deixar rasto explicam o passado de ambos. Em registo de thriller policial, o filme segue os encontros e desencontros do par romântico, que se deixa aos poucos mergulhar numa relação devastadora e que por vezes chega a ser ridícula. Uma história de amor banal, mas que convence na forma como explora a intensidade dos sentimentos destas duas personagens, interpretadas por Yvan Atall e Valeria Bruni Tedeschi. Philip Glass também dá uma pequena ajuda na banda sonora, que guarda ainda espaço para Nina Simone. Do mesmo realizador de “Tédio”, “Arrependimentos” enquadra-se na vaga de filmes franceses que se centra nas estórias de casais burgueses. Mais um rendez-vous com o cinema francês e nada mais do que isso. Music Hitchcock dizia que as cenas de amor deveriam ser filmadas como se fossem homicídios”. Cédric Kahn levou o conselho à risca no seu novo filme, «Les Regrets - Arrependimentos». Mathieu e Maya reencontram-se. Ela, acompanhada pela família, finge não conhecê-lo na rua, mas passadas algumas horas liga-lhe para marcar um encontro. Não tarda caiem nos braços um do outro. Mas tal como o nome do filme indica há arrependimentos no ar. Uma paixão interrompida por um atraso de duas horas e um amante que desaparece sem deixar rasto explicam o passado de ambos. Em registo de thriller policial, o filme segue os encontros e desencontros do par romântico, que se deixa aos poucos mergulhar numa relação devastadora e que por vezes chega a ser ridícula. Uma história de amor banal, mas que convence na forma como explora a intensidade dos sentimentos destas duas personagens, interpretadas por Yvan Atall e Valeria Bruni Tedeschi. Philip Glass também dá uma pequena ajuda na banda sonora, que guarda ainda espaço para Nina Simone. Do mesmo realizador de “Tédio”, “Arrependimentos” enquadra-se na vaga de filmes franceses que se centra nas estórias de casais burgueses. Mais um rendez-vous com o cinema francês e nada mais do que isso. no 2010-10-07 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-07 - CINE RUM.mp3 2010-10-21 12:09:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-07 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-10-07 - CINE RUM.mp3 Está de volta o velho cliché. Filhos gays que enfrentam os preconceitos e convenções familiares. Mas este é apenas um segredo entre muitos outros para descobrir em «Mine Vaganti - Uma Família Moderna». Uma comédia dramática que transporta o espectador para um cenário sempre apaixonante, o sul de Itália. Não é a primeira vez que Ferzan Ozpetek aborda o tema da homossexualidade, fê-lo com “O Banho Turco“ e mais recentemente, em “A Janela em Frente“. Assumidamente gay, o realizador turco-italiano diverte-se a reciclar o género. O filme centra-se no filho mais novo de uma poderosa família da indústria das massas. Tommaso prepara-se para dizer a todos que é gay, mas o irmão mais velho, que também é homossexual, antecipa-se e rouba-lhe a revelação. Ao receber a notícia o pai tem um ataque cardíaco. O filho mais velho é expulso de casa e Tommaso, que sonha ser escritor e deixou o namorado em Roma, passa a gerir o negócio da família Cantone. O grande problema é mesmo o argumento, que repete alguns estereótipos. O pai de família, figura típica da sociedade Berlusconi, a mãe histérica, a tia solteirona e a avó compreensiva. No entanto, reserva alguns momentos verdadeiramente tocantes, sobretudo quando o filme viaja ao passado da anciã. Com passagem pelo Festival de Berlim deste ano “Uma Família Moderna” conta no principal papel com Ricardo Scamarcio, que entrou em filmes como “O Meu Irmão é Filho Único”. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Está de volta o velho cliché. Filhos gays que enfrentam os preconceitos e convenções familiares. Mas este é apenas um segredo entre muitos outros para descobrir em «Mine Vaganti - Uma Família Moderna». Uma comédia dramática que transporta o espectador para um cenário sempre apaixonante, o sul de Itália. Não é a primeira vez que Ferzan Ozpetek aborda o tema da homossexualidade, fê-lo com “O Banho Turco“ e mais recentemente, em “A Janela em Frente“. Assumidamente gay, o realizador turco-italiano diverte-se a reciclar o género. O filme centra-se no filho mais novo de uma poderosa família da indústria das massas. Tommaso prepara-se para dizer a todos que é gay, mas o irmão mais velho, que também é homossexual, antecipa-se e rouba-lhe a revelação. Ao receber a notícia o pai tem um ataque cardíaco. O filho mais velho é expulso de casa e Tommaso, que sonha ser escritor e deixou o namorado em Roma, passa a gerir o negócio da família Cantone. O grande problema é mesmo o argumento, que repete alguns estereótipos. O pai de família, figura típica da sociedade Berlusconi, a mãe histérica, a tia solteirona e a avó compreensiva. No entanto, reserva alguns momentos verdadeiramente tocantes, sobretudo quando o filme viaja ao passado da anciã. Com passagem pelo Festival de Berlim deste ano “Uma Família Moderna” conta no principal papel com Ricardo Scamarcio, que entrou em filmes como “O Meu Irmão é Filho Único”. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-09-30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-30 - CINE RUM.mp3 2010-10-01 19:48:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-30 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-30 - CINE RUM.mp3 Nuno fica preso no carro sem razão aparente. Nuno é um jovem pai de família que trabalha numa roulotte de bifanas e espera dar o salto através de uma nova engenhoca. Um digitalizador de pés que promete revolucionar a indústria do calçado. Entretanto, Portugal está paralisado às custas de um embargo petrolífero. O nosso visionário não poderia ter escolhido pior altura para ficar preso num carro. É neste mundo em colapso que se move o novo filme de António Ferreira. A inspiração surge a partir de um conto de José Saramago, mas o prémio Nobel não viveu o suficiente para ver a terceira adaptação de uma obra sua ao cinema. O filme é um retrato irónico sobre a sociedade, polvilhado por momentos de um humor negro que o aproxima timidamente ao universo dos manos Coen. No entanto, algo falha na abordagem feita ao mundo absurdo que brota da escrita cinematográfica de Saramago. Afinal, onde estão os sinais que guiam o espectador até à moral da história? Apesar de tudo, o realizador de "Respirar Debaixo de Água" conta com um elenco competente, encabeçado pelo actor e músico Filipe Costa e secundarizado por actores como José Raposo. Sendo bem sucedido na fotografia e na banda sonora, que vai de JP Simões a João Coração. Se “Ensaio Sobre a Cegueira” conseguiu arrancar lágrimas de contentamento a Saramago, com “Embargo” ficaremos para sempre na dúvida. E por vezes, nada é pior do que viver no limbo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Nuno fica preso no carro sem razão aparente. Nuno é um jovem pai de família que trabalha numa roulotte de bifanas e espera dar o salto através de uma nova engenhoca. Um digitalizador de pés que promete revolucionar a indústria do calçado. Entretanto, Portugal está paralisado às custas de um embargo petrolífero. O nosso visionário não poderia ter escolhido pior altura para ficar preso num carro. É neste mundo em colapso que se move o novo filme de António Ferreira. A inspiração surge a partir de um conto de José Saramago, mas o prémio Nobel não viveu o suficiente para ver a terceira adaptação de uma obra sua ao cinema. O filme é um retrato irónico sobre a sociedade, polvilhado por momentos de um humor negro que o aproxima timidamente ao universo dos manos Coen. No entanto, algo falha na abordagem feita ao mundo absurdo que brota da escrita cinematográfica de Saramago. Afinal, onde estão os sinais que guiam o espectador até à moral da história? Apesar de tudo, o realizador de "Respirar Debaixo de Água" conta com um elenco competente, encabeçado pelo actor e músico Filipe Costa e secundarizado por actores como José Raposo. Sendo bem sucedido na fotografia e na banda sonora, que vai de JP Simões a João Coração. Se “Ensaio Sobre a Cegueira” conseguiu arrancar lágrimas de contentamento a Saramago, com “Embargo” ficaremos para sempre na dúvida. E por vezes, nada é pior do que viver no limbo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-09-23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-23 - CINE RUM.mp3 2010-10-01 19:48:11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-23 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-23 - CINE RUM.mp3 «Lola» é um melodrama que faz renascer o neo-realismo mais puro. Mas o grande trunfo chama-se mesmo Filipinas, onde é rodado o filme e de onde é natural o realizador Brillante Mendoza. Lola quer dizer avó em filipino. Neste filme há duas avós. Mas há mais coisas em comum entre estas duas mulheres. São pobres e ambas atingidas por uma tragédia. O neto de uma mata acidentalmente o neto de outra. Enquanto uma vai tentar pagar o funeral do neto morto, a outra tenta encontrar uma maneira de tirar o neto da prisão. Uma tarefa quase herculeana para as duas anciãs. Propositadamente filmado na época das monções, numa cidade próxima de Manila, o filme foca os problemas sociais deste povo que se desloca durante quase todo o ano em canoas. E se esta miserável Veneza da Ásia não chega para impressionar o espectador, a ineficácia da justiça acerta em cheio. A começar pelos tribunais, que em caso de homicídio, sugerem que as partes façam um acordo amigável. Dirigido por Brillante Mendoza, realizador de "Massagista" ou mais recentemente “Kinatay“, o filme é fascinante pelo seu lado semi-documental e, ao mesmo tempo, simbólico. A água está em todo o lado. Há ainda a forma crua e autêntica como retrata a realidade filipina, da velhice e até da própria luta pela sobrevivência. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music «Lola» é um melodrama que faz renascer o neo-realismo mais puro. Mas o grande trunfo chama-se mesmo Filipinas, onde é rodado o filme e de onde é natural o realizador Brillante Mendoza. Lola quer dizer avó em filipino. Neste filme há duas avós. Mas há mais coisas em comum entre estas duas mulheres. São pobres e ambas atingidas por uma tragédia. O neto de uma mata acidentalmente o neto de outra. Enquanto uma vai tentar pagar o funeral do neto morto, a outra tenta encontrar uma maneira de tirar o neto da prisão. Uma tarefa quase herculeana para as duas anciãs. Propositadamente filmado na época das monções, numa cidade próxima de Manila, o filme foca os problemas sociais deste povo que se desloca durante quase todo o ano em canoas. E se esta miserável Veneza da Ásia não chega para impressionar o espectador, a ineficácia da justiça acerta em cheio. A começar pelos tribunais, que em caso de homicídio, sugerem que as partes façam um acordo amigável. Dirigido por Brillante Mendoza, realizador de "Massagista" ou mais recentemente “Kinatay“, o filme é fascinante pelo seu lado semi-documental e, ao mesmo tempo, simbólico. A água está em todo o lado. Há ainda a forma crua e autêntica como retrata a realidade filipina, da velhice e até da própria luta pela sobrevivência. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-09-16 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-16 - CINE RUM.mp3 2010-10-01 19:47:13 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-16 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-16 - CINE RUM.mp3 Vencedor do Urso de Prata e Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim de 2009 “Todos os Outros” é a história de um jovem casal que testa os limites. A vida em comum num drama dirigido por uma jovem promessa que chega da Alemanha, Maren Ade. Gitti e Chris são o casal maravilha, pelo menos no início.Ela uma relações públicas de uma banda rock que ninguém conhece, ele um arquitecto fabuloso, mas sem obra feita. Juntos partem para umas férias na Sardenha, em Itália. Neste paraíso azul, vão ter de lidar com pequenas mentiras, algumas intromissões dos outros, nomeadamente de um casal conhecido. A responsabilidade e ponderação dele vão chocar com a descontracção e o carácter impulsivo dela. Tudo no filme parece verdadeiro e isso deve-se em grande parte à interpretação irrepreensível dos protagonistas Lars Eidinger e Birgit Minichmayr, que venceu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Berlim. Um retrato íntimo e subtil sobre um casal dos nossos dias, igual a tantos outros. “Todos os Outros” de Maren Ade é a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Vencedor do Urso de Prata e Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim de 2009 “Todos os Outros” é a história de um jovem casal que testa os limites. A vida em comum num drama dirigido por uma jovem promessa que chega da Alemanha, Maren Ade. Gitti e Chris são o casal maravilha, pelo menos no início.Ela uma relações públicas de uma banda rock que ninguém conhece, ele um arquitecto fabuloso, mas sem obra feita. Juntos partem para umas férias na Sardenha, em Itália. Neste paraíso azul, vão ter de lidar com pequenas mentiras, algumas intromissões dos outros, nomeadamente de um casal conhecido. A responsabilidade e ponderação dele vão chocar com a descontracção e o carácter impulsivo dela. Tudo no filme parece verdadeiro e isso deve-se em grande parte à interpretação irrepreensível dos protagonistas Lars Eidinger e Birgit Minichmayr, que venceu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Berlim. Um retrato íntimo e subtil sobre um casal dos nossos dias, igual a tantos outros. “Todos os Outros” de Maren Ade é a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-09-09 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-09 - CINE RUM.mp3 2010-10-01 19:46:24 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-09 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-09 - CINE RUM.mp3 Venceu quase tudo a que tinha direito no Festival de Berlim de 2009. Urso de Prata, Grande Prémio do Júri, o Prémio Alfred Bauer e o Prémio para o Melhor Primeiro Filme. “Gigante" de Adrián Biniez filma a simplicidade de uma história de amor que nasce num hipermercado do Uruguai. A ideia é simples e a fórmula repetida.Jara é tímido e solitário. Tem 35 anos e trabalha como vigilante num hipermercado. Um dia ou melhor nos aborrecidos turnos da noite descobre nos seus monitores a sossegada Julia, uma empregada de limpeza. É o início de uma obsessão inofensiva e um amor gigante que dá nome ao filme.Começa por segui-la através das câmaras do hipermercado, e nas folgas, pelas ruas da cidade, até ao cybercafé, às aulas de karaté ou até a um encontro com outro homem. Apesar da figura de porteiro de discoteca e da paixão por heavy metal, Jara é pacífico e convence-nos com os seus doces olhos azuis.Como realizador argentino é também cantor numa banda uruguaia é de sublinhar a colagem das músicas no filme. Com Horatio Camandule e Leonor Svarcas nos principais papeis, “Gigante” é um filme minimalista, que mistura drama e comédia e que confirma que o cinema latino-americano passa por um bom momento. Ainda assim exigia-se mais originalidade. Que venha o segundo filme para o tira teimas! Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Venceu quase tudo a que tinha direito no Festival de Berlim de 2009. Urso de Prata, Grande Prémio do Júri, o Prémio Alfred Bauer e o Prémio para o Melhor Primeiro Filme. “Gigante" de Adrián Biniez filma a simplicidade de uma história de amor que nasce num hipermercado do Uruguai. A ideia é simples e a fórmula repetida.Jara é tímido e solitário. Tem 35 anos e trabalha como vigilante num hipermercado. Um dia ou melhor nos aborrecidos turnos da noite descobre nos seus monitores a sossegada Julia, uma empregada de limpeza. É o início de uma obsessão inofensiva e um amor gigante que dá nome ao filme.Começa por segui-la através das câmaras do hipermercado, e nas folgas, pelas ruas da cidade, até ao cybercafé, às aulas de karaté ou até a um encontro com outro homem. Apesar da figura de porteiro de discoteca e da paixão por heavy metal, Jara é pacífico e convence-nos com os seus doces olhos azuis.Como realizador argentino é também cantor numa banda uruguaia é de sublinhar a colagem das músicas no filme. Com Horatio Camandule e Leonor Svarcas nos principais papeis, “Gigante” é um filme minimalista, que mistura drama e comédia e que confirma que o cinema latino-americano passa por um bom momento. Ainda assim exigia-se mais originalidade. Que venha o segundo filme para o tira teimas! Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-09-02 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-02 - CINE RUM.mp3 2010-09-08 15:37:14 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-02 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-09-02 - CINE RUM.mp3 Os realizadores franceses teimam em filmar famílias burguesas disfuncionais, partindo de espisódios como as férias de verão ou reuniões familiares.Desta vez é Christoph Honoré em “Não minha filha tu não vais dançar”.No principal papel está Chiara Mastroiani. Primeiro vamos à descoberta do nome que se baseia numa lenda bretã evocada no filme.É a história de Katell a Perdida. Uma jovem que foi condenada ao inferno por recusar ser mãe. Quem dançasse com esta bela mulher acabava morto. Todos à excepção de um: o próprio diabo. É a cena mais bela do filme, a fantasia misturada com a vida real de Lena, também ela condenada ao papel de mulher independente e mãe solteira.Quando a família se junta para umas férias na casa de campo dos pais, Lena será o centro das neuroses familiares, da mãe sempre muito crítica, do pai distante, da irmã grávida e irónica, do irmão boémio e do ex-marido hostil. Escrito e realizado por Christoph Honoré, o filme é suportado por um forte elenco feminino, no qual encontramos Chiara Mastroiani, Marie-Christine Barrault e Marina Fois. E mantém algumas marcas de filmes como “As Canções de Amor”. Um melodrama familiar sobre o preço a pagar numa sociedade moderna, sobretudo quando o papel principal pertence a uma mulher tipicamente burguesa. Será que Lena conseguirá encontrar a felicidade? Fica a questão em “Não minha filha tu não vais dançar”. É a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Os realizadores franceses teimam em filmar famílias burguesas disfuncionais, partindo de espisódios como as férias de verão ou reuniões familiares.Desta vez é Christoph Honoré em “Não minha filha tu não vais dançar”.No principal papel está Chiara Mastroiani. Primeiro vamos à descoberta do nome que se baseia numa lenda bretã evocada no filme.É a história de Katell a Perdida. Uma jovem que foi condenada ao inferno por recusar ser mãe. Quem dançasse com esta bela mulher acabava morto. Todos à excepção de um: o próprio diabo. É a cena mais bela do filme, a fantasia misturada com a vida real de Lena, também ela condenada ao papel de mulher independente e mãe solteira.Quando a família se junta para umas férias na casa de campo dos pais, Lena será o centro das neuroses familiares, da mãe sempre muito crítica, do pai distante, da irmã grávida e irónica, do irmão boémio e do ex-marido hostil. Escrito e realizado por Christoph Honoré, o filme é suportado por um forte elenco feminino, no qual encontramos Chiara Mastroiani, Marie-Christine Barrault e Marina Fois. E mantém algumas marcas de filmes como “As Canções de Amor”. Um melodrama familiar sobre o preço a pagar numa sociedade moderna, sobretudo quando o papel principal pertence a uma mulher tipicamente burguesa. Será que Lena conseguirá encontrar a felicidade? Fica a questão em “Não minha filha tu não vais dançar”. É a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-08-26 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-26 - CINE RUM.mp3 2010-09-08 15:36:41 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-26 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-26 - CINE RUM.mp3 Um filme onde a personagem principal é a apenas a memória de uma bela mulher que morre estranhamente num acidente de viação. Trinta anos depois todas as lembranças permanecem vivas na cabeça do realizador francês Alain Cavalier. Um filme, uma homenagem ou uma demonstração de amor eterno feito esta semana em Irène. Uma pequena câmara digital, um realizador e a sua voz, doce e cansada, bastam para fazer um filme/documentário. Como fio condutor os diários de Cavalier, cadernos que falam sobre a relação profunda e conturbada com a actriz Irène Tunc, que perdeu a vida num acidente de automóvel em 1972. Suspeita-se que terá cometido suicídio, mas isso não nos é dito directamente no filme. Só os lugares, os objectos, as poucas fotografias e associações a esta bela mulher, que permanecerá para sempre jovem e que para o cineasta é insubstituível. Por isso quando decide fazer um filme sobre a mulher há apenas e só Irène e um enorme vazio que ficou depois da sua morte. Apesar de longo, esta espécie de ensaio sobre o amor perdido é pura poesia. Sobretudo pela simplicidade das cenas. Irène de Alain Cavalier é a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Um filme onde a personagem principal é a apenas a memória de uma bela mulher que morre estranhamente num acidente de viação. Trinta anos depois todas as lembranças permanecem vivas na cabeça do realizador francês Alain Cavalier. Um filme, uma homenagem ou uma demonstração de amor eterno feito esta semana em Irène. Uma pequena câmara digital, um realizador e a sua voz, doce e cansada, bastam para fazer um filme/documentário. Como fio condutor os diários de Cavalier, cadernos que falam sobre a relação profunda e conturbada com a actriz Irène Tunc, que perdeu a vida num acidente de automóvel em 1972. Suspeita-se que terá cometido suicídio, mas isso não nos é dito directamente no filme. Só os lugares, os objectos, as poucas fotografias e associações a esta bela mulher, que permanecerá para sempre jovem e que para o cineasta é insubstituível. Por isso quando decide fazer um filme sobre a mulher há apenas e só Irène e um enorme vazio que ficou depois da sua morte. Apesar de longo, esta espécie de ensaio sobre o amor perdido é pura poesia. Sobretudo pela simplicidade das cenas. Irène de Alain Cavalier é a estreia desta semana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-08-19 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-19 - CINERUM.mp3 2010-09-08 15:35:40 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-19 - CINERUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-19 - CINERUM.mp3 De França chega esta semana um “Mariage a Trois“. Um triângulo amoroso que se desenrola entre o drama e a comédia e que faz deste um filme brilhante. «O Casamento a Três» de Jacques Doillon é a estreia desta semana. Um homem traumatizado tenta ultrapassar a separação da mulher, com quem tem sonhos eróticos. Auguste é um dramaturgo que chama um encenador para trabalhar na sua nova peça e recruta a sua ex-mulher e o novo amante desta, como actores. Encontros que só o cinema da nouvelle vague sabe tão bem potenciar. Um jogo de amor e de manipulação protagonizado por Pascal Greggory, alter-ego do realizador, o fantástico Louis Garrel, a sensual Julie Depardieu e ainda um quarto elemento que vem confundir o desfecho da história Agathe Bonitzer. Uma desconhecida, que o realizador gosta de introduzir nos seus filmes. Com actualmente 66 anos Jacques Doillon que é um apaixonado por westerns, apresenta um filme estranhamente belo, que está em competição no próximo Festival de Montreal já em Setembro estreia esta quinta-feira nas salas de cinema. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music De França chega esta semana um “Mariage a Trois“. Um triângulo amoroso que se desenrola entre o drama e a comédia e que faz deste um filme brilhante. «O Casamento a Três» de Jacques Doillon é a estreia desta semana. Um homem traumatizado tenta ultrapassar a separação da mulher, com quem tem sonhos eróticos. Auguste é um dramaturgo que chama um encenador para trabalhar na sua nova peça e recruta a sua ex-mulher e o novo amante desta, como actores. Encontros que só o cinema da nouvelle vague sabe tão bem potenciar. Um jogo de amor e de manipulação protagonizado por Pascal Greggory, alter-ego do realizador, o fantástico Louis Garrel, a sensual Julie Depardieu e ainda um quarto elemento que vem confundir o desfecho da história Agathe Bonitzer. Uma desconhecida, que o realizador gosta de introduzir nos seus filmes. Com actualmente 66 anos Jacques Doillon que é um apaixonado por westerns, apresenta um filme estranhamente belo, que está em competição no próximo Festival de Montreal já em Setembro estreia esta quinta-feira nas salas de cinema. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-08-12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-12 - CINE RUM.mp3 2010-08-13 11:29:11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-12 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-12 - CINE RUM.mp3 A contar com 36 documentários na carreira, Frederick Wiseman entrou agora à descoberta do quotidiano de uma escola de Ballet francesa, considerada uma das melhores do mundo - O Ballet Opera de Paris . «A Dança» é um filme no mínimo gracioso que estreia esta semana. No coração de Paris, numa companhia de bailado com mais de 150 alunos os dias são preenchidos com ensaios, reuniões de equipa e performances. O realizador norte-americano aponta a sua câmara para um grupo de bailarinos e coreógrafos desta respeitada instituição. Dirigida por uma mulher é uma escola com muitas regras, rigidez e hierarquias, tal como a própria França. Dias de repetição e dedicação. Com este filme é materializado o conceito da exigência, objectivo de Wiseman .Corpos de jovens bailarinos que são modelados pelos coreógrafos até atingirem a perfeição em cima do palco. Um exercício de beleza único feito pelo mestre do documentário que não interessa só aos amantes do bailado. É uma verdadeira descoberta. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music A contar com 36 documentários na carreira, Frederick Wiseman entrou agora à descoberta do quotidiano de uma escola de Ballet francesa, considerada uma das melhores do mundo - O Ballet Opera de Paris . «A Dança» é um filme no mínimo gracioso que estreia esta semana. No coração de Paris, numa companhia de bailado com mais de 150 alunos os dias são preenchidos com ensaios, reuniões de equipa e performances. O realizador norte-americano aponta a sua câmara para um grupo de bailarinos e coreógrafos desta respeitada instituição. Dirigida por uma mulher é uma escola com muitas regras, rigidez e hierarquias, tal como a própria França. Dias de repetição e dedicação. Com este filme é materializado o conceito da exigência, objectivo de Wiseman .Corpos de jovens bailarinos que são modelados pelos coreógrafos até atingirem a perfeição em cima do palco. Um exercício de beleza único feito pelo mestre do documentário que não interessa só aos amantes do bailado. É uma verdadeira descoberta. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-08-05 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-05 - CINE RUM.mp3 2010-08-13 11:28:43 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-05 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-08-05 - CINE RUM.mp3 A estreia desta semana é uma lufada de ar fresco perante um tema tão badalado: a espionagem durante a Guerra Fria. Mas a arma mais eficaz parece ser a curiosidade que nos provoca o nome Emir Kusturika, que desta vez é actor. «O Caso Farewell» de Cristian Carion chega esta quinta-feira às salas de cinema. É o caso mais importante na história da espionagem do século XX. Em 1981 Grigoriev é um agente do KGB desencantado com o ideal comunista deixado pelo antigo presidente da União Soviética.Interpretado por Kusturika, este oficial, começa a passar informação sobre os espiões soviéticos.Para não fazê-lo através dos canais oficiais, decide usar uma cobaia. Piere Fromen, um engenheiro francês que mora em Moscovo com a família e que passa documentos sobre os Estados Unidos para o governo de François Mitterrand. Os dois, que entretanto ficam amigos, correm perigo de vida se forem descobertos. Todo o filme é centrado nestas duas personagens.Nem a propósito dois realizadores. Guillaume Canet que dirigiu recentemente “Não digas a Ninguém” e Kusturika, que dispensa apresentações, apesar de não ter sido a primeira opção para este papel. Para além dos dois protagonistas, há ainda um elenco convincente, composto por Alexandra Maria Lara, Willem dafoe e Diane Kruger. Infelizmente Cristian Carion, realizador do pemiado “Feliz Natal”, perdeu muito tempo a explicar o contexto político, focando demasiado as tensas relações entre Washington e Moscovo. O argumento não é divinal, mas há dois bons actores que justificam tudo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music A estreia desta semana é uma lufada de ar fresco perante um tema tão badalado: a espionagem durante a Guerra Fria. Mas a arma mais eficaz parece ser a curiosidade que nos provoca o nome Emir Kusturika, que desta vez é actor. «O Caso Farewell» de Cristian Carion chega esta quinta-feira às salas de cinema. É o caso mais importante na história da espionagem do século XX. Em 1981 Grigoriev é um agente do KGB desencantado com o ideal comunista deixado pelo antigo presidente da União Soviética.Interpretado por Kusturika, este oficial, começa a passar informação sobre os espiões soviéticos.Para não fazê-lo através dos canais oficiais, decide usar uma cobaia. Piere Fromen, um engenheiro francês que mora em Moscovo com a família e que passa documentos sobre os Estados Unidos para o governo de François Mitterrand. Os dois, que entretanto ficam amigos, correm perigo de vida se forem descobertos. Todo o filme é centrado nestas duas personagens.Nem a propósito dois realizadores. Guillaume Canet que dirigiu recentemente “Não digas a Ninguém” e Kusturika, que dispensa apresentações, apesar de não ter sido a primeira opção para este papel. Para além dos dois protagonistas, há ainda um elenco convincente, composto por Alexandra Maria Lara, Willem dafoe e Diane Kruger. Infelizmente Cristian Carion, realizador do pemiado “Feliz Natal”, perdeu muito tempo a explicar o contexto político, focando demasiado as tensas relações entre Washington e Moscovo. O argumento não é divinal, mas há dois bons actores que justificam tudo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-07-29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-29 - CINE RUM.mp3 2010-08-13 11:28:10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-29 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-29 - CINE RUM.mp3 Esta semana fala-se grego no grande ecrã. Vencedor do prémio «Um Certo Olhar» no Festival de Cannes e do Grande Prémio do Estoril Film Festival em 2009 «Canino» de Yorgos Lanthimos é um retrato complexo e surreal sobre uma família que vive isolada do resto do mundo. A fazer lembrar filmes como Pântano de Lucrécia Martel ou Home de Ursula Meier, «Canino» é também um filme sobre isolamento que conduz as personagens a situações limite. Num tempo e num espaço que não sabemos, um pai, uma mãe e três filhos adolescentes vivem numa luxuosa casa, com um grande jardim. Nenhum dos filhos saiu cá para fora, excepto o patriarca. É ele que mantém submissos, com os seus mind games, os restantes elementos da família. Uma violência que lembra Michael Haneke. Apesar de comunicarem na linguagem dita normal, também foram treinados para responder como cães e é-lhes desvirtuado o significado de algumas palavras. Por exemplo, zombie é uma flor. Um filme que lança algumas interrogações até filosóficas, nomeadamente sobre os perigos do homem e a teoria do bom selvagem. «Canino» choca pela irreverência. Sem sombra de dúvidas um filme obrigatório. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Esta semana fala-se grego no grande ecrã. Vencedor do prémio «Um Certo Olhar» no Festival de Cannes e do Grande Prémio do Estoril Film Festival em 2009 «Canino» de Yorgos Lanthimos é um retrato complexo e surreal sobre uma família que vive isolada do resto do mundo. A fazer lembrar filmes como Pântano de Lucrécia Martel ou Home de Ursula Meier, «Canino» é também um filme sobre isolamento que conduz as personagens a situações limite. Num tempo e num espaço que não sabemos, um pai, uma mãe e três filhos adolescentes vivem numa luxuosa casa, com um grande jardim. Nenhum dos filhos saiu cá para fora, excepto o patriarca. É ele que mantém submissos, com os seus mind games, os restantes elementos da família. Uma violência que lembra Michael Haneke. Apesar de comunicarem na linguagem dita normal, também foram treinados para responder como cães e é-lhes desvirtuado o significado de algumas palavras. Por exemplo, zombie é uma flor. Um filme que lança algumas interrogações até filosóficas, nomeadamente sobre os perigos do homem e a teoria do bom selvagem. «Canino» choca pela irreverência. Sem sombra de dúvidas um filme obrigatório. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-07-22 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-22 - CINE RUM.mp3 2010-08-13 11:27:41 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-22 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-22 - CINE RUM.mp3 “Inception- A Origem” dos filmes mais originais do ano dentro da ficção científica chega-nos pelas mãos Christopher Nolan. O mesmo realizador Memento e Cavaleiro das Trevas constrói uma obra próxima do universo Matrix, mas é um filme diferente de tudo o que já alguma vez vimos. Vindo de Holywood é uma boa notícia. Leonardo DiCaprio ou Dom Cobb é perito em entrar nos sonhos das pessoas e roubar ideias, através de uma suposta tecnologia futurista criada pelos militares, mas usada comercialmente por empresas rivais. Uma dessas empresas, comandada por Saito, Ken Watanabe, contrata Cobb, não para roubar, mas para inserir uma vontade de auto-destruição a um empresário da concorrência. Ele e a sua equipa, composta por um talentoso elenco, como Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt ou Michael Caine, tem literalmente de construir um mundo onde se vai desenrolar o sonho. Mas a questão é que regras básicas como a lei da gravidade ou linhas temporais são difíceis de controlar nos sonhos.É aqui que começa o tipo de acção desenfreada, que nos remete para filmes como Matrix.Para confundir ainda mais o plot, Marion Cotillard, no papel da falecida esposa de DiCaprio decide aparecer em todos os sonhos para o assombrar. Ao contrário dos blockbusters de verão, este é um filme complexo, com diferentes dimensões dentro do enredo, que nos propõe uma constante reflexão.Para quem gostou de «Memento», a película é o regresso desejado às origens do realizador, depois de duas incursões pelo universo Batman. Apesar de ser um filme longo e de ter algumas linhas de diálogo demasiado repetitivas, «A Origem» proporciona ao espectador uma experiência mental inesquecível. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music “Inception- A Origem” dos filmes mais originais do ano dentro da ficção científica chega-nos pelas mãos Christopher Nolan. O mesmo realizador Memento e Cavaleiro das Trevas constrói uma obra próxima do universo Matrix, mas é um filme diferente de tudo o que já alguma vez vimos. Vindo de Holywood é uma boa notícia. Leonardo DiCaprio ou Dom Cobb é perito em entrar nos sonhos das pessoas e roubar ideias, através de uma suposta tecnologia futurista criada pelos militares, mas usada comercialmente por empresas rivais. Uma dessas empresas, comandada por Saito, Ken Watanabe, contrata Cobb, não para roubar, mas para inserir uma vontade de auto-destruição a um empresário da concorrência. Ele e a sua equipa, composta por um talentoso elenco, como Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt ou Michael Caine, tem literalmente de construir um mundo onde se vai desenrolar o sonho. Mas a questão é que regras básicas como a lei da gravidade ou linhas temporais são difíceis de controlar nos sonhos.É aqui que começa o tipo de acção desenfreada, que nos remete para filmes como Matrix.Para confundir ainda mais o plot, Marion Cotillard, no papel da falecida esposa de DiCaprio decide aparecer em todos os sonhos para o assombrar. Ao contrário dos blockbusters de verão, este é um filme complexo, com diferentes dimensões dentro do enredo, que nos propõe uma constante reflexão.Para quem gostou de «Memento», a película é o regresso desejado às origens do realizador, depois de duas incursões pelo universo Batman. Apesar de ser um filme longo e de ter algumas linhas de diálogo demasiado repetitivas, «A Origem» proporciona ao espectador uma experiência mental inesquecível. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-07-15 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-15 - CINE RUM.mp3 2010-07-15 15:30:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-15 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-15 - CINE RUM.mp3 Terminado o pesadelo, mas não a perseguição, chega esta semana a Portugal o novo filme de Roman Polanski.“The Ghost Writer” é um thriller superficial, que pisca o olho a Hitchcook, sendo talvez a obra mais comercial do realizador do oscarizado “O Pianista”. «The Ghost Writer» é um thriller de espionagem com questões políticas e crimes de guerra como pano de fundo.As comparações a “Chinatown” são inevitáveis.Cenas de cortar a respiração, cenários cinzentos, mistério aguçado e uma intriga negra. Mas pode ser também uma forma do realizador franco-polaco brincar com a sua própria situação, ao usar expressões como “Culpado” ou o famoso “Wanted”. No centro da história Ewan McGregor - o escritor-fantasma, que aceita o trabalho de terminar de escrever as memórias do Primeiro-Ministro britânico, Adam Lang.Um trabalho que já começou mal, uma vez que o anterior Ghost Writer foi morto misteriosamente.Instalado na luxuosa mansão do governante, o escritor, sem passado, vai descobrir pistas que apontam para uma ligação sinistra de Lang à CIA.Há no filme um outro fantasma, o de Tony Blair.Ligação também justificada pelo facto do co-argumentista Robert harris, autor do romance em que se baseia o filme, ter sido um jornalista de investigação próximo do antigo primeiro-ministro britânico. McGregor encaixa perfeitamente na personagem. Ele é esperto, mas não o suficiente. Pierce Brosnan é perfeito, soberbo até, ao vestir a pele de político arrogante.Referência ainda à banda sonora composta pelo veterano Alexandre Desplat, que já compôs para filmes como a «Rainha» ou «A Rapariga com o Brinco de Pérola». Polanski consegue, mais uma vez, através de um argumento denso criar uma obra de suspense, género do qual se tem vindo a tornar mestre. Music Terminado o pesadelo, mas não a perseguição, chega esta semana a Portugal o novo filme de Roman Polanski.“The Ghost Writer” é um thriller superficial, que pisca o olho a Hitchcook, sendo talvez a obra mais comercial do realizador do oscarizado “O Pianista”. «The Ghost Writer» é um thriller de espionagem com questões políticas e crimes de guerra como pano de fundo.As comparações a “Chinatown” são inevitáveis.Cenas de cortar a respiração, cenários cinzentos, mistério aguçado e uma intriga negra. Mas pode ser também uma forma do realizador franco-polaco brincar com a sua própria situação, ao usar expressões como “Culpado” ou o famoso “Wanted”. No centro da história Ewan McGregor - o escritor-fantasma, que aceita o trabalho de terminar de escrever as memórias do Primeiro-Ministro britânico, Adam Lang.Um trabalho que já começou mal, uma vez que o anterior Ghost Writer foi morto misteriosamente.Instalado na luxuosa mansão do governante, o escritor, sem passado, vai descobrir pistas que apontam para uma ligação sinistra de Lang à CIA.Há no filme um outro fantasma, o de Tony Blair.Ligação também justificada pelo facto do co-argumentista Robert harris, autor do romance em que se baseia o filme, ter sido um jornalista de investigação próximo do antigo primeiro-ministro britânico. McGregor encaixa perfeitamente na personagem. Ele é esperto, mas não o suficiente. Pierce Brosnan é perfeito, soberbo até, ao vestir a pele de político arrogante.Referência ainda à banda sonora composta pelo veterano Alexandre Desplat, que já compôs para filmes como a «Rainha» ou «A Rapariga com o Brinco de Pérola». Polanski consegue, mais uma vez, através de um argumento denso criar uma obra de suspense, género do qual se tem vindo a tornar mestre. no 2010-07-08 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-08 - CINE RUM.mp3 2010-07-15 15:30:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-08 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-08 - CINE RUM.mp3 O que é que acontece quando se junta Werner Herzog e David Lynch? A resposta está em - «My Son, My Son, What Have Ye Done - Meu Filho, Olha o que Fizeste!». O novo filme do cineasta alemão é bizarro e repleto de enigmas bem estilo de Lynch, que é neste caso produtor. O segundo filme de Herzog em competição no Festival de Veneza, depois de «Bad Lieutenent», é baseado numa história real. Nos finais dos anos 70, na Califórnia, um estudante matou a mãe com um sabre, julgando que a estava a salvar do Holocausto. No centro da nossa história está um jovem actor, mentalmente desequilibrado, que durante os ensaios de uma tragédia grega, mata precisamente a própria mãe. A acção tem lugar durante um cerco policial a uma casa nos subúrbios de San Diego. O Detective Hank, interpretado por Willem Dafoe chega ao local do crime e, numa cena clássica de diálogo policial, tenta negociar com o homicida, que está barricado com dois reféns.Quando a namorada Ingrid, ela é Chloe Sevigny , e o encenador chegam ao local, identificam a arma do crime como sendo a espada usada na peça «Orestes», um matricida clássico grego. É então que todos reconhecem que Brad, Michael Shanon, se desligou completamente da realidade.Parte do filme pisca o olho aos policiais americanos, na outra há o quebra-cabeças clássico de Herzog. Os enigmas da história prestam homenagem ao mundo de Lynch, e o filme parece apontar para um público-alvo típico do realizador de Mulholland DriveO elenco é bastante diverso e Michael Shanon, o protagonista, apesar de suscitar pouca simpatia, apresenta um trabalho convincente e sério ao vestir um papel de louco num filme que para começar é totalmente absurdo. Apesar de um elenco de luxo, a interpretação parece um pouco forçada. Mas essa pode ser a forma que Herzog encontrou de se aproximar ao género: quase parodiando. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music O que é que acontece quando se junta Werner Herzog e David Lynch? A resposta está em - «My Son, My Son, What Have Ye Done - Meu Filho, Olha o que Fizeste!». O novo filme do cineasta alemão é bizarro e repleto de enigmas bem estilo de Lynch, que é neste caso produtor. O segundo filme de Herzog em competição no Festival de Veneza, depois de «Bad Lieutenent», é baseado numa história real. Nos finais dos anos 70, na Califórnia, um estudante matou a mãe com um sabre, julgando que a estava a salvar do Holocausto. No centro da nossa história está um jovem actor, mentalmente desequilibrado, que durante os ensaios de uma tragédia grega, mata precisamente a própria mãe. A acção tem lugar durante um cerco policial a uma casa nos subúrbios de San Diego. O Detective Hank, interpretado por Willem Dafoe chega ao local do crime e, numa cena clássica de diálogo policial, tenta negociar com o homicida, que está barricado com dois reféns.Quando a namorada Ingrid, ela é Chloe Sevigny , e o encenador chegam ao local, identificam a arma do crime como sendo a espada usada na peça «Orestes», um matricida clássico grego. É então que todos reconhecem que Brad, Michael Shanon, se desligou completamente da realidade.Parte do filme pisca o olho aos policiais americanos, na outra há o quebra-cabeças clássico de Herzog. Os enigmas da história prestam homenagem ao mundo de Lynch, e o filme parece apontar para um público-alvo típico do realizador de Mulholland DriveO elenco é bastante diverso e Michael Shanon, o protagonista, apesar de suscitar pouca simpatia, apresenta um trabalho convincente e sério ao vestir um papel de louco num filme que para começar é totalmente absurdo. Apesar de um elenco de luxo, a interpretação parece um pouco forçada. Mas essa pode ser a forma que Herzog encontrou de se aproximar ao género: quase parodiando. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-07-01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-01 - CINE RUM.mp3 2010-07-05 12:37:30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-01 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-07-01 - CINE RUM.mp3 No ano passado o Festival de Berlim entregava pela primeira vez o Urso de Ouro a um filme peruano.Dirigido pela jovem Claudia Llosa ”La Teta Asustada” recria um mito controverso das comunidades andinas.São as marcas da guerrilha levada a cabo pelo sendero luminoso que mergulhou o Peru num clima de medo e terror nos anos 80. Um filme singular que chega esta semana a Portugal. Um canto triste em quechua conta a história de Perpétua, mãe de Fausta. A jovem sofre de “Teta Asustada”. Uma suposta doença que se transmite através do leite materno das mulheres que foram violadas ou maltratadas durante a guerra do terrorismo no Peru. Depois da morte da mãe a tímida Fausta ruma à cidade para trabalhar numa mansão e conseguir dinheiro para o funeral. Para enfrentar o medo paralizante de ser violada, como a mãe, mete uma batata na vagina.É baseada nesta crença das mulheres andinas e que as crianças ficam sem alma que Claudia Llosa,sobrinha do escritor Mario Vargas Llosa,assenta o seu segundo filme. Uma película impactante, feita de formalismos exóticos, que cruza momentos históricos, como a guerra do terrorismo e os períodos de instabilidade dos anos 80 e 90, às tradições populares do Peru como as festas de casamentos.Atenta aos símbolos a realizadora encanta-nos com os muito grandes planos da magnífica protagonista Magaly Solier (que para além de actriz é cantora), que enche o ecrã com a sua beleza indígena. A entrega do Urso de Ouro no Festival de Berlim foi no mínimo emotiva, com a actriz principal a agradecer o prémio a cantar em quechua, tal como faz no filme. Igualmente na corrida ao óscar de melhor filme estrangeiro, La Teta Asustada é pura simplicidade e beleza que transporta o espectador até América Latina mais profunda. Music No ano passado o Festival de Berlim entregava pela primeira vez o Urso de Ouro a um filme peruano.Dirigido pela jovem Claudia Llosa ”La Teta Asustada” recria um mito controverso das comunidades andinas.São as marcas da guerrilha levada a cabo pelo sendero luminoso que mergulhou o Peru num clima de medo e terror nos anos 80. Um filme singular que chega esta semana a Portugal. Um canto triste em quechua conta a história de Perpétua, mãe de Fausta. A jovem sofre de “Teta Asustada”. Uma suposta doença que se transmite através do leite materno das mulheres que foram violadas ou maltratadas durante a guerra do terrorismo no Peru. Depois da morte da mãe a tímida Fausta ruma à cidade para trabalhar numa mansão e conseguir dinheiro para o funeral. Para enfrentar o medo paralizante de ser violada, como a mãe, mete uma batata na vagina.É baseada nesta crença das mulheres andinas e que as crianças ficam sem alma que Claudia Llosa,sobrinha do escritor Mario Vargas Llosa,assenta o seu segundo filme. Uma película impactante, feita de formalismos exóticos, que cruza momentos históricos, como a guerra do terrorismo e os períodos de instabilidade dos anos 80 e 90, às tradições populares do Peru como as festas de casamentos.Atenta aos símbolos a realizadora encanta-nos com os muito grandes planos da magnífica protagonista Magaly Solier (que para além de actriz é cantora), que enche o ecrã com a sua beleza indígena. A entrega do Urso de Ouro no Festival de Berlim foi no mínimo emotiva, com a actriz principal a agradecer o prémio a cantar em quechua, tal como faz no filme. Igualmente na corrida ao óscar de melhor filme estrangeiro, La Teta Asustada é pura simplicidade e beleza que transporta o espectador até América Latina mais profunda. no 2010-06-24 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-24 - CINE RUM.mp3 2010-07-05 12:33:28 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-24 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-24 - CINE RUM.mp3 A história típica de adultério. De um episódio banal nasceu «Partir». O novo filme da francesa Catherine Corsini volta a centrar-se na figura da mulher e de um tema universal que aqui ganha proporções explosivas: o amor. Uma mulher burguesa de meia-idade, casada, mãe de dois filhos leva uma vida confortável, mas aborrecida. Suzanne apaixona-se por outro homem. Um espanhol, ilegal em França, que trabalha nas obras de construção do seu consultório de fisioterapia. Obstinada a viver esta paixão assolapada, carnal e de certa forma ingénua, renuncia a tudo sem olhar para trás. É este percurso que é interessante de ver e que o cinema raramente mostra de forma tão crua. É essa estranha sensação de paixão verdadeira que fica na retina. O casal condenado que se ama nas belas paisagens do sul de França. E que apesar do desfecho trágico sabe que o amor vencerá. Numa tensão apurada, Partir, resiste graças à sua protagonista, Kristin Scott Thomas, que dá a esta paixão um toque glacial, só quebrado pelo vigor latino de Sergi Lopez. Para lá do óbvio Corsini filma amor, emancipação, sexo, morte, que polvilha com músicas dos filmes de Truffaut. Music A história típica de adultério. De um episódio banal nasceu «Partir». O novo filme da francesa Catherine Corsini volta a centrar-se na figura da mulher e de um tema universal que aqui ganha proporções explosivas: o amor. Uma mulher burguesa de meia-idade, casada, mãe de dois filhos leva uma vida confortável, mas aborrecida. Suzanne apaixona-se por outro homem. Um espanhol, ilegal em França, que trabalha nas obras de construção do seu consultório de fisioterapia. Obstinada a viver esta paixão assolapada, carnal e de certa forma ingénua, renuncia a tudo sem olhar para trás. É este percurso que é interessante de ver e que o cinema raramente mostra de forma tão crua. É essa estranha sensação de paixão verdadeira que fica na retina. O casal condenado que se ama nas belas paisagens do sul de França. E que apesar do desfecho trágico sabe que o amor vencerá. Numa tensão apurada, Partir, resiste graças à sua protagonista, Kristin Scott Thomas, que dá a esta paixão um toque glacial, só quebrado pelo vigor latino de Sergi Lopez. Para lá do óbvio Corsini filma amor, emancipação, sexo, morte, que polvilha com músicas dos filmes de Truffaut. no 2010-06-17 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-17 - CINE RUM.mp3 2010-07-05 12:32:53 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-17 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-06-17 - CINE RUM.mp3 Music no 2010-06-10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-10.mp3 2010-06-10 12:33:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-10.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-10.mp3 Do mesmo realizador de “Natureza Morta” estreia esta semana «24 CITY».Jia Zhang Ke mostra agora a história da China pós-revolucionária através da queda de uma fábrica, prestes a ser convertida num condomínio de luxo. São três gerações. Histórias reais que se confundem com a ficção, num filme-documentário admirável.Baseado em entrevistas feitas a cinco trabalhadores e em monólogos ficcionais de três mulheres, actrizes já recorrentes na filmografia do realizador chinês, «24 City» vai ao passado laboral destas pessoas. Criada em 1958 para produzir motores de aviões, a Fábrica 420 (como ficou conhecida)teve dois períodos de glória entre as décadas de 60 e 80.Gerida pelo Governo Comunista empregava sobretudo trabalhadores que vinham do interior do país em busca de uma vida melhor e que raramente conseguiam voltar à terra natal. O trabalho ocupava todos os dias da semana . Relatos que percorrem vários períodos da história. As Guerras da Coreia e do Vietname, a transformação da economia nos anos 90, que levou a uma vaga de despedimentos, até às tarefas mecânicas e desgastantes a que eram sujeitos.Para complementar os oito retratos o realizador optou pelo uso de músicas pop e detalhes que passam por séries de TV. Com passagens pelos festivais de Cannes, Toronto e Nova Iorque, «24 City» é um filme comovente, na medida em que se centra na linguagem. Neste caso, só isso bastou para fazer um filme com uma grande dimensão humana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Do mesmo realizador de “Natureza Morta” estreia esta semana «24 CITY».Jia Zhang Ke mostra agora a história da China pós-revolucionária através da queda de uma fábrica, prestes a ser convertida num condomínio de luxo. São três gerações. Histórias reais que se confundem com a ficção, num filme-documentário admirável.Baseado em entrevistas feitas a cinco trabalhadores e em monólogos ficcionais de três mulheres, actrizes já recorrentes na filmografia do realizador chinês, «24 City» vai ao passado laboral destas pessoas. Criada em 1958 para produzir motores de aviões, a Fábrica 420 (como ficou conhecida)teve dois períodos de glória entre as décadas de 60 e 80.Gerida pelo Governo Comunista empregava sobretudo trabalhadores que vinham do interior do país em busca de uma vida melhor e que raramente conseguiam voltar à terra natal. O trabalho ocupava todos os dias da semana . Relatos que percorrem vários períodos da história. As Guerras da Coreia e do Vietname, a transformação da economia nos anos 90, que levou a uma vaga de despedimentos, até às tarefas mecânicas e desgastantes a que eram sujeitos.Para complementar os oito retratos o realizador optou pelo uso de músicas pop e detalhes que passam por séries de TV. Com passagens pelos festivais de Cannes, Toronto e Nova Iorque, «24 City» é um filme comovente, na medida em que se centra na linguagem. Neste caso, só isso bastou para fazer um filme com uma grande dimensão humana. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-06-03 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-03.mp3 2010-06-07 15:15:15 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-03.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-06-03.mp3 No cinema e quando o tema é nazismo, os alemães aparecem sempre como os maus da fita, mas desta vez são eles os heróis. Neste caso, Jonh Rabe, um homem que nunca abandonou a sua consciência e conseguiu salvar, estima-se, perto de duzentas mil pessoas. O drama assinado pelo oscarizado Florian Gallenberger, que passou pelo Festival de Berlim, é baseado numa história verídica. John Rabe - O Negociador. Ele foi uma espécie de Schindler, ao salvar milhares de milhares de chineses da matança nipónica. O alemão John Rabe, que até era membro do partido Nazi, é o fio condutor desta história que começa em 1937.Rabe é chefe de uma sucursal da Siemens, em Nanking, na China, onde vive com a mulher Dora há mais de 30 anos. No momento em que se prepara para entregar o testemunho da empresa e regressar a Berlim, é apanhado no meio da Guerra. A cidade é bombardeada pelos japoneses e Rabe dá abrigo a vários civis.O número sobe para o milhar quando é criada a chamada zona de segurança, onde não são permitidas armas nem soldados. Uma novidade quando se trata de filmes sobre a II Guerra Mundial. Uma área gerida pelo próprio Rabe e por um grupo de estrangeiros expatriados: um médico, uma professora de um colégio feminino e um jovem diplomata judeu.Malabarismo diplomáticos e uma corrida contra o tempo para evitar o massacre de milhares de inocentes, com cenas típicas de um drama de guerra. Protagonizado por Ulrich Tukur, que entrou recentemente no “Laço Branco”, o filme conta ainda com actores conhecidos do cinema independente, Daniel Bruhl protagonista de Adeus Lenine, Steve Buscemi habitué nos filmes dos manos Coen e a francesa Anne Consigny.Um filme que, não sendo totalmente fiel à história relatada nos diários de John Rabe, consegue mostrar os dramas de uma época de incertezas morais. O Cineclube de Joane e a Farol de Ideias promove o Cinema Pr’ó Mundial - 1ª Mostra de Cinema sobre os Campeonatos do Mundo de Futebol. Estivemos à conversa com Carlos Mesquita e João Nuno. Music No cinema e quando o tema é nazismo, os alemães aparecem sempre como os maus da fita, mas desta vez são eles os heróis. Neste caso, Jonh Rabe, um homem que nunca abandonou a sua consciência e conseguiu salvar, estima-se, perto de duzentas mil pessoas. O drama assinado pelo oscarizado Florian Gallenberger, que passou pelo Festival de Berlim, é baseado numa história verídica. John Rabe - O Negociador. Ele foi uma espécie de Schindler, ao salvar milhares de milhares de chineses da matança nipónica. O alemão John Rabe, que até era membro do partido Nazi, é o fio condutor desta história que começa em 1937.Rabe é chefe de uma sucursal da Siemens, em Nanking, na China, onde vive com a mulher Dora há mais de 30 anos. No momento em que se prepara para entregar o testemunho da empresa e regressar a Berlim, é apanhado no meio da Guerra. A cidade é bombardeada pelos japoneses e Rabe dá abrigo a vários civis.O número sobe para o milhar quando é criada a chamada zona de segurança, onde não são permitidas armas nem soldados. Uma novidade quando se trata de filmes sobre a II Guerra Mundial. Uma área gerida pelo próprio Rabe e por um grupo de estrangeiros expatriados: um médico, uma professora de um colégio feminino e um jovem diplomata judeu.Malabarismo diplomáticos e uma corrida contra o tempo para evitar o massacre de milhares de inocentes, com cenas típicas de um drama de guerra. Protagonizado por Ulrich Tukur, que entrou recentemente no “Laço Branco”, o filme conta ainda com actores conhecidos do cinema independente, Daniel Bruhl protagonista de Adeus Lenine, Steve Buscemi habitué nos filmes dos manos Coen e a francesa Anne Consigny.Um filme que, não sendo totalmente fiel à história relatada nos diários de John Rabe, consegue mostrar os dramas de uma época de incertezas morais. O Cineclube de Joane e a Farol de Ideias promove o Cinema Pr’ó Mundial - 1ª Mostra de Cinema sobre os Campeonatos do Mundo de Futebol. Estivemos à conversa com Carlos Mesquita e João Nuno. no 2010-05-27 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-27.mp3 2010-06-07 15:14:47 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-27.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-27.mp3 A estreia desta semana dá-nos a conhecer a história de uma mulher que nunca desistiu. Primeiro obstinada pelo amor de um homem, Benito Mussolini e depois pelo seu filho, renegado pelo próprio pai. Nome de uma canção fascista “Vincere - Vencer” de Marco Belochio é o capítulo esquecido no Fascismo em Itália. Em Milão de 1907 o jovem Benito Mussolini é um socialista e activista ferveroso, que questiona publicamente a existência de deus. No meio da multidão está Ida Dalser. Uma jovem e bela mulher dona de um salão de beleza. Em 1914 tornam-se amantes. E num acto de amor desmedido Ida vende todos os seus bens para ajudar Mussolini a erguer o seu próprio jornal: o “Povo de Itália”. No início da Guerra e ascensão de Mussolini, Ida descobre que está grávida. A criança é inicialmente reconhecida, mas rapidamente o Duce, que tem outra família, trata de apagar os vestígios deste romance. Ida é separada do filho e internada num hospital psiquiátrico. A partir desse momento seguimos o calvário de uma mulher que só pedia para ser reconhecida como esposa legítima de Mussolini. O veterano Marco Belochio, que já trabalhou ao lado de realizadores como Bertolucci ou Godard, consegue combinações assertivas. Desde logo pela dupla de protagonistas, Giovanna Mezzogiorno e Filippo Timi, que têm uma forte ligação carnal e interpretações individuais arrebatadoras. Depois pela mestria ao abordar a história de um país através do biopic de uma mulher que foi, apesar de tudo, mais uma vítima do fascismo. “Vencer”, que competiu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e recebeu ainda vários Prémios da Academia de Cinema Italiano, coloca uma questão. Devemos ter empatia por uma mulher que amou loucamente um homem que cometeu tamanhas atrocidades? Apesar das dúvidas fica um melodrama, orquestrado com a mestria de Marco Belochio. Um filme, em tons de ópera, a fazer lembrar os grandes clássicos do cinema italiano. Music A estreia desta semana dá-nos a conhecer a história de uma mulher que nunca desistiu. Primeiro obstinada pelo amor de um homem, Benito Mussolini e depois pelo seu filho, renegado pelo próprio pai. Nome de uma canção fascista “Vincere - Vencer” de Marco Belochio é o capítulo esquecido no Fascismo em Itália. Em Milão de 1907 o jovem Benito Mussolini é um socialista e activista ferveroso, que questiona publicamente a existência de deus. No meio da multidão está Ida Dalser. Uma jovem e bela mulher dona de um salão de beleza. Em 1914 tornam-se amantes. E num acto de amor desmedido Ida vende todos os seus bens para ajudar Mussolini a erguer o seu próprio jornal: o “Povo de Itália”. No início da Guerra e ascensão de Mussolini, Ida descobre que está grávida. A criança é inicialmente reconhecida, mas rapidamente o Duce, que tem outra família, trata de apagar os vestígios deste romance. Ida é separada do filho e internada num hospital psiquiátrico. A partir desse momento seguimos o calvário de uma mulher que só pedia para ser reconhecida como esposa legítima de Mussolini. O veterano Marco Belochio, que já trabalhou ao lado de realizadores como Bertolucci ou Godard, consegue combinações assertivas. Desde logo pela dupla de protagonistas, Giovanna Mezzogiorno e Filippo Timi, que têm uma forte ligação carnal e interpretações individuais arrebatadoras. Depois pela mestria ao abordar a história de um país através do biopic de uma mulher que foi, apesar de tudo, mais uma vítima do fascismo. “Vencer”, que competiu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e recebeu ainda vários Prémios da Academia de Cinema Italiano, coloca uma questão. Devemos ter empatia por uma mulher que amou loucamente um homem que cometeu tamanhas atrocidades? Apesar das dúvidas fica um melodrama, orquestrado com a mestria de Marco Belochio. Um filme, em tons de ópera, a fazer lembrar os grandes clássicos do cinema italiano. no 2010-05-20 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-20.mp3 2010-05-20 12:46:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-20.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-20.mp3 Muitos ficaram surpreendidos quando o óscar de melhor filme estrangeiro foi ganho por uma produção argentina da qual nada se sabia.Hoje, o «Segredo dos Seus Olhos» é um filme para ver, rever e admirar como se fosse a primeira vez. Uma mulher cujo rosto não conseguimos definircorre atrás de um homem que parte num comboio.Momentos depois o mesmo homem, agora com cabelos grisalhos, escreve sobre um crime que o persegue há 25 anos. Uma violação que termina em homicídio. O regresso ao passado conduz Benjamin Esposito, um oficial de justiça, a uma velha paixão platónica, uma antiga colega num Tribunal Penal de Buenos Aires. Uma bela e inteligente mulher, oriunda de uma família poderosa. Agora reformado, decide escrever um romance sobre esse trágico acontecimento que mudou para sempre a sua vida. Numa sucessão de flashbacks, Juan José Campanella guia-nos através de um história sobre amor e vingança digna de um policial de Agatha Christie, em que as pistas são seguidas pelo protagonista, Ricardo Darín, e o seu astuto colega Sandoval, que está permanentemente embriagado e que no filme é interpretado por Guillermo Francella. Do realizador de "O Mesmo Amor, A mesma Chuva ", "O Filho da Noiva", e de vários episódios das conhecidas séries Lei e Ordem e House, este é mais que um "thriller", um drama intenso. Mas isto não basta para descrever um filme que, por entre um turbilhão de emoções, revela uma Argentina corrompida. Pela beleza e simplicidade das cenas, pelo excelente desempenho dos protagonistas, actores já recorrentes na filmografia do realizador argentino, pelo humor e drama nas doses certas, há nesta obra-prima algo de inexplicável. Campanella constrói com «O Segredo dos Seus Olhos» uma identidade muito própria, enquanto cineasta. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Muitos ficaram surpreendidos quando o óscar de melhor filme estrangeiro foi ganho por uma produção argentina da qual nada se sabia.Hoje, o «Segredo dos Seus Olhos» é um filme para ver, rever e admirar como se fosse a primeira vez. Uma mulher cujo rosto não conseguimos definircorre atrás de um homem que parte num comboio.Momentos depois o mesmo homem, agora com cabelos grisalhos, escreve sobre um crime que o persegue há 25 anos. Uma violação que termina em homicídio. O regresso ao passado conduz Benjamin Esposito, um oficial de justiça, a uma velha paixão platónica, uma antiga colega num Tribunal Penal de Buenos Aires. Uma bela e inteligente mulher, oriunda de uma família poderosa. Agora reformado, decide escrever um romance sobre esse trágico acontecimento que mudou para sempre a sua vida. Numa sucessão de flashbacks, Juan José Campanella guia-nos através de um história sobre amor e vingança digna de um policial de Agatha Christie, em que as pistas são seguidas pelo protagonista, Ricardo Darín, e o seu astuto colega Sandoval, que está permanentemente embriagado e que no filme é interpretado por Guillermo Francella. Do realizador de "O Mesmo Amor, A mesma Chuva ", "O Filho da Noiva", e de vários episódios das conhecidas séries Lei e Ordem e House, este é mais que um "thriller", um drama intenso. Mas isto não basta para descrever um filme que, por entre um turbilhão de emoções, revela uma Argentina corrompida. Pela beleza e simplicidade das cenas, pelo excelente desempenho dos protagonistas, actores já recorrentes na filmografia do realizador argentino, pelo humor e drama nas doses certas, há nesta obra-prima algo de inexplicável. Campanella constrói com «O Segredo dos Seus Olhos» uma identidade muito própria, enquanto cineasta. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-05-13 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-13.mp3 2010-05-13 17:19:16 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-13.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-13.mp3 A figura lendária de Robin dos Bosques chega esta semana ao grande ecrã pelas mãos de Ridley Scott, naquela que é a quinta colaboração com Russel Crowe. Uma versão diferente do herói-ladrão que rouba aos ricos para dar aos pobres.«Robin Hood» que abriu a edição 63 do Festival de Cannes leva-nos até à Inglaterra do Século XII. Há dez anos «Gladiador» juntou Ridley Scott e Russel Crowe num épico que entrou para a história do cinema. O género parece ter renascido agora através da lenda do Bom Ladrão. O Robin dos Bosques já foi transportado para o grande ecrã em algumas produções inesquecíveis, tais como a dos anos 30 com Errol Flynn e a dos anos 90 com Kevin Costner, não esquecendo a humorística abordagem em «Robin Hood, Herói em Collants».O desafio de Ridley Scott foi tentar fazer melhor do que os anteriores, sendo que as comparações são inevitáveis. O filme vai às origens da história de como Robin Longstride, fiel arqueiro do rei Ricardo, Coração de Leão, se tornou no herói fora-da-lei - Robin Hood. Que no filme surge menos filantropo do que na lenda. Robin, Russel Crowe, só terá tempo para salvar o seu país, depois da morte do soberano. O trono é ocupado pelo príncipe John, uma marioneta nas mãos do maléfico conselheiro Godfrey, que prepara uma adição à lenda: uma invasão francesa à Inglaterra. Pelo meio há os condimentos medievais, muitas flechas, guerreiros e batalhas sangrentas, sempre com a mestria técnica de Ridley Scott. O filme promete muito, mas acaba de forma emocionalmente inconclusiva sobretudo quando pensamos no romance entre Robin e Lady Marion, interpretada por Cate Blachett.Neste épico de acção que promete agradar às audiências, Robin Hood não parece ser mais do que um novo Gladiador, só que na floresta medieval de SherwoodE Ridley Scott já conheceu melhores dias. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music A figura lendária de Robin dos Bosques chega esta semana ao grande ecrã pelas mãos de Ridley Scott, naquela que é a quinta colaboração com Russel Crowe. Uma versão diferente do herói-ladrão que rouba aos ricos para dar aos pobres.«Robin Hood» que abriu a edição 63 do Festival de Cannes leva-nos até à Inglaterra do Século XII. Há dez anos «Gladiador» juntou Ridley Scott e Russel Crowe num épico que entrou para a história do cinema. O género parece ter renascido agora através da lenda do Bom Ladrão. O Robin dos Bosques já foi transportado para o grande ecrã em algumas produções inesquecíveis, tais como a dos anos 30 com Errol Flynn e a dos anos 90 com Kevin Costner, não esquecendo a humorística abordagem em «Robin Hood, Herói em Collants».O desafio de Ridley Scott foi tentar fazer melhor do que os anteriores, sendo que as comparações são inevitáveis. O filme vai às origens da história de como Robin Longstride, fiel arqueiro do rei Ricardo, Coração de Leão, se tornou no herói fora-da-lei - Robin Hood. Que no filme surge menos filantropo do que na lenda. Robin, Russel Crowe, só terá tempo para salvar o seu país, depois da morte do soberano. O trono é ocupado pelo príncipe John, uma marioneta nas mãos do maléfico conselheiro Godfrey, que prepara uma adição à lenda: uma invasão francesa à Inglaterra. Pelo meio há os condimentos medievais, muitas flechas, guerreiros e batalhas sangrentas, sempre com a mestria técnica de Ridley Scott. O filme promete muito, mas acaba de forma emocionalmente inconclusiva sobretudo quando pensamos no romance entre Robin e Lady Marion, interpretada por Cate Blachett.Neste épico de acção que promete agradar às audiências, Robin Hood não parece ser mais do que um novo Gladiador, só que na floresta medieval de SherwoodE Ridley Scott já conheceu melhores dias. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-05-06 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-06.mp3 2010-05-06 12:23:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-06.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-05-06.mp3 Um filme dentro de um filme. Um realizador que faz de realizador e uma actriz que tem o papel de actriz. Uma mulher solitária, interpretada por Leonor Baldaque, que durante a sua estadia em Lisboa terá série de encontros que a conduzem até si mesma. Para além de Julie o filme tem outra protagonista, a própria Lisboa. E é nesta cidade que se perde nos miradouros que habita uma figura lendária, D. Sebastião.O realizador francês, de origens norte-americanas, Eugénne Green diz que esta é presença constante. Uma presença que é invocada várias vezes no filme, tal como a religião, que surge de forma diluída e na figura de uma freira que passas as noites numa capela. Mas realizador diz que A Religiosa Portuguesa é antes uma obra sobre «espiritualidade». Um filme que é feito de contemplação e de fado, nas vozes de Camané e Aldina Duarte. Há um misto de estranhesa e fascinação no filme de Eugenne Green sobretudo, quando os olhares dos personagens se cruzam com os nossos. Para além de Leonor Baldaque o filme conta com outros nomes de peso, como Ana Moreira, Beatriz Batarda, Diogo Dória e o francês Adrien Michaux. Dirigido pela mesma equipa do premiado Aquele Querido Mês de Agosto a Religiosa Portuguesa, que passou por vários Festivais internacionais, entre os quais de Locarno, Buenos Aires e San Francisco. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Um filme dentro de um filme. Um realizador que faz de realizador e uma actriz que tem o papel de actriz. Uma mulher solitária, interpretada por Leonor Baldaque, que durante a sua estadia em Lisboa terá série de encontros que a conduzem até si mesma. Para além de Julie o filme tem outra protagonista, a própria Lisboa. E é nesta cidade que se perde nos miradouros que habita uma figura lendária, D. Sebastião.O realizador francês, de origens norte-americanas, Eugénne Green diz que esta é presença constante. Uma presença que é invocada várias vezes no filme, tal como a religião, que surge de forma diluída e na figura de uma freira que passas as noites numa capela. Mas realizador diz que A Religiosa Portuguesa é antes uma obra sobre «espiritualidade». Um filme que é feito de contemplação e de fado, nas vozes de Camané e Aldina Duarte. Há um misto de estranhesa e fascinação no filme de Eugenne Green sobretudo, quando os olhares dos personagens se cruzam com os nossos. Para além de Leonor Baldaque o filme conta com outros nomes de peso, como Ana Moreira, Beatriz Batarda, Diogo Dória e o francês Adrien Michaux. Dirigido pela mesma equipa do premiado Aquele Querido Mês de Agosto a Religiosa Portuguesa, que passou por vários Festivais internacionais, entre os quais de Locarno, Buenos Aires e San Francisco. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-04-29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-29.mp3 2010-05-06 12:23:12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-29.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-29.mp3 A estreia desta semana abriu há dias mais uma edição do Indie Lisboa. «Greenberg» de Noah Baumbach. Uma comédia dramática com Ben Stiller no papel de um deprimido crónico, que ainda vai a tempo de dar um sentido à vida! Roger Greenberg é músico, mas trabalha carpinteiro. No entanto, tem outra vocação: escrever cartas eloquentes de queixas sobre pequenos incidentes. Interpretado por Ben Stiller, Roger é um nova-iorquino quarentão, que depois de uma breve passagem por um hospital psiquiátrico à custa de uma depressão, regressa a Los Angeles. Ele uma espécie de vagabundo moderno, que se vai instalar na casa do irmão mais novo, que está de partida para umas férias no Vietname. Durante este período promete deprimir ainda mais e não fazer rigorosamente nada. Roger ocupa o tempo a rever velhos amigos, alguns elementos da antiga banda e a cuidar do cão. É então que conhece assistente pessoal do irmão, a jovem Florence. Ela é igualmente disfuncional e sonha ser cantora. Juntos vão reaprender a viver. Este é ao mesmo tempo o filme mais divertido e triste de Noah Baumbach, que dirigiu "A Lula e a Baleia". Um filme sobre pessoas e problemas reais, com um Ben Stiller bem mais sério e a banda sonora assinada pelo vocalista dos LCD Soundsystem, James Murphy. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music A estreia desta semana abriu há dias mais uma edição do Indie Lisboa. «Greenberg» de Noah Baumbach. Uma comédia dramática com Ben Stiller no papel de um deprimido crónico, que ainda vai a tempo de dar um sentido à vida! Roger Greenberg é músico, mas trabalha carpinteiro. No entanto, tem outra vocação: escrever cartas eloquentes de queixas sobre pequenos incidentes. Interpretado por Ben Stiller, Roger é um nova-iorquino quarentão, que depois de uma breve passagem por um hospital psiquiátrico à custa de uma depressão, regressa a Los Angeles. Ele uma espécie de vagabundo moderno, que se vai instalar na casa do irmão mais novo, que está de partida para umas férias no Vietname. Durante este período promete deprimir ainda mais e não fazer rigorosamente nada. Roger ocupa o tempo a rever velhos amigos, alguns elementos da antiga banda e a cuidar do cão. É então que conhece assistente pessoal do irmão, a jovem Florence. Ela é igualmente disfuncional e sonha ser cantora. Juntos vão reaprender a viver. Este é ao mesmo tempo o filme mais divertido e triste de Noah Baumbach, que dirigiu "A Lula e a Baleia". Um filme sobre pessoas e problemas reais, com um Ben Stiller bem mais sério e a banda sonora assinada pelo vocalista dos LCD Soundsystem, James Murphy. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-04-22 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-22.mp3 2010-04-22 15:17:10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-22.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-22.mp3 “A música é o alimento da alma”. O mote é dado no novo filme de Fatih Akin. “Soul Kitchen” é uma comédia inteligente sobre relações, mas também uma homenagem à cidade de Hamburgo, terra natal do realizador turco-alemão. Menos sério do que “Esposa Turca“ e “Do Outro lado”, o novo filme de Fatih Akin é um virar de página. Uma paragem, esperemos breve, nas comédias. Instalamo-nos desta vez nos subúrbios de Hamburgo e deixamos para trás personagens em trânsito e a Turquia. Aqui vamos olha-se para o lar, como uma forma de estar na vida. É a história de Zinos, um jovem proprietário de um restaurante que serve comida congelada, da mais vulgar que há, mas cujo prato forte é a música. Só que este jovem urbano vê-se atingido por uma maré de azar. A namorada vai trabalhar para a China, o irmão sai em condicional, as finanças confiscam-lhe o aparelho de som, vê-se assombrado por um especulador imobiliário, e é ainda atacado por uma dor de costas. O que vemos a seguir são esforços para salvar o restaurante. Tudo a um ritmo frenético, misturando comida e música, que vai desde a soul, ao hip hop, passando pelo rock e electrónica. Fatih Akin, que escreveu o argumento a meias com o protagonista Adam Bousdoukos, conhecia os riscos ao entrar pelas comédias, mas como o próprio admite a vida não é só dor. Os finais felizes são também precisos. Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Veneza de 2008, «Soul Kitchen» é um prato que devemos saborear sem cerimónias. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music “A música é o alimento da alma”. O mote é dado no novo filme de Fatih Akin. “Soul Kitchen” é uma comédia inteligente sobre relações, mas também uma homenagem à cidade de Hamburgo, terra natal do realizador turco-alemão. Menos sério do que “Esposa Turca“ e “Do Outro lado”, o novo filme de Fatih Akin é um virar de página. Uma paragem, esperemos breve, nas comédias. Instalamo-nos desta vez nos subúrbios de Hamburgo e deixamos para trás personagens em trânsito e a Turquia. Aqui vamos olha-se para o lar, como uma forma de estar na vida. É a história de Zinos, um jovem proprietário de um restaurante que serve comida congelada, da mais vulgar que há, mas cujo prato forte é a música. Só que este jovem urbano vê-se atingido por uma maré de azar. A namorada vai trabalhar para a China, o irmão sai em condicional, as finanças confiscam-lhe o aparelho de som, vê-se assombrado por um especulador imobiliário, e é ainda atacado por uma dor de costas. O que vemos a seguir são esforços para salvar o restaurante. Tudo a um ritmo frenético, misturando comida e música, que vai desde a soul, ao hip hop, passando pelo rock e electrónica. Fatih Akin, que escreveu o argumento a meias com o protagonista Adam Bousdoukos, conhecia os riscos ao entrar pelas comédias, mas como o próprio admite a vida não é só dor. Os finais felizes são também precisos. Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Veneza de 2008, «Soul Kitchen» é um prato que devemos saborear sem cerimónias. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-04-15 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-15.mp3 2010-04-15 12:41:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-15.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-15.mp3 É o primeiro filme galego e falado em galego a ser exibido em Portugal. A estreia está marcada para 17 de Abril em Braga. Fomos à descoberta deste lugar idílico que dá pelo nome de Pradolongo e que quer unir os dois lados da fronteira.Pradolongo parte de uma história com a qual a maior parte dos espectadores se identifica.Três amigos de infância, inseperáveis, que passam o último verão antes da entrada para a universidade. No entanto a película centra-se sobretudo em questões ambientais.Pradolongo foi rodado em Valleorras, onde é original o realizador Ignacio Vilar, uma zona do interior da Galiza que é actualmente afectada com a exploração de lousas, o chamado «ouro negro».Pelo meio desta amizade atravessam-se os interesses económicos que poderão levar à destruição da natureza, da amizade e do sonho de Martiño, interpretado por Ruben Rios. Com passagem pelo Festival San Sebastian, Pradolongo fez furor na Galiza e espera repetir a proeza em Portugal,a começar por Braga, onde a estreia é vista com especial "emoção" pelo realizador. Depois da estreia em Braga, Pradolongo passa ainda por Porto e Lisboa. Independentemente do seu valor estético, vale a sua mensagem na defesa da natureza. Pradolongo estreia sábado, 17, nos cinemas Cinemax, em Braga com a presença do realizador Ignacio Vilar, a actriz Tamara Canosa e os actores Rubén Rios e Roberto Porto. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music É o primeiro filme galego e falado em galego a ser exibido em Portugal. A estreia está marcada para 17 de Abril em Braga. Fomos à descoberta deste lugar idílico que dá pelo nome de Pradolongo e que quer unir os dois lados da fronteira.Pradolongo parte de uma história com a qual a maior parte dos espectadores se identifica.Três amigos de infância, inseperáveis, que passam o último verão antes da entrada para a universidade. No entanto a película centra-se sobretudo em questões ambientais.Pradolongo foi rodado em Valleorras, onde é original o realizador Ignacio Vilar, uma zona do interior da Galiza que é actualmente afectada com a exploração de lousas, o chamado «ouro negro».Pelo meio desta amizade atravessam-se os interesses económicos que poderão levar à destruição da natureza, da amizade e do sonho de Martiño, interpretado por Ruben Rios. Com passagem pelo Festival San Sebastian, Pradolongo fez furor na Galiza e espera repetir a proeza em Portugal,a começar por Braga, onde a estreia é vista com especial "emoção" pelo realizador. Depois da estreia em Braga, Pradolongo passa ainda por Porto e Lisboa. Independentemente do seu valor estético, vale a sua mensagem na defesa da natureza. Pradolongo estreia sábado, 17, nos cinemas Cinemax, em Braga com a presença do realizador Ignacio Vilar, a actriz Tamara Canosa e os actores Rubén Rios e Roberto Porto. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-04-08 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-08.mp3 2010-04-08 16:58:25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-08.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-08.mp3 Depois de “Ainda há pastores?” Jorge Pelicano regressa ao interior do país, mais concretamente à região do Tua, em Trás-os-Montes. O realizador, que é também repórter de imagem na SIC, foi perceber o estado de degradação a que está votada a linha do Tua e as suas gentes um trilho que nos leva até à dura realidade do interior, cada vez mais despovoado. "O fecho da linha é uma metáfora do despovoamento que existe no interior de Portugal", explica Jorge Pelicano. O jovem realizador levou dois anos a terminar este filme que reúne várias imagens de arquivo, dando conta do encerramento de parte da Linha do Tua, e outras captadas entre 2008 e 2009 relaciondas com a construção da barragem e acidentes. A história faz sempre paragem no apiadeiro da Ribeirinha, que hoje é a casa do tio Abílio, o ferroviário. "Uma personagem central" diz o realizador. Esta personagem (real) é o "fio condutor de todo o filme, porque tudo passa por ele. Acontecimentos e pessoas". Entre a comédia e o drama, o documentário decorre num ambiente natural, em que só nos lembramos que a câmara está lá quando de repente irrompe alguém que tira notas ou o ecrã fica negro com pensamentos como este “Esta linha morreu enforcada por uma gravata”. Um documentário crítico e militante, que apesar de não mudar nada, confessa Jorge Pelicano quer despertar consciências. "Fazer alguma coisa para que os responsáveis pensem duas vezes quando tomam decisões. Parem, Escutem, Olhem", defende o realizador. Vencedor do prémio de melhor documentário portugues no DocLisboa do ano passado «Pare, Escute, Olhe» é um apelo à reflexão de todos nós. A realidade crua numa viagem ao encontro de um povo esquecido. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Depois de “Ainda há pastores?” Jorge Pelicano regressa ao interior do país, mais concretamente à região do Tua, em Trás-os-Montes. O realizador, que é também repórter de imagem na SIC, foi perceber o estado de degradação a que está votada a linha do Tua e as suas gentes um trilho que nos leva até à dura realidade do interior, cada vez mais despovoado. "O fecho da linha é uma metáfora do despovoamento que existe no interior de Portugal", explica Jorge Pelicano. O jovem realizador levou dois anos a terminar este filme que reúne várias imagens de arquivo, dando conta do encerramento de parte da Linha do Tua, e outras captadas entre 2008 e 2009 relaciondas com a construção da barragem e acidentes. A história faz sempre paragem no apiadeiro da Ribeirinha, que hoje é a casa do tio Abílio, o ferroviário. "Uma personagem central" diz o realizador. Esta personagem (real) é o "fio condutor de todo o filme, porque tudo passa por ele. Acontecimentos e pessoas". Entre a comédia e o drama, o documentário decorre num ambiente natural, em que só nos lembramos que a câmara está lá quando de repente irrompe alguém que tira notas ou o ecrã fica negro com pensamentos como este “Esta linha morreu enforcada por uma gravata”. Um documentário crítico e militante, que apesar de não mudar nada, confessa Jorge Pelicano quer despertar consciências. "Fazer alguma coisa para que os responsáveis pensem duas vezes quando tomam decisões. Parem, Escutem, Olhem", defende o realizador. Vencedor do prémio de melhor documentário portugues no DocLisboa do ano passado «Pare, Escute, Olhe» é um apelo à reflexão de todos nós. A realidade crua numa viagem ao encontro de um povo esquecido. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-04-01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-01.mp3 2010-04-02 10:06:53 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-01.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/CINERUM-2010-04-01.mp3 Depois de Revolutionary Road Sam Mendes regressa com um road movie leve pela América. Até aqui nada de novo. Mas desta vez o objecto é menos sério. Um jovem casal à espera de um bébe e com uma missão: encontrar um lar. «Away We Go – Um Lugar para Viver» é a estreia desta semana. Burt e Verona. Ele é John Krasinski, o Jim da série americana The Office, ela é a comediante Maya Rudolph. Um casal apaixonado que não liga a convenções e que de repente descobre que vai ter um filho. E é fácil imaginar qualquer um de nós no lugar destes dois. Jovens que não se encaixam na sociedade consumista e que não se chateiam por isso, mas ao mesmo tempo estão perdidos e não encontram um rumo. Aos seis meses de gravidez contam apenas com a ajuda dos pais dele, que ainda decidem à última hora ir viver para a Bélgica. Fazem-se então à estrada passando por város lares de amigos e familiares mais ou menos excêntricos, conservadores, new age, divertidos ou disfuncionais. Aqui vamos encontrar nomes como Jeff Daniels, Maggie Gyllenhaal ou Allison Janney. Passam pelo Arizona, Madison, Phoenix, Montreal, no Canadá e Miami até descobrirem que só precisam um do outro para construir esse lar. Diferente do que já vimos de Sam Mendes «Away We go» é um filme cativante, divertido e acima de tudo ternurento. O melhor mesmo é o casal protagonista e também o argumento da autoria dos estreantes Dave Eggers e Vendela Vida. Uma viagem sobre o compromisso, a responsabilidade e o salto para a idade adulta. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Depois de Revolutionary Road Sam Mendes regressa com um road movie leve pela América. Até aqui nada de novo. Mas desta vez o objecto é menos sério. Um jovem casal à espera de um bébe e com uma missão: encontrar um lar. «Away We Go – Um Lugar para Viver» é a estreia desta semana. Burt e Verona. Ele é John Krasinski, o Jim da série americana The Office, ela é a comediante Maya Rudolph. Um casal apaixonado que não liga a convenções e que de repente descobre que vai ter um filho. E é fácil imaginar qualquer um de nós no lugar destes dois. Jovens que não se encaixam na sociedade consumista e que não se chateiam por isso, mas ao mesmo tempo estão perdidos e não encontram um rumo. Aos seis meses de gravidez contam apenas com a ajuda dos pais dele, que ainda decidem à última hora ir viver para a Bélgica. Fazem-se então à estrada passando por város lares de amigos e familiares mais ou menos excêntricos, conservadores, new age, divertidos ou disfuncionais. Aqui vamos encontrar nomes como Jeff Daniels, Maggie Gyllenhaal ou Allison Janney. Passam pelo Arizona, Madison, Phoenix, Montreal, no Canadá e Miami até descobrirem que só precisam um do outro para construir esse lar. Diferente do que já vimos de Sam Mendes «Away We go» é um filme cativante, divertido e acima de tudo ternurento. O melhor mesmo é o casal protagonista e também o argumento da autoria dos estreantes Dave Eggers e Vendela Vida. Uma viagem sobre o compromisso, a responsabilidade e o salto para a idade adulta. Espreite as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-03-11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-11 - CINE RUM.mp3 2010-03-12 15:20:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-11 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-11 - CINE RUM.mp3 Crianças que são vítimas de crimes. O tema bastava para não prestarmos atenção ao filme. Mas desta vez a ideia é ligeiramente diferente e tem o dedo de Peter Jackson.Em “Visto do Céu” o realizador de “O Senhor dos Anéis”, que se faz acompanhar de Steven Spielberg, conta-nos uma história que se passa entre dois mundos e que se divide entre o amor e a vingança. Susie Salmon é a nossa protagonista. Uma adolescente que vive na Pensilvânia e que tal foi assassinada aos 14 anos, em 1973. Ela é a narradora e vai estar connosco ao longo de todo o filme. A sua voz harmoniosa e a sua imagem angelical guiam-nos até à sua família, que conhecemos antes e depois da tragédia, ao primeiro amor, mas também ao seu assassino. Um serial-killer interpretado Stanley Tucci, que esteve nomeado nos Óscares deste ano para Melhor Actor Secundário. O assassinato será literalmente “Visto do Céu”, apesar do título original - “The Lovely Bones”. Mas a verdade é que passamos a maior parte do tempo no limbo. Aqui espiam-se os vivos e a dor, explora-se um mundo de fantasia e perfeição, através das imagens digitalmente criadas por Peter Jackson, aqui a nossa protagonista só sai quando vingar a sua própria morte. Fugindo dos clichés do género, o filme que se baseia num romance escrito em 2002 por Alice Sebold, consegue ser envolvente e divertido nalguns momentos. Mas há depois a lágrima fácil e algo que fica pelo caminho na própria adaptação. Apesar do elenco convincente: Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Michael Imperioli e Saoirse Ronan no papel principal, ”Visto do Céu” é um filme visualmente belo mas que não consegue manter a história viva por muito tempo. Music Crianças que são vítimas de crimes. O tema bastava para não prestarmos atenção ao filme. Mas desta vez a ideia é ligeiramente diferente e tem o dedo de Peter Jackson.Em “Visto do Céu” o realizador de “O Senhor dos Anéis”, que se faz acompanhar de Steven Spielberg, conta-nos uma história que se passa entre dois mundos e que se divide entre o amor e a vingança. Susie Salmon é a nossa protagonista. Uma adolescente que vive na Pensilvânia e que tal foi assassinada aos 14 anos, em 1973. Ela é a narradora e vai estar connosco ao longo de todo o filme. A sua voz harmoniosa e a sua imagem angelical guiam-nos até à sua família, que conhecemos antes e depois da tragédia, ao primeiro amor, mas também ao seu assassino. Um serial-killer interpretado Stanley Tucci, que esteve nomeado nos Óscares deste ano para Melhor Actor Secundário. O assassinato será literalmente “Visto do Céu”, apesar do título original - “The Lovely Bones”. Mas a verdade é que passamos a maior parte do tempo no limbo. Aqui espiam-se os vivos e a dor, explora-se um mundo de fantasia e perfeição, através das imagens digitalmente criadas por Peter Jackson, aqui a nossa protagonista só sai quando vingar a sua própria morte. Fugindo dos clichés do género, o filme que se baseia num romance escrito em 2002 por Alice Sebold, consegue ser envolvente e divertido nalguns momentos. Mas há depois a lágrima fácil e algo que fica pelo caminho na própria adaptação. Apesar do elenco convincente: Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Michael Imperioli e Saoirse Ronan no papel principal, ”Visto do Céu” é um filme visualmente belo mas que não consegue manter a história viva por muito tempo. no 2010-03-04 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-04 - CINE RUM.mp3 2010-03-05 11:45:01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-04 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-03-04 - CINE RUM.mp3 Tim Burton leva-nos esta semana ao seu País das Maravilhas. Alice está de volta e os contos de Lewis Carrol saltaram de novo para o grande ecrã, mas agora com óculos 3-D. E tudo nos parece mais negro, excêntrico e bizarro. Alice está mais crescida. Tem agora 19 anos. Ao tentar evitar um pedido de casamento, e enquanto persegue um pequeno coelho ela cai numa toca que a transporta até ao seu mágico País das Maravilhas. Aqui vai encontrar os seus amigos de infância. o Coelho Branco, os gémeros Tweedle-dee e Tweedle-dum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire, e claro, o Chapeleiro Louco. O electrizante Johnny Deep, alter-ego de Burton, que se assume como uma figura central no filme. Mas neste mundo de fantasia, povoado de seres exóticos e excêntricos, e que é ainda mais negro na cabeça de Burton, ela vai encontrar um lugar sombrio - o underland. Um reino do qual se apoderou a caprichosa Rainha de Copas, a tirana é, claro, Helena Bonham-Carter, que aparece numa cabeça gigante.Longe da versão vitoriana de Carrol, Burton apresenta-nos a sua própria versão. Uma aventura negra e de certa forma violenta. Isso acontece visualmente e na própria história, quando na luta entre o Bem e o Mal, Alice se transforma numa guerreira, envergando uma armadura e a beber o sangue dos inimigos. Os detalhes hipnotizantes, a banda sonora parte dela assinada por Danny Elfman, mais um habitué, e toda a dimensão Icónica são os pontos de interesse do filme. A própria Mia Wasikowska no papel de Alice é perfeita. Longe de ser uma obra-prima de Burton, este é um bom filme que chega a toda a família. Resta saber se a terra de todas as maravilhas terá salvação na cabeça de Tim Burton? Para descobrir esta semana em “Alice no País nas Maravilhas”. O Cineclube de Joane dedica esta semana um ciclo a Paul Schrader. Já o Cineclube de Guimarães exibe Domingo, dia 7 de Fevereiro, "Um Profeta". O filme de Jacques Audiard venceu nove Césares. Music Tim Burton leva-nos esta semana ao seu País das Maravilhas. Alice está de volta e os contos de Lewis Carrol saltaram de novo para o grande ecrã, mas agora com óculos 3-D. E tudo nos parece mais negro, excêntrico e bizarro. Alice está mais crescida. Tem agora 19 anos. Ao tentar evitar um pedido de casamento, e enquanto persegue um pequeno coelho ela cai numa toca que a transporta até ao seu mágico País das Maravilhas. Aqui vai encontrar os seus amigos de infância. o Coelho Branco, os gémeros Tweedle-dee e Tweedle-dum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire, e claro, o Chapeleiro Louco. O electrizante Johnny Deep, alter-ego de Burton, que se assume como uma figura central no filme. Mas neste mundo de fantasia, povoado de seres exóticos e excêntricos, e que é ainda mais negro na cabeça de Burton, ela vai encontrar um lugar sombrio - o underland. Um reino do qual se apoderou a caprichosa Rainha de Copas, a tirana é, claro, Helena Bonham-Carter, que aparece numa cabeça gigante.Longe da versão vitoriana de Carrol, Burton apresenta-nos a sua própria versão. Uma aventura negra e de certa forma violenta. Isso acontece visualmente e na própria história, quando na luta entre o Bem e o Mal, Alice se transforma numa guerreira, envergando uma armadura e a beber o sangue dos inimigos. Os detalhes hipnotizantes, a banda sonora parte dela assinada por Danny Elfman, mais um habitué, e toda a dimensão Icónica são os pontos de interesse do filme. A própria Mia Wasikowska no papel de Alice é perfeita. Longe de ser uma obra-prima de Burton, este é um bom filme que chega a toda a família. Resta saber se a terra de todas as maravilhas terá salvação na cabeça de Tim Burton? Para descobrir esta semana em “Alice no País nas Maravilhas”. O Cineclube de Joane dedica esta semana um ciclo a Paul Schrader. Já o Cineclube de Guimarães exibe Domingo, dia 7 de Fevereiro, "Um Profeta". O filme de Jacques Audiard venceu nove Césares. no 2010-02-25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-25 - CINE RUM.mp3 2010-02-25 13:12:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-25 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-25 - CINE RUM.mp3 Esta semana viajamos até a um lugar sinistro, isolado e chuvoso onde somos convidados a desvendar segredos. Esse misterioso lugar chama-se «Shutter Island» que dá nome ao novo filme de Martin Scorcese, o quarto ao lado de Leonardo DiCaprio. Um filme noir, para o qual, infelizmente temos apenas um elogio: virtuoso. Mal se pisa Shutter Island, ao largo da costa de Boston, percebe-se logo que algo de terrível está para acontecer. Somos apanhados por uma intriga, que no início, chega a ser bastante agradável. Afinal, Scorcese sabe como ninguém criar ambientes de incerteza e medo, capazes de nos tirar a respiração. O transmissor desta ansiedade é DiCaprio,que desempenha o papel de Teddy Danniels. Um detective que trabalha para o Governo e que apanha um ferry para esta ilha, com fim de investigar o desaparecimento de uma paciente, de um hospital psiquiátrico. O seu parceiro é Chuck Aule, Mark Ruffalo. Há ainda Michelle Williams, que aparece apenas em memórias e alucinações como a esposa morta de Teddy. No asilo, os pacientes deambulam como zombies, mas existem outros fantasmas para além destes. Há medida que a investigação ou antes, o jogo de Scorcese, avança surgem cenas de conspiração, sobrenatural, memórias da grande guerra. Paira no ar uma tempestade de enigmas. O argumento parece inspirado na confusão psicológica de Hitchcock e pisca o olho ao mestre do terror italiano Mario Bava, quiçá Brian de Palma. O problema é que a história vai perdendo o interesse, engatando numa espécie de ponto morto. Quem gosta de Scorcese vai continuar a gostar depois de ver «Shutter Island», que se move num mundo fechado, mas que vale a pena entrar e descobrir. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music Esta semana viajamos até a um lugar sinistro, isolado e chuvoso onde somos convidados a desvendar segredos. Esse misterioso lugar chama-se «Shutter Island» que dá nome ao novo filme de Martin Scorcese, o quarto ao lado de Leonardo DiCaprio. Um filme noir, para o qual, infelizmente temos apenas um elogio: virtuoso. Mal se pisa Shutter Island, ao largo da costa de Boston, percebe-se logo que algo de terrível está para acontecer. Somos apanhados por uma intriga, que no início, chega a ser bastante agradável. Afinal, Scorcese sabe como ninguém criar ambientes de incerteza e medo, capazes de nos tirar a respiração. O transmissor desta ansiedade é DiCaprio,que desempenha o papel de Teddy Danniels. Um detective que trabalha para o Governo e que apanha um ferry para esta ilha, com fim de investigar o desaparecimento de uma paciente, de um hospital psiquiátrico. O seu parceiro é Chuck Aule, Mark Ruffalo. Há ainda Michelle Williams, que aparece apenas em memórias e alucinações como a esposa morta de Teddy. No asilo, os pacientes deambulam como zombies, mas existem outros fantasmas para além destes. Há medida que a investigação ou antes, o jogo de Scorcese, avança surgem cenas de conspiração, sobrenatural, memórias da grande guerra. Paira no ar uma tempestade de enigmas. O argumento parece inspirado na confusão psicológica de Hitchcock e pisca o olho ao mestre do terror italiano Mario Bava, quiçá Brian de Palma. O problema é que a história vai perdendo o interesse, engatando numa espécie de ponto morto. Quem gosta de Scorcese vai continuar a gostar depois de ver «Shutter Island», que se move num mundo fechado, mas que vale a pena entrar e descobrir. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2010-02-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 2010-02-19 12:02:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 Já tínhamos saudades destes Coen. Ácidos, imprevisíveis e donos de um humor negro apurado. Para que servem os sinais? E até onde vai a nossa fé? Pode ser que descubra as respostas em «A serious Man». Uma máxima que se aplica ao novo filme de Joel e Ethan Coen é a de que um azar num vem só. E como é que se explicam tantos azares sem razão aparente? Terá deus uma resposta convincente? E se esse deus for Hashem, judeu? Então aí tudo se complica. Estamos na Primavera de 1967. Larry Gopnik é um professor de física na universidade do Minesota. Casado, pai dedicado e irmão paciente. Mas a vida deste homem sério é apanhada numa espiral de desgraças. A mulher troca-o pelo colega convencido e exige um divórcio religioso, sugerindo ainda que saia de casa para ir morar num motel. Mas os caos instala-se em todos os departamentos, incluindo o profissional, quando começa a receber cartas para o denegrir e é subornado por um aluno.O namorado da mulher morre e é ele que tem de pagar a conta do funeral. A única coisa positiva parece ser o bar mitzvah do filho mais novo. No ambiente retro do American Way of Life, o filme que respira das suas personagens, sobretudo Michael Stuhlbarg, que não se percebe falhou a nomeação ao óscar para melhor actor.A Serious Man está no entanto na corrida para Melhor Filme e Melhor Argumento Original, somando já dezenas de prémios de cinema independente. De novo com Carter Burwell na banda sonora e Roger Deakins na fotografia, «Um Homem Sério» é uma comédia negra convincente, que não sendo surpreendente, consegue arrancar de nós umas sinceras gargalhadas . Estamos seguros que os irmãos estão de regresso às origens, desta vez com uma hipérbole sobre a condição humana. Music Já tínhamos saudades destes Coen. Ácidos, imprevisíveis e donos de um humor negro apurado. Para que servem os sinais? E até onde vai a nossa fé? Pode ser que descubra as respostas em «A serious Man». Uma máxima que se aplica ao novo filme de Joel e Ethan Coen é a de que um azar num vem só. E como é que se explicam tantos azares sem razão aparente? Terá deus uma resposta convincente? E se esse deus for Hashem, judeu? Então aí tudo se complica. Estamos na Primavera de 1967. Larry Gopnik é um professor de física na universidade do Minesota. Casado, pai dedicado e irmão paciente. Mas a vida deste homem sério é apanhada numa espiral de desgraças. A mulher troca-o pelo colega convencido e exige um divórcio religioso, sugerindo ainda que saia de casa para ir morar num motel. Mas os caos instala-se em todos os departamentos, incluindo o profissional, quando começa a receber cartas para o denegrir e é subornado por um aluno.O namorado da mulher morre e é ele que tem de pagar a conta do funeral. A única coisa positiva parece ser o bar mitzvah do filho mais novo. No ambiente retro do American Way of Life, o filme que respira das suas personagens, sobretudo Michael Stuhlbarg, que não se percebe falhou a nomeação ao óscar para melhor actor.A Serious Man está no entanto na corrida para Melhor Filme e Melhor Argumento Original, somando já dezenas de prémios de cinema independente. De novo com Carter Burwell na banda sonora e Roger Deakins na fotografia, «Um Homem Sério» é uma comédia negra convincente, que não sendo surpreendente, consegue arrancar de nós umas sinceras gargalhadas . Estamos seguros que os irmãos estão de regresso às origens, desta vez com uma hipérbole sobre a condição humana. no 2010-02-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 2010-02-18 15:33:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-18 - CINE RUM.mp3 Music no 2010-02-11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-11 - CINE RUM.mp3 2010-02-12 13:52:45 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-11 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-11 - CINE RUM.mp3 Com seis nomeações aos óscares, entre os quais melhor filme e realizador, estreia esta semana “Precious”. O novo trabalho de Lee Daniels, com produção de Oprah Winfrey, filma uma história que tem tanto de banal, como de inspiradora. A prova disso foi expressa através de três prémios no Festival de Sundance e em Cannes com uma ovação que durou uns longos 15 minutos. Fala-se até num recorde de aplausos. Chegamos a ter repulsa desta rapariga. Uma adolescente de 16 anos, com um peso acima dos 300 quilos, que vive com a mãe no bairro de Harlem, em Nova Iorque, e está grávida pela segunda vez.Isto até percebermos que «Precious» é vítima de abusos sexuais por parte do pai, que a engravidou, e por parte da mãe, por quem é física e psicologicamente agredida. Para adensar o drama esta adolescente enfrenta outros estigmas, como o facto de ser negra, semi-analfabeta, mãe de uma criança com trissomia 21 e mais tarde descobrir que é seropositiva . Cenas que surgem intercaladas com momentos fantasiados pela nossa protagonista, que sonha em ser famosa e amada. Precious vai ganhar identidade e amor quando um dia aterra numa escola especial, frequentada por raparigas, todas elas problemáticas e orientadas por uma professora que lhe aponta um rumo.Baseado no livro “Push“ da escritora afro-americana que dá pelo nome de Saphire, “Precious” é um filme duro, mas que cai facilmente em estereótipos. Para além de Mo’Nique, que pelo papel de mãe, dificilmente falhará o óscar de melhor actriz secundária, no elenco vamos encontrar a estreante e protagonista Gabourey Sidibe, Mariah Carey e Lenny Kravitz.Por cá o filme é apoiado pela APAV, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, aproveita para trazer a discussão sobre as vítimas de violência doméstica para a ordem do dia. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane Guimarães. Music Com seis nomeações aos óscares, entre os quais melhor filme e realizador, estreia esta semana “Precious”. O novo trabalho de Lee Daniels, com produção de Oprah Winfrey, filma uma história que tem tanto de banal, como de inspiradora. A prova disso foi expressa através de três prémios no Festival de Sundance e em Cannes com uma ovação que durou uns longos 15 minutos. Fala-se até num recorde de aplausos. Chegamos a ter repulsa desta rapariga. Uma adolescente de 16 anos, com um peso acima dos 300 quilos, que vive com a mãe no bairro de Harlem, em Nova Iorque, e está grávida pela segunda vez.Isto até percebermos que «Precious» é vítima de abusos sexuais por parte do pai, que a engravidou, e por parte da mãe, por quem é física e psicologicamente agredida. Para adensar o drama esta adolescente enfrenta outros estigmas, como o facto de ser negra, semi-analfabeta, mãe de uma criança com trissomia 21 e mais tarde descobrir que é seropositiva . Cenas que surgem intercaladas com momentos fantasiados pela nossa protagonista, que sonha em ser famosa e amada. Precious vai ganhar identidade e amor quando um dia aterra numa escola especial, frequentada por raparigas, todas elas problemáticas e orientadas por uma professora que lhe aponta um rumo.Baseado no livro “Push“ da escritora afro-americana que dá pelo nome de Saphire, “Precious” é um filme duro, mas que cai facilmente em estereótipos. Para além de Mo’Nique, que pelo papel de mãe, dificilmente falhará o óscar de melhor actriz secundária, no elenco vamos encontrar a estreante e protagonista Gabourey Sidibe, Mariah Carey e Lenny Kravitz.Por cá o filme é apoiado pela APAV, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, aproveita para trazer a discussão sobre as vítimas de violência doméstica para a ordem do dia. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane Guimarães. no 2010-02-04 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-04 - CINE RUM.mp3 2010-02-12 13:52:13 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-04 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-02-04 - CINE RUM.mp3 Woody Allen está de volta a Nova Iorque. Depois de Vicky Cristina Barcelona, o mais famoso neurótico da sétima arte reaviva o charme de outora. Ao fazer um filme que combina clássicos da música e mulheres, bonitas e jovens. “Whatever Works - Tudo pode resultar” é a estreia desta semana. Woody Allen voltou ao seu habitat natural - a Big Apple. Se bem que o encanto é agora diferente. A sugestão é que passemos um bom bocado. Vamos então acompanhar a história de Boris, o alter-ego de Allen, interpretado por Larry David. Um sujeito que se auto-intitula o génio da física, que falhou por pouco o prémio nobel, mas que não ficou por aí, falhando também no casamento e nos suicídios. Boris é o homem que enfrenta a Câmara, nos dirige a palavra, é cínico, mas também não o esconde, hipocondríaco, que abomina a ignorância e os clichés. Numa palavra é um ser irritante. Um dia conhece Melody. Uma jovem do Mississipi que carrega consigo todos estériotipos. Loira, jovem, pouco inteligente, pernas longas, pouca roupa, sotaque do sul e o sonho de viver numa grande cidade. O factor acaso acontece. Os dois apaixonam-se. A partir daqui embarcamos numa comédia que envolve pais, menáge a trois, descobertas da homossexualidade depois dos 40 e sorte. Patricia Clarkson e Evan Rachel Wood, mãe e filha, são desta vez as mulheres de Woody Allen, mas sozinhas não chegam para dar brilho a um filme que poderia de facto dar certo. Mas que acaba por resultar apenas graças ao registo típico do senhor Allen. Music Woody Allen está de volta a Nova Iorque. Depois de Vicky Cristina Barcelona, o mais famoso neurótico da sétima arte reaviva o charme de outora. Ao fazer um filme que combina clássicos da música e mulheres, bonitas e jovens. “Whatever Works - Tudo pode resultar” é a estreia desta semana. Woody Allen voltou ao seu habitat natural - a Big Apple. Se bem que o encanto é agora diferente. A sugestão é que passemos um bom bocado. Vamos então acompanhar a história de Boris, o alter-ego de Allen, interpretado por Larry David. Um sujeito que se auto-intitula o génio da física, que falhou por pouco o prémio nobel, mas que não ficou por aí, falhando também no casamento e nos suicídios. Boris é o homem que enfrenta a Câmara, nos dirige a palavra, é cínico, mas também não o esconde, hipocondríaco, que abomina a ignorância e os clichés. Numa palavra é um ser irritante. Um dia conhece Melody. Uma jovem do Mississipi que carrega consigo todos estériotipos. Loira, jovem, pouco inteligente, pernas longas, pouca roupa, sotaque do sul e o sonho de viver numa grande cidade. O factor acaso acontece. Os dois apaixonam-se. A partir daqui embarcamos numa comédia que envolve pais, menáge a trois, descobertas da homossexualidade depois dos 40 e sorte. Patricia Clarkson e Evan Rachel Wood, mãe e filha, são desta vez as mulheres de Woody Allen, mas sozinhas não chegam para dar brilho a um filme que poderia de facto dar certo. Mas que acaba por resultar apenas graças ao registo típico do senhor Allen. no 2010-01-28 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-28 - CINE RUM.mp3 2010-02-12 13:51:47 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-28 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-28 - CINE RUM.mp3 Na busca pela redenção um jovem casal é confrontado com velhos fantasmas.O argumento chega ser cliché, mas Lars Von Trier consegue transformá-lo num clássico do terror moderno.«Anticristo» é a estreia desta semana! Já não é a primeira vez que Willem Dafoe trabalha com Lars Von Trier, o realizador de DogVille e Dancer in the Dark, apresenta-nos um filme sobre mulheres. Uma em particular, que nunca chegamos a saber se é naturalmente má ou uma vítima da incompreensão. Dafoe é em “Anticristo” um terapeuta casado com Charlotte Gainsbourg.Uma noite, enquanto têm sexo o filho bebé cai da janela e morre, uma cena em slow motion, estranhamente bela, que acontece precisamente quando a mãe desta criança tem um orgasmo. Para tentar ultrapassar a dor e a culpa, o marido leva-a para uma casa perdida no meio da floresta onde a confronta com os medos mais recônditos e trata-a como um paciente.Refugiam-se neste lugar que outrora foi apelidado de Éden, mas que não tarda irá transformar-se no inferno para este homem, há medida que o tratamento avança. O que vemos a seguir é um ritual de violencia que inclui imagens do nosso protagonista arrastado pelos genitais, preso por um parafuso para não fugir, mutilamentos, ou seja, um festim de tortura até ao momento fatal. Vaiado pela crítica no Festival de Cannes, que o considerou absurdo, «Anticristo» é uma obra de difícil visionamento que precisa de ser bem digerida antes de a entendermos.Uma viagem metafórica até à escuridão do ser humano, que mistura real e fantástico e em que o belo vive lado a lado com o grotesco. Music Na busca pela redenção um jovem casal é confrontado com velhos fantasmas.O argumento chega ser cliché, mas Lars Von Trier consegue transformá-lo num clássico do terror moderno.«Anticristo» é a estreia desta semana! Já não é a primeira vez que Willem Dafoe trabalha com Lars Von Trier, o realizador de DogVille e Dancer in the Dark, apresenta-nos um filme sobre mulheres. Uma em particular, que nunca chegamos a saber se é naturalmente má ou uma vítima da incompreensão. Dafoe é em “Anticristo” um terapeuta casado com Charlotte Gainsbourg.Uma noite, enquanto têm sexo o filho bebé cai da janela e morre, uma cena em slow motion, estranhamente bela, que acontece precisamente quando a mãe desta criança tem um orgasmo. Para tentar ultrapassar a dor e a culpa, o marido leva-a para uma casa perdida no meio da floresta onde a confronta com os medos mais recônditos e trata-a como um paciente.Refugiam-se neste lugar que outrora foi apelidado de Éden, mas que não tarda irá transformar-se no inferno para este homem, há medida que o tratamento avança. O que vemos a seguir é um ritual de violencia que inclui imagens do nosso protagonista arrastado pelos genitais, preso por um parafuso para não fugir, mutilamentos, ou seja, um festim de tortura até ao momento fatal. Vaiado pela crítica no Festival de Cannes, que o considerou absurdo, «Anticristo» é uma obra de difícil visionamento que precisa de ser bem digerida antes de a entendermos.Uma viagem metafórica até à escuridão do ser humano, que mistura real e fantástico e em que o belo vive lado a lado com o grotesco. no 2010-01-21 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-21 - CINE RUM.mp3 2010-01-25 18:31:36 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-21 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-21 - CINE RUM.mp3 Depois do oscarizado Juno sobre a gravidez na adolescência, Jason Reitman volta com uma nova abordagem da sociedade norte-americana. E fâ-lo no presente, sobre os problemas da crise e do desemprego.“Nas Nuvens” (Up in the Air) é uma comédia surprendente, que nos faz esquecer em alguns momentos que o protagonista ganha a vida a despedir pessoas.Umas atrás das outras. Era a grande promessa dos globos de ouro, mas veio para casa de mãos abanar, arrecadando apenas o galardão para melhor argumento. Mas nada está perdido, já que é um dos favoritos na corrida aos óscares."Nas Nuvens " é com certeza um filme que ficará na memória. Quanto mais não seja pelo papel de George Clooney, comparável a um Michael Clayton. O senhor Reitman leva-nos literalmente às nuvens. E para quem não gosta da azáfama de aeroportos, andar de malas atrás, respirar ar reciclado ou comida de aviões vai ter oportunidade de conhecer Ryan Bingham. É que ao contrário do que seria de esperar, este homem adora todos os espaços ligados a aeroportos, aviões e hoteis. Diz mesmo que para o conhecer é viajar com ele. Mas as singularidades não se ficam por aqui. O trabalho deste quarentão com fobia a compromisso é despedir pessoas.Como especialista em processos de lay-off é tão profissional, que tem a meta de chegar aos 10 mil milhoes de milhas. Só que um dia o pragmático patrão, com quem Ryan apenas comunica à distãncia, decide minimizar os custos e acabam-se as viagens. Cada vez mais com os pés na terra, Ryan conhece uma colega de profissão e apaixona-se. O filme adaptado do romance Up in the Air, de Walter Kirn, aborda de certa forma as reais consequências da recessão, com os despedimentos de milhares de pessoas, mas acaba por resvalar para o lado mais sentimental. Com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick nos principais papeis, "Nas Nuvens" mistura comédia romântica e a sátira, sobre uma nova filosofia de vida nos tempos que correm. Somos cada vez mais pobres e solitários. Espreite ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães! Music Depois do oscarizado Juno sobre a gravidez na adolescência, Jason Reitman volta com uma nova abordagem da sociedade norte-americana. E fâ-lo no presente, sobre os problemas da crise e do desemprego.“Nas Nuvens” (Up in the Air) é uma comédia surprendente, que nos faz esquecer em alguns momentos que o protagonista ganha a vida a despedir pessoas.Umas atrás das outras. Era a grande promessa dos globos de ouro, mas veio para casa de mãos abanar, arrecadando apenas o galardão para melhor argumento. Mas nada está perdido, já que é um dos favoritos na corrida aos óscares."Nas Nuvens " é com certeza um filme que ficará na memória. Quanto mais não seja pelo papel de George Clooney, comparável a um Michael Clayton. O senhor Reitman leva-nos literalmente às nuvens. E para quem não gosta da azáfama de aeroportos, andar de malas atrás, respirar ar reciclado ou comida de aviões vai ter oportunidade de conhecer Ryan Bingham. É que ao contrário do que seria de esperar, este homem adora todos os espaços ligados a aeroportos, aviões e hoteis. Diz mesmo que para o conhecer é viajar com ele. Mas as singularidades não se ficam por aqui. O trabalho deste quarentão com fobia a compromisso é despedir pessoas.Como especialista em processos de lay-off é tão profissional, que tem a meta de chegar aos 10 mil milhoes de milhas. Só que um dia o pragmático patrão, com quem Ryan apenas comunica à distãncia, decide minimizar os custos e acabam-se as viagens. Cada vez mais com os pés na terra, Ryan conhece uma colega de profissão e apaixona-se. O filme adaptado do romance Up in the Air, de Walter Kirn, aborda de certa forma as reais consequências da recessão, com os despedimentos de milhares de pessoas, mas acaba por resvalar para o lado mais sentimental. Com George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick nos principais papeis, "Nas Nuvens" mistura comédia romântica e a sátira, sobre uma nova filosofia de vida nos tempos que correm. Somos cada vez mais pobres e solitários. Espreite ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães! no 2010-01-14 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-14 - CINE RUM.mp3 2010-01-16 12:05:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-14 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-14 - CINE RUM.mp3 Vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes e de três Prémios do Cinema Europeu, O Laço Branco de Michael Haneke é uma nova busca pela verdade e das raízes do mal, neste caso do nazismo. Depois de “A Pianista” e “Nada a Esconder”, Haneke volta a conduzir uma história dura, em que todos são culpados e ninguém é.Esta leva-nos até uma pequena aldeia no norte da Alemanha Protestante, nas vésperas da I Guerra Mundial, atingida por uma série de crimes misteriosos e cruéis.Os principais suspeitos parecem ser um grupo de crianças, de cabelos loiros e aparência angelical, lideradas pelo professor da aldeia. A nossa personagem central interpretada por Christian Friedel. Há ainda o barão, o gerente, o pastor, o médico, a parteira e os camponeses, a maior parte são homens, austeros e rigorosos. Mas são os mesmos que maltratam, humilham e molestam estas crianças, de rostos frágeis e que recebem uma educação austera.No filme quem usa o laço branco (que à partida simboliza a pureza, a castidade, a libertação do pecado) – é privado dessa condição. Um filme profético, carregado de suspense, e que está envolto em mistério e violência. Não fosse Haneke um especialista na representação da violência.O preto-e-branco adensa o drama e faz lembrar aqueles filmes de fantasmas, perdidos num tempo que não sabemos qual. Não perca ainda o ciclo dedicado a Marguerite Duras, no Cineclube de Joane e as sugestões do Cineclube de Guimarães para esta semana. Nesta edição do Cine RUM revelamos as grandes apostas do Fantasporto no 30.º aniversário. Com o apoio: www.atalantafilmes.com www.clapfilmes.pt Music Vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes e de três Prémios do Cinema Europeu, O Laço Branco de Michael Haneke é uma nova busca pela verdade e das raízes do mal, neste caso do nazismo. Depois de “A Pianista” e “Nada a Esconder”, Haneke volta a conduzir uma história dura, em que todos são culpados e ninguém é.Esta leva-nos até uma pequena aldeia no norte da Alemanha Protestante, nas vésperas da I Guerra Mundial, atingida por uma série de crimes misteriosos e cruéis.Os principais suspeitos parecem ser um grupo de crianças, de cabelos loiros e aparência angelical, lideradas pelo professor da aldeia. A nossa personagem central interpretada por Christian Friedel. Há ainda o barão, o gerente, o pastor, o médico, a parteira e os camponeses, a maior parte são homens, austeros e rigorosos. Mas são os mesmos que maltratam, humilham e molestam estas crianças, de rostos frágeis e que recebem uma educação austera.No filme quem usa o laço branco (que à partida simboliza a pureza, a castidade, a libertação do pecado) – é privado dessa condição. Um filme profético, carregado de suspense, e que está envolto em mistério e violência. Não fosse Haneke um especialista na representação da violência.O preto-e-branco adensa o drama e faz lembrar aqueles filmes de fantasmas, perdidos num tempo que não sabemos qual. Não perca ainda o ciclo dedicado a Marguerite Duras, no Cineclube de Joane e as sugestões do Cineclube de Guimarães para esta semana. Nesta edição do Cine RUM revelamos as grandes apostas do Fantasporto no 30.º aniversário. Com o apoio: www.atalantafilmes.com www.clapfilmes.pt no 2010-01-07 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-07 - CINE RUM.mp3 2010-01-15 12:05:28 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-07 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2010-01-07 - CINE RUM.mp3 Esta semana liberte a imaginação e deixe-se guiar pelo novo filme de Spike Jonze. O hiper-criativo cineasta norte-americano regressa com um filme sobre o mundo infância, segredos, mistérios e pequenos e grandes medos.“O Sítio das Coisas Selvagens” é a estreia desta semana. Saído das páginas do livro infantil de Maurice Sendak, que também entra na produção ao lado de Tom Hanks, o filme conta a história de um rapaz que vive com a mãe, que anda sempre ocupada, a irmã adolescente, e o pai ausente.Max é sensível, melancólico e incompreendido pela família, que passa horas a brincar com personagens fruto da própria imaginação. Quando um dia discute com a mãe, Max, vestido no seu fato de lobo, imagina que foge para uma floresta onde encontra um barco que o leva para uma ilha povoada de seres estranhos e assustadores. Criaturas enormes, mas com olhar meigo e vagamente familiares ao nosso personagem na forma como são selvagens e não sabem controlar emoções.Max torna-se rei do sítio das coisas selvagens, só que a tarefa de governar revela-se cada vez mais complicada e um dia terá de voltar para casa. Protagonizado pelo pequeno Max Records e Chaterine Keener, com as criaturas a terem vozes emprestadas de Chris Cooper, James Galdolfini ou Lauren Ambrose, esta uma viagem mágica em que se aprendem valores da amizade e do respeito.Numa mistura de fantasia e realidade, este é um filme original, simples e encantador, mas que ainda assim não consegue exceder os anteriores “Queres Ser John Malkovich?” e “Inadaptado”. Music Esta semana liberte a imaginação e deixe-se guiar pelo novo filme de Spike Jonze. O hiper-criativo cineasta norte-americano regressa com um filme sobre o mundo infância, segredos, mistérios e pequenos e grandes medos.“O Sítio das Coisas Selvagens” é a estreia desta semana. Saído das páginas do livro infantil de Maurice Sendak, que também entra na produção ao lado de Tom Hanks, o filme conta a história de um rapaz que vive com a mãe, que anda sempre ocupada, a irmã adolescente, e o pai ausente.Max é sensível, melancólico e incompreendido pela família, que passa horas a brincar com personagens fruto da própria imaginação. Quando um dia discute com a mãe, Max, vestido no seu fato de lobo, imagina que foge para uma floresta onde encontra um barco que o leva para uma ilha povoada de seres estranhos e assustadores. Criaturas enormes, mas com olhar meigo e vagamente familiares ao nosso personagem na forma como são selvagens e não sabem controlar emoções.Max torna-se rei do sítio das coisas selvagens, só que a tarefa de governar revela-se cada vez mais complicada e um dia terá de voltar para casa. Protagonizado pelo pequeno Max Records e Chaterine Keener, com as criaturas a terem vozes emprestadas de Chris Cooper, James Galdolfini ou Lauren Ambrose, esta uma viagem mágica em que se aprendem valores da amizade e do respeito.Numa mistura de fantasia e realidade, este é um filme original, simples e encantador, mas que ainda assim não consegue exceder os anteriores “Queres Ser John Malkovich?” e “Inadaptado”. no 2009-12-23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-23 - CINE RUM.mp3 2010-01-04 17:26:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-23 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-23 - CINE RUM.mp3 Conhecida por filmes como “A Vida dos Outros”, Agnès Jaoui, passou este ano pela Festa do Cinema Francês, onde apresentou o seu mais recente filme. «Parlez-Moi de la Pluie – Deixa Chover». A história de uma mulher feminista que acaba de chegar à política. Em Parlez-moi de la Pluie, Agnès Jaoui é realizadora, protagonista e argumentista.No filme ela é a escritora Agathe Villanova. A candidata às eleições de uma pequena localidade francesa, onde cresceu e que agora regressa. Tudo por causa da lei da paridade. O inevitável reencontro com a família, depois da morte mãe,encontra a irmã, o cunhado, a velha empregada argelina e o filho desta, Karim. Um jovem que tirou um curso de vídeo e com a ajuda de um antigo professor decide filmar um documentário sobre mulheres que venceram na vida. E convencem Agathe a ficar com o papel principal. No meio das entrevistas, em que quase tudo parcee falhar, inclusive a natureza, Agathe revela o seu carácter feminista e autoritário. E uma entrevista que devia demorar apenas umas horas vai mudar a vida destes personagens, já que esta foi a forma encontrada para todos resolverem as dependências pessoais. Separações, adultério, política, problemas familiares e relações de classe. Uma comédia hilariante que desenrola de uma forma fluida e natural como a música que lhe dá o nome. Parlez-moi de la pluie - Deixa chover. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Guimarães. Music Conhecida por filmes como “A Vida dos Outros”, Agnès Jaoui, passou este ano pela Festa do Cinema Francês, onde apresentou o seu mais recente filme. «Parlez-Moi de la Pluie – Deixa Chover». A história de uma mulher feminista que acaba de chegar à política. Em Parlez-moi de la Pluie, Agnès Jaoui é realizadora, protagonista e argumentista.No filme ela é a escritora Agathe Villanova. A candidata às eleições de uma pequena localidade francesa, onde cresceu e que agora regressa. Tudo por causa da lei da paridade. O inevitável reencontro com a família, depois da morte mãe,encontra a irmã, o cunhado, a velha empregada argelina e o filho desta, Karim. Um jovem que tirou um curso de vídeo e com a ajuda de um antigo professor decide filmar um documentário sobre mulheres que venceram na vida. E convencem Agathe a ficar com o papel principal. No meio das entrevistas, em que quase tudo parcee falhar, inclusive a natureza, Agathe revela o seu carácter feminista e autoritário. E uma entrevista que devia demorar apenas umas horas vai mudar a vida destes personagens, já que esta foi a forma encontrada para todos resolverem as dependências pessoais. Separações, adultério, política, problemas familiares e relações de classe. Uma comédia hilariante que desenrola de uma forma fluida e natural como a música que lhe dá o nome. Parlez-moi de la pluie - Deixa chover. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Guimarães. no 2009-12-16 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-16 - CINE RUM.mp3 2009-12-18 17:26:35 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-16 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-16 - CINE RUM.mp3 Music no 2009-12-09 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-09 - CINE RUM.mp3 2009-12-10 11:37:17 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-09 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-09 - CINE RUM.mp3 Dura, bizarra, mas ao mesmo tempo, maravilhosa. É assim a adolescência que volta ao grande ecrã, desta vez pela mão de um conhecido autor de banda desenhada, Riad Satouff,  em “Uns Belos Rapazes” no título original «Les Beaux Gosses». Hervé é o nosso protagonista. Um adolescente de 14 anos, que vive com a mãe e que é rejeitado constantemente pelas miúdas, muito por causa do seu aspecto pouco atraente e do seu intelecto que também deixa muito a desejar. Há ainda o melhor amigo Camel. Um árabe heavy-metal, que tal como Hervé é obcecado pelo sexo feminino e sonha dormir com uma rapariga. O cliché da adolescência é completo. Dois amigos feiosos, com borbulhas no rosto, de ar esgrouviado e com sérias dificuldades em controlar as hormonas. Só que apesar de ser um estreante, o Riad consegue transformar tudo isto numa comédia brilhante e afastar-se de registos como American Pie. Aqui reinventa-se toda uma linguagem jovem e as cenas previsíveis deixam de o ser e passam a hilariantes. A acção deste teenage movie, onde os adolescentes são todos actores amadores, começa quando Aurore, a rapariga mais gira da turma, começa a aproximar-se de Hervé, de uma forma que nem ele sabe.O que se segue é uma jornada no mínimo violenta de beijos, de corpos imperfeitos e de diálogos idiotas.Vicent Lacoste e Anthony Sonigo, são os “Belos rapazes”, que nos conduzem por esta viagem tortuosa que é a adolescência, onde experienciamos diferentes identidades, na esperança de encontrar alguma que nos sirva.O filme apresentado na Quinzena do Realizadores do festival de Cannes, em Maio passado e que passou pelo Estoril Film Festival deste ano, dá aos adolescentes técnicas inovadoras para não fazerem figuras de parvos. Ensina-os, como diz a crítica, a atar os atacadores. Espreite ainda as sugestões do Velha Cine e dos Cineclubes de Joane e Guimarães Music Dura, bizarra, mas ao mesmo tempo, maravilhosa. É assim a adolescência que volta ao grande ecrã, desta vez pela mão de um conhecido autor de banda desenhada, Riad Satouff,  em “Uns Belos Rapazes” no título original «Les Beaux Gosses». Hervé é o nosso protagonista. Um adolescente de 14 anos, que vive com a mãe e que é rejeitado constantemente pelas miúdas, muito por causa do seu aspecto pouco atraente e do seu intelecto que também deixa muito a desejar. Há ainda o melhor amigo Camel. Um árabe heavy-metal, que tal como Hervé é obcecado pelo sexo feminino e sonha dormir com uma rapariga. O cliché da adolescência é completo. Dois amigos feiosos, com borbulhas no rosto, de ar esgrouviado e com sérias dificuldades em controlar as hormonas. Só que apesar de ser um estreante, o Riad consegue transformar tudo isto numa comédia brilhante e afastar-se de registos como American Pie. Aqui reinventa-se toda uma linguagem jovem e as cenas previsíveis deixam de o ser e passam a hilariantes. A acção deste teenage movie, onde os adolescentes são todos actores amadores, começa quando Aurore, a rapariga mais gira da turma, começa a aproximar-se de Hervé, de uma forma que nem ele sabe.O que se segue é uma jornada no mínimo violenta de beijos, de corpos imperfeitos e de diálogos idiotas.Vicent Lacoste e Anthony Sonigo, são os “Belos rapazes”, que nos conduzem por esta viagem tortuosa que é a adolescência, onde experienciamos diferentes identidades, na esperança de encontrar alguma que nos sirva.O filme apresentado na Quinzena do Realizadores do festival de Cannes, em Maio passado e que passou pelo Estoril Film Festival deste ano, dá aos adolescentes técnicas inovadoras para não fazerem figuras de parvos. Ensina-os, como diz a crítica, a atar os atacadores. Espreite ainda as sugestões do Velha Cine e dos Cineclubes de Joane e Guimarães no 2009-12-02 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-02 - CINE RUM.mp3 2009-12-03 12:48:37 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-02 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-12-02 - CINE RUM.mp3 Do cruzamento entre arte e cultura, do génio e do estilo, nasceu a paixão entre Coco Chanel e Igor Starvinsky. O filme de Jan Kounen, para além de retratar o romance, funciona com um duplo biopic sobre figuras que revolucionaram a cultura do século XX. Adaptado do romance de Chris Greenhalgh, o filme mostra a estilista francesa e o compositor russo, na intimidade e o lado psicológico de dois génios. A câmera entra na casa de campo onde Coco acolhe Igor e a família durante a Revolução Russa, na famosa loja de Paris, no laboratório em Grasse, onde foi criado o Chanel number 5, passando pelos Campos Elísios onde Coco assiste em 1913 à estreia do bailado de Stravinsky, “A Sagração da Primavera”. Um espectáculo que chocou os espectadores que vaiaram a obra, mas que hipnotizou a jovem estilista. Anos mais tarde, já famosa, Coco é devastada pela morte do seu amante, Boy Capel. É quando conhece Stravinsky, recém-chegado a Paris como exilado da União Soviética. Coco acolhe o compositor e a família na sua casa de campo, onde Stravinky pode compor em sossego e rodeado de todos os luxos. Esse momento marcará o início de uma paixão electrizante, que nunca foi muito conhecida. Com passagem pelo Festival de Cannes deste ano, mas fora da competição, «Coco Chanel & Igor Stravinsky» é um filme intimista, equilibrado em que os momentos de paixão parecem reais e a arte fala por si. Music Do cruzamento entre arte e cultura, do génio e do estilo, nasceu a paixão entre Coco Chanel e Igor Starvinsky. O filme de Jan Kounen, para além de retratar o romance, funciona com um duplo biopic sobre figuras que revolucionaram a cultura do século XX. Adaptado do romance de Chris Greenhalgh, o filme mostra a estilista francesa e o compositor russo, na intimidade e o lado psicológico de dois génios. A câmera entra na casa de campo onde Coco acolhe Igor e a família durante a Revolução Russa, na famosa loja de Paris, no laboratório em Grasse, onde foi criado o Chanel number 5, passando pelos Campos Elísios onde Coco assiste em 1913 à estreia do bailado de Stravinsky, “A Sagração da Primavera”. Um espectáculo que chocou os espectadores que vaiaram a obra, mas que hipnotizou a jovem estilista. Anos mais tarde, já famosa, Coco é devastada pela morte do seu amante, Boy Capel. É quando conhece Stravinsky, recém-chegado a Paris como exilado da União Soviética. Coco acolhe o compositor e a família na sua casa de campo, onde Stravinky pode compor em sossego e rodeado de todos os luxos. Esse momento marcará o início de uma paixão electrizante, que nunca foi muito conhecida. Com passagem pelo Festival de Cannes deste ano, mas fora da competição, «Coco Chanel & Igor Stravinsky» é um filme intimista, equilibrado em que os momentos de paixão parecem reais e a arte fala por si. no 2009-11-25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-25 - CINE RUM.mp3 2009-11-30 13:59:44 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-25 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-25 - CINE RUM.mp3 inguém faz documentários como Michael Moore. Divertido, sarcástico, irónico e em parte corajoso. O alvo continua a ser a América, mais concretamente o sistema dominante - o capitalismo - que o realizador compara ao diabo. Depois da sátira negra contra a paixão pelas armas, em "Bowling for Columbine", a crítica à política de Bush em "Fahrenheit 9/11" e o mais recente Sicko, sobre o sistema de saúde norte-americano, Michael Moore vai mais longe ao tentar compreender a origem da crise financeira mundial. A pior depois do Crash de 1929. E qual o preço a pagar por esse amor ao capitalismo, que se transformou num enorme pesadelo. Em «Capitalismo: Uma História de Amor» segue a sua linha de provocação. Moore vai directo ao assunto. Conversa com famílias afundadas em hipotecas, questiona e panha congressistas desprevenidos, persegue executivos das grandes corporações em Wall Street e investiga a Goldman Sacks. Moore está do lado dos fracos e dos oprimidos. De megafone na mão reclama à porta das empresas o dinheiro roubado aos contribuintes e dá voz de prisão aos administradores da AIG, o primeiro gigante a falir no ano passado. O realizador defende um novo sistema económico e quem sabe, uma revolução, demonstrando que o poder está nas mãos do povo. E só eles é que podem decidir se querem continuar neste sistema em que se tira mais do que se recebe. Menos turbulento e mais equilibrado do que os anteriores, “Capitalismo: Uma história de amor”, é também fruto da mudança da vitória de Barack Obama. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Music inguém faz documentários como Michael Moore. Divertido, sarcástico, irónico e em parte corajoso. O alvo continua a ser a América, mais concretamente o sistema dominante - o capitalismo - que o realizador compara ao diabo. Depois da sátira negra contra a paixão pelas armas, em "Bowling for Columbine", a crítica à política de Bush em "Fahrenheit 9/11" e o mais recente Sicko, sobre o sistema de saúde norte-americano, Michael Moore vai mais longe ao tentar compreender a origem da crise financeira mundial. A pior depois do Crash de 1929. E qual o preço a pagar por esse amor ao capitalismo, que se transformou num enorme pesadelo. Em «Capitalismo: Uma História de Amor» segue a sua linha de provocação. Moore vai directo ao assunto. Conversa com famílias afundadas em hipotecas, questiona e panha congressistas desprevenidos, persegue executivos das grandes corporações em Wall Street e investiga a Goldman Sacks. Moore está do lado dos fracos e dos oprimidos. De megafone na mão reclama à porta das empresas o dinheiro roubado aos contribuintes e dá voz de prisão aos administradores da AIG, o primeiro gigante a falir no ano passado. O realizador defende um novo sistema económico e quem sabe, uma revolução, demonstrando que o poder está nas mãos do povo. E só eles é que podem decidir se querem continuar neste sistema em que se tira mais do que se recebe. Menos turbulento e mais equilibrado do que os anteriores, “Capitalismo: Uma história de amor”, é também fruto da mudança da vitória de Barack Obama. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. no 2009-11-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-18 - CINE RUM.mp3 2009-11-30 14:00:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-18 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-11-18 - CINE RUM.mp3 Se a idade é um posto, aos 70 anos, Francis Ford Coppola pode então dar uma lição de como fazer bom cinema. Foi o que fez com Tetro. Na Argentina dos nossos dias, dois irmãos reencontram-se anos depois. O mais novo é Bennie, um rapaz de 17 anos, interpretado pelo jovem Alden Ehrenreich, e que nutre uma verdadeira admiração pelo irmão mais velho. Vincento Gallo é Treto. Um homem cosmopolita, que se divorciou de toda a família e se fixou em Buenos Aires, curiosamente a terra natal do pai que tanto odeia. Há ainda Miranda. A mulher que salvou Tetro do asilo. Uma figura sensual, e ao mesmo tempo, maternal que já vimos em filmes como “E a tua mãe também”. No filme, interpretada por Maribel Verdú. A história começa quando o aventureiro Bennie, o mais novo, decide visitar o irmão que vive em La Boca. O famoso bairro argentino que é povoado por lugares e pessoas exóticas, entre elas Carmen Maura, que dá corpo a uma crítica e escritora respeitada. Só que o Bennie vai encontrar é um homem amargo, que rejeitou o próprio nome e deixou de escrever. A razão será, revelada nos textos escritos por Tetro que o irmão mais novo descobre e conduzem as personagens ao passado. E curiosamente quando isso acontece, o filme que é quase todo a preto e branco, ganha cor. Lá atrás, no passado sombrio está o pai destes rapazes. Um maestro mudialmente conhecido que não apoiou o filho no sonho de ser escritor e ainda lhe roubou a mulher que amava. Simplesmente porque podia, numa família onde só podia existir um génio. Neste encontro com o passado, os dois irmãos vão ainda descobrir e revelar outros segredos. O cinema de Coppola, desta vez bem mais pessoal, demonstra um grande vigor artístico, assumindo-se como argumentista, produtor e realizador. Em Tetro tudo é poético e belo. Desde os planos estásticos à banda sonora esmagadora. E o preto e branco, para além de adensar o drama, fica-lhe tão bem. Quer seja em Buenos Aires ou no fim do mundo, na Patagónia. Espreite as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Music Se a idade é um posto, aos 70 anos, Francis Ford Coppola pode então dar uma lição de como fazer bom cinema. Foi o que fez com Tetro. Na Argentina dos nossos dias, dois irmãos reencontram-se anos depois. O mais novo é Bennie, um rapaz de 17 anos, interpretado pelo jovem Alden Ehrenreich, e que nutre uma verdadeira admiração pelo irmão mais velho. Vincento Gallo é Treto. Um homem cosmopolita, que se divorciou de toda a família e se fixou em Buenos Aires, curiosamente a terra natal do pai que tanto odeia. Há ainda Miranda. A mulher que salvou Tetro do asilo. Uma figura sensual, e ao mesmo tempo, maternal que já vimos em filmes como “E a tua mãe também”. No filme, interpretada por Maribel Verdú. A história começa quando o aventureiro Bennie, o mais novo, decide visitar o irmão que vive em La Boca. O famoso bairro argentino que é povoado por lugares e pessoas exóticas, entre elas Carmen Maura, que dá corpo a uma crítica e escritora respeitada. Só que o Bennie vai encontrar é um homem amargo, que rejeitou o próprio nome e deixou de escrever. A razão será, revelada nos textos escritos por Tetro que o irmão mais novo descobre e conduzem as personagens ao passado. E curiosamente quando isso acontece, o filme que é quase todo a preto e branco, ganha cor. Lá atrás, no passado sombrio está o pai destes rapazes. Um maestro mudialmente conhecido que não apoiou o filho no sonho de ser escritor e ainda lhe roubou a mulher que amava. Simplesmente porque podia, numa família onde só podia existir um génio. Neste encontro com o passado, os dois irmãos vão ainda descobrir e revelar outros segredos. O cinema de Coppola, desta vez bem mais pessoal, demonstra um grande vigor artístico, assumindo-se como argumentista, produtor e realizador. Em Tetro tudo é poético e belo. Desde os planos estásticos à banda sonora esmagadora. E o preto e branco, para além de adensar o drama, fica-lhe tão bem. Quer seja em Buenos Aires ou no fim do mundo, na Patagónia. Espreite as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. no 2009-09-23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-23 - CINE RUM.mp3 2009-09-28 12:27:19 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-23 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-23 - CINE RUM.mp3 Aterra esta semana a Portugal, o filme que marca a estreia de uma jovem promessa do cinema de ficção científica. Ele é Neill Blomkamp, que ao lado de Peter Jackson, apresenta «Distrito 9». Joanesburgo. África do Sul. Anos 80. Mais de um milhão de extraterrestres refugiados chegam à Terra numa nave espacial. Estão à deriva. São criaturas inofensivas e mais do que isso, estão em extinção.Os maus desta vez são os humanos e as vítimas, os extraterrestres. Os não-humanos serão obrigados a conviver em condições desumanas e foram empurrados para o outro lado da cidade, o chamado distrito 9. Passados 20 anos, os extraterrestres continuam a viver no gueto. E a cidade continua dividida, com áreas interditas a humanos e não-humanos. A tensão entre os extraterrestres e os humanos chega a um ponto crítico, quando um operário da empresa que controla o campo de refugiados , Wikus van der Merwe, contrai um misterioso vírus. Da noite para o dia, passa a ser o homem mais procurado do mundo e também o mais valioso, já que é a chave para descobrir os segredos da tecnologia alienígena. E só há um lugar onde este homem se pode esconder - o Distrito 9. Um filme que marca pela diferença e que foca a questão racial, que o realizador sul-africano tão bem conhece. Esta semana pode ver pelo Cineclube de Joane pode ver um filme-concerto, desta vez de uma obra-prima do cinema de terror, Frankenstein, de James Whale e banda sonora dos vimaranenses Kung Fu Trunx. Falámos com o programador Vítor Ribeiro. Não perca ainda a conversa com Roberto Saviano sobre o filme Gomorra e espreite as sugestões do Cineclube de Guimarães. Bom cinema! Music Aterra esta semana a Portugal, o filme que marca a estreia de uma jovem promessa do cinema de ficção científica. Ele é Neill Blomkamp, que ao lado de Peter Jackson, apresenta «Distrito 9». Joanesburgo. África do Sul. Anos 80. Mais de um milhão de extraterrestres refugiados chegam à Terra numa nave espacial. Estão à deriva. São criaturas inofensivas e mais do que isso, estão em extinção.Os maus desta vez são os humanos e as vítimas, os extraterrestres. Os não-humanos serão obrigados a conviver em condições desumanas e foram empurrados para o outro lado da cidade, o chamado distrito 9. Passados 20 anos, os extraterrestres continuam a viver no gueto. E a cidade continua dividida, com áreas interditas a humanos e não-humanos. A tensão entre os extraterrestres e os humanos chega a um ponto crítico, quando um operário da empresa que controla o campo de refugiados , Wikus van der Merwe, contrai um misterioso vírus. Da noite para o dia, passa a ser o homem mais procurado do mundo e também o mais valioso, já que é a chave para descobrir os segredos da tecnologia alienígena. E só há um lugar onde este homem se pode esconder - o Distrito 9. Um filme que marca pela diferença e que foca a questão racial, que o realizador sul-africano tão bem conhece. Esta semana pode ver pelo Cineclube de Joane pode ver um filme-concerto, desta vez de uma obra-prima do cinema de terror, Frankenstein, de James Whale e banda sonora dos vimaranenses Kung Fu Trunx. Falámos com o programador Vítor Ribeiro. Não perca ainda a conversa com Roberto Saviano sobre o filme Gomorra e espreite as sugestões do Cineclube de Guimarães. Bom cinema! no 2009-09-16 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-16 - CINE RUM.mp3 2009-09-28 12:26:46 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-16 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-16 - CINE RUM.mp3 Esta semana assista a uma comédia leve sobre os bastidores de um dos mais famosos festivais de música do mundo. Foi há quarenta anos, a 15 de Agosto de 1969. «Taking Woostock» é o novo filme de Ang Lee que deixa de lado as tragédias , para se estrear agora nas comédias. No argumento está o seu companheiro de sempre, James Schamus. Num tom optimista, somos convidados a descobrir o outro lado do Woodstock, através da história verdadeira de um jovem, que estava longe de imaginar, que seria ele um dos protagonista de uma revolução. Uma revolução que mudou para sempre a cultura dos Estados Unidos e do mundo. Três dias de pura paz e de muita música, ao som de Janis Joplin e Jimi Hendrix. Sigamos então a história de Elliot Tiber, um designer de interiores, que mora na pacata cidade de Bethel onde gere o pequeno motel dos pais, que passa por dificuldades financeiras. Para salvar o negócio da família, consegue convencer os promotores do Woodstock, a deslocarem o festival para aquela localidade. Entre a chegada de meio milhão de pessoas, no meio de hippies, músicos, muita lama, travestis, trips de LSD, o nosso protagonista enfrenta ainda sua própria homossexualidade. «Taking Woodstock» que esteve na corrida à Palma de Ouro, no último Festival de Cannes, não nos leva até à primeira fila do woodstock, aliás só ouvimos os concertos bem lá ao longe. Dá-nos antes uma visão periférica, mas gigantesca deste festival. Mas apesar de ser um filme, que nos faz pensar e às vezes rir, sobre o que se passou nos bastidores, exigia-se mais quando se fala de um festival de alta-voltagem, como foi o woodstock. Ainda assim, esta é uma bela trip conduzida por Ang Lee. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães! Music Esta semana assista a uma comédia leve sobre os bastidores de um dos mais famosos festivais de música do mundo. Foi há quarenta anos, a 15 de Agosto de 1969. «Taking Woostock» é o novo filme de Ang Lee que deixa de lado as tragédias , para se estrear agora nas comédias. No argumento está o seu companheiro de sempre, James Schamus. Num tom optimista, somos convidados a descobrir o outro lado do Woodstock, através da história verdadeira de um jovem, que estava longe de imaginar, que seria ele um dos protagonista de uma revolução. Uma revolução que mudou para sempre a cultura dos Estados Unidos e do mundo. Três dias de pura paz e de muita música, ao som de Janis Joplin e Jimi Hendrix. Sigamos então a história de Elliot Tiber, um designer de interiores, que mora na pacata cidade de Bethel onde gere o pequeno motel dos pais, que passa por dificuldades financeiras. Para salvar o negócio da família, consegue convencer os promotores do Woodstock, a deslocarem o festival para aquela localidade. Entre a chegada de meio milhão de pessoas, no meio de hippies, músicos, muita lama, travestis, trips de LSD, o nosso protagonista enfrenta ainda sua própria homossexualidade. «Taking Woodstock» que esteve na corrida à Palma de Ouro, no último Festival de Cannes, não nos leva até à primeira fila do woodstock, aliás só ouvimos os concertos bem lá ao longe. Dá-nos antes uma visão periférica, mas gigantesca deste festival. Mas apesar de ser um filme, que nos faz pensar e às vezes rir, sobre o que se passou nos bastidores, exigia-se mais quando se fala de um festival de alta-voltagem, como foi o woodstock. Ainda assim, esta é uma bela trip conduzida por Ang Lee. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães! no 2009-09-09 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-09 - CINE RUM.mp3 2009-09-28 12:26:12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-09 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-09 - CINE RUM.mp3 Esta semana mergulhamos no universo almodovariano em «Los Abrazos Rotos». É o 17.º filme do realizador espanhol que desta vez conta uma história de amor dilacerada por uma série de fatalidades e obsessões. No principal papel volta a estar Penélope Cruz. Já não se trata de um tributo às mulheres, ou uma pérola como «Tudo sobre a minha mãe» ou «Fala com Ela», «Abraços desfeitos» é antes uma história de amor ou de amores que acabam mal. A acção do filme, inspirada pelo "cinema negro" dos anos 50, decorre entre 1994 e 2008, e conta a história de Mateo, um realizador que fica cego num grave acidente de carro na ilha de Lanzarotte. Além de perder a visão, o principal instrumento de trabalho, perdeu também o amor da sua vida, Lena uma aspirante a actriz. Mateo morre nesse trágico dia para dar lugar a Harry Caine – o pseudónimo que usa quando se dedica à escrita, que dita a Diego, o secretário/guia e filho da sua grande amiga, Judit Garcia. Pelo meio há ainda Ernesto, um homem rico que vive apaixonado por Lena e a velha amiga, Judit, que sempre esteve apaixonada por Mateo que catorze anos depois quer terminar o filme que não acabou com Lena. Na apresentação do filme, Pedro Almodóvar, confessou que esta era uma "declaração de amor ao cinema". «Los abrazos rotos» não agradou à crítica espanhola, mas é assim a arte almodovariana. Umas vezes gostasse, outras não. Music Esta semana mergulhamos no universo almodovariano em «Los Abrazos Rotos». É o 17.º filme do realizador espanhol que desta vez conta uma história de amor dilacerada por uma série de fatalidades e obsessões. No principal papel volta a estar Penélope Cruz. Já não se trata de um tributo às mulheres, ou uma pérola como «Tudo sobre a minha mãe» ou «Fala com Ela», «Abraços desfeitos» é antes uma história de amor ou de amores que acabam mal. A acção do filme, inspirada pelo "cinema negro" dos anos 50, decorre entre 1994 e 2008, e conta a história de Mateo, um realizador que fica cego num grave acidente de carro na ilha de Lanzarotte. Além de perder a visão, o principal instrumento de trabalho, perdeu também o amor da sua vida, Lena uma aspirante a actriz. Mateo morre nesse trágico dia para dar lugar a Harry Caine – o pseudónimo que usa quando se dedica à escrita, que dita a Diego, o secretário/guia e filho da sua grande amiga, Judit Garcia. Pelo meio há ainda Ernesto, um homem rico que vive apaixonado por Lena e a velha amiga, Judit, que sempre esteve apaixonada por Mateo que catorze anos depois quer terminar o filme que não acabou com Lena. Na apresentação do filme, Pedro Almodóvar, confessou que esta era uma "declaração de amor ao cinema". «Los abrazos rotos» não agradou à crítica espanhola, mas é assim a arte almodovariana. Umas vezes gostasse, outras não. no 2009-09-02 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-02 - CINE RUM.mp3 2009-09-28 12:24:56 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-02 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-09-02 - CINE RUM.mp3 Dirigido pela realizadora Claire Denis, «35 Shots de Rum», é uma história sobre vidas simples e diversas formas de amor, uma delas entre pai e filha. O filme centra-se na relação de pai e filha. Ele é Lionel,um maquinista, um homem honesto, mas taciturno, que depois da morte prematura da mulher dedicou toda a sua vida a cuidar da filha,Josephine. Uma estudante universitária jovem, doce e delicada. A relação de harmonia que os une é assente no respeito e apesar de parecer que eles não precisam de ninguém, partilham o pequeno mundo com os vizinhos, que moram no mesmo prédio nos subúrbios de Paris. A ex-namorada de Lionel, uma taxista que vai e que vem, e ainda uma amiga da família. Juntos vivem como uma família. A última cena é uma das mais importantes, numa noite chuvosa, os protagonistas procuram abrigo num café, onde passam a noite a beber, os tais 35 shots, fumar e dançar ao som dos The Commodores. Com Alex Descas, Mati Diop e Grégoire Colin «35 Shots de RUM» é um filme de poucas palavras, e em que as emoções mais complexas são verbalizadas através dos olhares, sorrisos, dos corpos e do silêncios. Não perca a sugestão do cineclube de Joane para esta semana. Bom cinema! Music Dirigido pela realizadora Claire Denis, «35 Shots de Rum», é uma história sobre vidas simples e diversas formas de amor, uma delas entre pai e filha. O filme centra-se na relação de pai e filha. Ele é Lionel,um maquinista, um homem honesto, mas taciturno, que depois da morte prematura da mulher dedicou toda a sua vida a cuidar da filha,Josephine. Uma estudante universitária jovem, doce e delicada. A relação de harmonia que os une é assente no respeito e apesar de parecer que eles não precisam de ninguém, partilham o pequeno mundo com os vizinhos, que moram no mesmo prédio nos subúrbios de Paris. A ex-namorada de Lionel, uma taxista que vai e que vem, e ainda uma amiga da família. Juntos vivem como uma família. A última cena é uma das mais importantes, numa noite chuvosa, os protagonistas procuram abrigo num café, onde passam a noite a beber, os tais 35 shots, fumar e dançar ao som dos The Commodores. Com Alex Descas, Mati Diop e Grégoire Colin «35 Shots de RUM» é um filme de poucas palavras, e em que as emoções mais complexas são verbalizadas através dos olhares, sorrisos, dos corpos e do silêncios. Não perca a sugestão do cineclube de Joane para esta semana. Bom cinema! no 2009-08-26 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-26 - CINE RUM.mp3 2009-08-28 11:22:41 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-26 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-26 - CINE RUM.mp3 Apenas um realizador poderia ter tido uma ideia de fazer um filme de violência só que contra nazis. Ele é Quentin Tarantino que vai à guerra com «Sacanas sem Lei». Inspirado num filme italiano dos anos 70, «Sacanas sem Lei» é a promessa adiada do realizador que sempre quis levar esta história ao grande ecrã. Uma história de vingança passada em França, durante a Segunda Guerra Mundial. Shosanna Dreyfus, uma jovem judia que escapou por pouco às mãos dos nazis, depois de ter assistido ao massacre de toda a família nas mãos cruel coronel nazi. Foge para Paris onde dirige um cinema sob um nome falso, e onde vai receber a estreia de um famoso filme da propaganda alemã com a presença de Hitler. Como boa heroína de Tarantino, tem preparado um plano de vingança,no mínimo explosivo.Vingança é o que procura também um grupo de soldados judeus, dirigido pelo oficial norte-americano Aldo Raine, que no filme é Brad Pitt. A missão destes homens, apelidados de «bastardos», é simples: torturar e matar nazis, espalhando o terror entre os homens de Hitler. Um filme divertido sobre o prazer da vingança, que marca o regresso triunfal de Tarantino. Não perca mais uma sessão de Cinema em Noites de Verão, promovido pelo Cineclube de Guimarães, no Largo da Oliveira. Bom cinema! Music Apenas um realizador poderia ter tido uma ideia de fazer um filme de violência só que contra nazis. Ele é Quentin Tarantino que vai à guerra com «Sacanas sem Lei». Inspirado num filme italiano dos anos 70, «Sacanas sem Lei» é a promessa adiada do realizador que sempre quis levar esta história ao grande ecrã. Uma história de vingança passada em França, durante a Segunda Guerra Mundial. Shosanna Dreyfus, uma jovem judia que escapou por pouco às mãos dos nazis, depois de ter assistido ao massacre de toda a família nas mãos cruel coronel nazi. Foge para Paris onde dirige um cinema sob um nome falso, e onde vai receber a estreia de um famoso filme da propaganda alemã com a presença de Hitler. Como boa heroína de Tarantino, tem preparado um plano de vingança,no mínimo explosivo.Vingança é o que procura também um grupo de soldados judeus, dirigido pelo oficial norte-americano Aldo Raine, que no filme é Brad Pitt. A missão destes homens, apelidados de «bastardos», é simples: torturar e matar nazis, espalhando o terror entre os homens de Hitler. Um filme divertido sobre o prazer da vingança, que marca o regresso triunfal de Tarantino. Não perca mais uma sessão de Cinema em Noites de Verão, promovido pelo Cineclube de Guimarães, no Largo da Oliveira. Bom cinema! no 2009-08-19 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-19 - CINE RUM.mp3 2009-08-19 14:17:14 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-19 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-19 - CINE RUM.mp3 O cinema independente ganhou mais um nome de peso. Começou na argumentação onde, de resto venceu um Óscar com o «O Despertar da Mente» e aventura-se agora atrás das câmaras. Charlie Kaufman estreia-se com «Sinédoque, Nova Iorque» ao lado do brilhante Philip Seymour Hoffman. Um filme sobre a complexidade da existência humana. Caden Cotard, interpretado por Philip Seymour Hoffman é um director de teatro que, depois de passar por vários médicos descobre que tem uma doença de pele. Mas este homem de meia-idade consegue sobrevalorizar a doença e não demora a achar que vai morrer em breve. A mulher, uma talentosa pintora, está prestes a deixá-lo por outro homem e vai viver para a Alemanha, com a filha, sem dizer quando volta. No meio do seu drama pessoal em que nem o trabalho é estimulante, Caden recebe um prémio para construir uma nova peça. Torna-se cada vez mais obsessivo por esta obra, e a uma dada altura é actor e personagem da própria história, sendo consumido pela sua criação. Com passagem pelo Festival de Cannes, “Sinédoque, Nova Iorque” é um filme sobre a certeza e a dúvida. Sobre a vida. Mentiras e verdades. Uma incursão à mente humana em tons de comédia a que Charlie Kaufman já nos habituou em O Despertar da Mente. Um filme que já entrou para a categoria de clássicos do cinema. No Largo da Oliveira, em Guimarães decorrem as Noites de Cinema Verão. Bom cinema! Music O cinema independente ganhou mais um nome de peso. Começou na argumentação onde, de resto venceu um Óscar com o «O Despertar da Mente» e aventura-se agora atrás das câmaras. Charlie Kaufman estreia-se com «Sinédoque, Nova Iorque» ao lado do brilhante Philip Seymour Hoffman. Um filme sobre a complexidade da existência humana. Caden Cotard, interpretado por Philip Seymour Hoffman é um director de teatro que, depois de passar por vários médicos descobre que tem uma doença de pele. Mas este homem de meia-idade consegue sobrevalorizar a doença e não demora a achar que vai morrer em breve. A mulher, uma talentosa pintora, está prestes a deixá-lo por outro homem e vai viver para a Alemanha, com a filha, sem dizer quando volta. No meio do seu drama pessoal em que nem o trabalho é estimulante, Caden recebe um prémio para construir uma nova peça. Torna-se cada vez mais obsessivo por esta obra, e a uma dada altura é actor e personagem da própria história, sendo consumido pela sua criação. Com passagem pelo Festival de Cannes, “Sinédoque, Nova Iorque” é um filme sobre a certeza e a dúvida. Sobre a vida. Mentiras e verdades. Uma incursão à mente humana em tons de comédia a que Charlie Kaufman já nos habituou em O Despertar da Mente. Um filme que já entrou para a categoria de clássicos do cinema. No Largo da Oliveira, em Guimarães decorrem as Noites de Cinema Verão. Bom cinema! no 2009-08-12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-12 - CINE RUM.mp3 2009-08-12 14:13:30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-12 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-12 - CINE RUM.mp3 Esta semana, descobrimos a paixão e a sexualidade entre duas pessoas idosas, mas também o medo de amar quando se passa a barreira dos 60 anos. «Nunca é tarde demais para Amar» conta a história de Inge. Uma mulher de 65 anos, casada há mais de 30 anos, que passa o tempo a costurar no seu pequeno apartamento, a cantar no coro da igreja, partilhando os dias felizes, mas ainda assim, aborrecidos com um marido algo austero. Quando um dia entrega um par de calças a um homem de 76 anos, algo de improvável acontece. Começa tudo por um beijo. Juntos vão redescobrir o amor e a sexualidade na idade madura. O jovem realizador Andreas Dresen faz aquilo que Carlos Reygadas fez em “Batalha no Céu”. Mostra-nos cenas de sexo bastante explícitas entre duas pessoas pouco ou nada atractivas. E a nudez é tratada com naturalidade e abertura. O drama começa quando a filha mais velha de Inge não aceita o romance, e ela acaba por confessar a sua aventura amorosa ao marido. O resto do filme é dedicado a explorar as consequências práticas e emocionais desta inesperada crise. Estará esta mulher disposta a entregar-se à última oportunidade de ser feliz ou as consequências serão demasiado drásticas? Feito essencialmente de silêncios, mas carregado de uma emoção genuína, dada sobretudo pela actriz Úrsula Werner, “Nunca é tarde demais para amar”, foi vencedor do Prémio do Júri na secção Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2008. Music Esta semana, descobrimos a paixão e a sexualidade entre duas pessoas idosas, mas também o medo de amar quando se passa a barreira dos 60 anos. «Nunca é tarde demais para Amar» conta a história de Inge. Uma mulher de 65 anos, casada há mais de 30 anos, que passa o tempo a costurar no seu pequeno apartamento, a cantar no coro da igreja, partilhando os dias felizes, mas ainda assim, aborrecidos com um marido algo austero. Quando um dia entrega um par de calças a um homem de 76 anos, algo de improvável acontece. Começa tudo por um beijo. Juntos vão redescobrir o amor e a sexualidade na idade madura. O jovem realizador Andreas Dresen faz aquilo que Carlos Reygadas fez em “Batalha no Céu”. Mostra-nos cenas de sexo bastante explícitas entre duas pessoas pouco ou nada atractivas. E a nudez é tratada com naturalidade e abertura. O drama começa quando a filha mais velha de Inge não aceita o romance, e ela acaba por confessar a sua aventura amorosa ao marido. O resto do filme é dedicado a explorar as consequências práticas e emocionais desta inesperada crise. Estará esta mulher disposta a entregar-se à última oportunidade de ser feliz ou as consequências serão demasiado drásticas? Feito essencialmente de silêncios, mas carregado de uma emoção genuína, dada sobretudo pela actriz Úrsula Werner, “Nunca é tarde demais para amar”, foi vencedor do Prémio do Júri na secção Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2008. no 2009-08-05 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-05 - CINE RUM.mp3 2009-08-05 11:34:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-05 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-08-05 - CINE RUM.mp3 Depois da exuberância cómica em os «Piratas das Caraíbas» e de todas as personagens bizarras que interpretou para Tim Burton, Johny Deep está de volta ao grande ecrã, a provar que continua a ser um verdadeiro «camaleão». Desta vez, na pele de um famoso gangster americano, que se tornou no inimigo público número um da América. Baseada em factos reais e adaptado a partir do romance de Bryan Burrough, “Inimigos Públicos”, conta a história de John Dillinger, um famoso ladrão de bancos que marcou a história dos anos 30 dos Estados Unidos. Mas a história não se centra apenas nos assaltos e na arte da fuga, há também o romance entre Dillinger e Billie, uma bela mulher, que no filme é interpretada pela Oscarizada Marion Cotillard. Há ainda a polícia norte-americana, que não era nenhum modelo de virtude pelos métodos que usava e começa a apertar o cerco a Dillinger, levando a cabo uma verdadeira caça ao homem e ao crime organizado. Era o nascimento do FBI, que mais tarde se tornaria numa das maiores organizações de investigação do mundo. Mas Inimigos Públicos não é um filme de gangsters normal.Primeiro porque foi rodado em digital numa toada experimental, e depois porque o realizador procurou um novo género para contar esta história e os traumas da América. Bom cinema! Music Depois da exuberância cómica em os «Piratas das Caraíbas» e de todas as personagens bizarras que interpretou para Tim Burton, Johny Deep está de volta ao grande ecrã, a provar que continua a ser um verdadeiro «camaleão». Desta vez, na pele de um famoso gangster americano, que se tornou no inimigo público número um da América. Baseada em factos reais e adaptado a partir do romance de Bryan Burrough, “Inimigos Públicos”, conta a história de John Dillinger, um famoso ladrão de bancos que marcou a história dos anos 30 dos Estados Unidos. Mas a história não se centra apenas nos assaltos e na arte da fuga, há também o romance entre Dillinger e Billie, uma bela mulher, que no filme é interpretada pela Oscarizada Marion Cotillard. Há ainda a polícia norte-americana, que não era nenhum modelo de virtude pelos métodos que usava e começa a apertar o cerco a Dillinger, levando a cabo uma verdadeira caça ao homem e ao crime organizado. Era o nascimento do FBI, que mais tarde se tornaria numa das maiores organizações de investigação do mundo. Mas Inimigos Públicos não é um filme de gangsters normal.Primeiro porque foi rodado em digital numa toada experimental, e depois porque o realizador procurou um novo género para contar esta história e os traumas da América. Bom cinema! no 2009-07-29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-29 - CINE RUM.mp3 2009-07-29 16:13:23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-29 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-29 - CINE RUM.mp3 Jim Jarmush, o realizador de "Coffee and Cigarettes" e "Broken Flowers", regressa quatro anos depois com a história de um assassino profissional, prestes a concluir um crime. Um homem misterioso e solitário atravessa a Espanha, onde se vai cruzar com outras pessoas misteriosas. Os códigos parecem leva-lo para novas direcções, onde ele consegue mais códigos através de conversas de café, que mantém com estranhos carismáticos. O «americano», interpretado Bill Murray, a «loira de peruca» que é Tilda Swinton, o «Mexicano de barba» papel que cabe a Gael García Bernal e Paz de La Huerta nua e de óculos. O protagonista desta esta história é o actor da Costa do Marfim,Isaack De Bankolé, um homem que desconfia de todos e cuja missão se mantém secreta ao longo do filme. Não sabemos a razão, nem tão pouco qual é alvo deste acto ilicito. The Limits fo Control, que teve antestreia nacional no Curtas de Vila do Conde deste ano, é um filme peculiar sobre os limites do controlo, mesmo para um profissional do crime. Music Jim Jarmush, o realizador de "Coffee and Cigarettes" e "Broken Flowers", regressa quatro anos depois com a história de um assassino profissional, prestes a concluir um crime. Um homem misterioso e solitário atravessa a Espanha, onde se vai cruzar com outras pessoas misteriosas. Os códigos parecem leva-lo para novas direcções, onde ele consegue mais códigos através de conversas de café, que mantém com estranhos carismáticos. O «americano», interpretado Bill Murray, a «loira de peruca» que é Tilda Swinton, o «Mexicano de barba» papel que cabe a Gael García Bernal e Paz de La Huerta nua e de óculos. O protagonista desta esta história é o actor da Costa do Marfim,Isaack De Bankolé, um homem que desconfia de todos e cuja missão se mantém secreta ao longo do filme. Não sabemos a razão, nem tão pouco qual é alvo deste acto ilicito. The Limits fo Control, que teve antestreia nacional no Curtas de Vila do Conde deste ano, é um filme peculiar sobre os limites do controlo, mesmo para um profissional do crime. no 2009-07-22 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-22 - CINE RUM.mp3 2009-07-22 14:31:18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-22 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-22 - CINE RUM.mp3 A estreia desta semana leva-nos aos subúrbios de Paris. É lá que vamos acompanhar a história de um adolescente que vive com a mãe. «Ou morro ou fico melhor» é um de Laurence Ferreira Barbosa e funciona como um retrato da adolescência com todos os seus caminhos desviantes. Martial é um rapaz de 16 anos, que depois da separação dos pais se vê obrigado a mudar de cidade, passando a viver com a mãe num pequeno apartamento dos subúrbios. Mas o fascínio por estas duas irmãs, que aparecem quase sempre mudas, vai conduzi-lo a um mundo estranho. As gémeas são sedutoras e misteriosas e vão incluí-lo no seu jogo preferido: entrar em apartamentos burgueses, na ausência dos donos. «Ou morro ou fico melhor», é a quinta-longa metragem de Ferreira Barbosa e vem confirmar o talento desta realizadora cujo apelido herdou do avô paterno que era português. Na produção deste filme está Paulo Branco.A vida real, a adolescência, o divórcio, os subúrbios, a escola, tudo cabe neste drama perturbador. Pelo cineclube de Joane não perca esta semana as sessão ao ar livre do Cinema Paraíso. Bom cinema! Music A estreia desta semana leva-nos aos subúrbios de Paris. É lá que vamos acompanhar a história de um adolescente que vive com a mãe. «Ou morro ou fico melhor» é um de Laurence Ferreira Barbosa e funciona como um retrato da adolescência com todos os seus caminhos desviantes. Martial é um rapaz de 16 anos, que depois da separação dos pais se vê obrigado a mudar de cidade, passando a viver com a mãe num pequeno apartamento dos subúrbios. Mas o fascínio por estas duas irmãs, que aparecem quase sempre mudas, vai conduzi-lo a um mundo estranho. As gémeas são sedutoras e misteriosas e vão incluí-lo no seu jogo preferido: entrar em apartamentos burgueses, na ausência dos donos. «Ou morro ou fico melhor», é a quinta-longa metragem de Ferreira Barbosa e vem confirmar o talento desta realizadora cujo apelido herdou do avô paterno que era português. Na produção deste filme está Paulo Branco.A vida real, a adolescência, o divórcio, os subúrbios, a escola, tudo cabe neste drama perturbador. Pelo cineclube de Joane não perca esta semana as sessão ao ar livre do Cinema Paraíso. Bom cinema! no 2009-07-15 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-15 - CINE RUM.mp3 2009-07-16 11:48:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-15 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-15 - CINE RUM.mp3 Estreia esta semana mais um filme de época, desta vez dedicado a uma das mais conhecidas monarcas de Inglaterra. Produzido por Martin Scorcese, ”A Jovem Vitória” é o retrato romântico dos primeiros anos de reinado. Logo, a visão da rainha sempre vestida de preto, com ar austero, dá lugar a uma jovem mulher que se torna rainha aos 18 anos e se apaixona pelo príncipe Albert. Realizado por Jean-Marc Vallée e protagonizado pela talentosa Emily Blunt, que exigiu o papel, este é um épico discreto sobre a história de uma mulher que tornou Inglaterra na maior potência do mundo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Estreia esta semana mais um filme de época, desta vez dedicado a uma das mais conhecidas monarcas de Inglaterra. Produzido por Martin Scorcese, ”A Jovem Vitória” é o retrato romântico dos primeiros anos de reinado. Logo, a visão da rainha sempre vestida de preto, com ar austero, dá lugar a uma jovem mulher que se torna rainha aos 18 anos e se apaixona pelo príncipe Albert. Realizado por Jean-Marc Vallée e protagonizado pela talentosa Emily Blunt, que exigiu o papel, este é um épico discreto sobre a história de uma mulher que tornou Inglaterra na maior potência do mundo. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-07-08 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-08 - CINE RUM.mp3 2009-07-08 17:07:37 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-08 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-08 - CINE RUM.mp3 Irreverente, provocante, bombástico, controverso. Estreia esta quinta-feira “Brüno” - Uma deliciosa viagem através da América com o propósito de fazer com que os machos heterossexuais se sintam desconfortáveis na presença de um gay estrangeiro, vestindo uma camisola justa. No principal papel está o inconfundível Sacha Baron Cohen. Bruno é um repórter de moda. É gay e decide invadir os Estados Unidos, para concretizar um sonho: ser o austríaco mais famoso depois de Hitler. Daí podermos dizer que este filme, realizado por Dan Mazer, não difere muito do anterior. Como seria de esperar Bruno envolve-se nas situações menos aconselháveis, como tentar seduzir o congressista Ron Paul, dizer a um evangelista que cura gays ou pavonear-se numa área de Jerusalém ultra ortodoxa, exibindo uns calções inspirados numa facção extremista. Apesar de algumas dúvidas, Sacha Baron Cohen continua a apanhar os americanos com a sua ingenuidade charmosa e o seu sentido do humor acutilante. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Irreverente, provocante, bombástico, controverso. Estreia esta quinta-feira “Brüno” - Uma deliciosa viagem através da América com o propósito de fazer com que os machos heterossexuais se sintam desconfortáveis na presença de um gay estrangeiro, vestindo uma camisola justa. No principal papel está o inconfundível Sacha Baron Cohen. Bruno é um repórter de moda. É gay e decide invadir os Estados Unidos, para concretizar um sonho: ser o austríaco mais famoso depois de Hitler. Daí podermos dizer que este filme, realizado por Dan Mazer, não difere muito do anterior. Como seria de esperar Bruno envolve-se nas situações menos aconselháveis, como tentar seduzir o congressista Ron Paul, dizer a um evangelista que cura gays ou pavonear-se numa área de Jerusalém ultra ortodoxa, exibindo uns calções inspirados numa facção extremista. Apesar de algumas dúvidas, Sacha Baron Cohen continua a apanhar os americanos com a sua ingenuidade charmosa e o seu sentido do humor acutilante. Não perca as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-07-01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-01 - CINE RUM.mp3 2009-07-02 10:50:29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-01 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-07-01 - CINE RUM.mp3 Esta semana destacamos um road movie no sentido inverso.Chama-se «Home», em português Lar Doce Lar e conta a história de uma família que vive junto a uma auto-estrada abandonada, numa espécie de paraíso perdido. Só que um dia a auto-estrada volta abrir ao trânsito. Num primeiro momento a estrada é motivo de excitação para o pai, um mundo novo a ser explorado para o filho mais novo, uma forma de sair dali para a filha mais velha, uma fonte de paranóia para a filha do meio, e um medo constante para a mãe que se recusa a abandonar a casa. A pouco e pouco a auto-estrada vai roubar-lhes aquele pedaço de céu e na auto-estrada serão projectados os sonhos e inseguranças de cada personagem. A realizadora suiça, Úrsula Meier, que se estreia com esta longa-metragem, sugere-nos uma viagem interior, funcionando como uma visão crítica e sarcástica à sociedade de hoje. Music Esta semana destacamos um road movie no sentido inverso.Chama-se «Home», em português Lar Doce Lar e conta a história de uma família que vive junto a uma auto-estrada abandonada, numa espécie de paraíso perdido. Só que um dia a auto-estrada volta abrir ao trânsito. Num primeiro momento a estrada é motivo de excitação para o pai, um mundo novo a ser explorado para o filho mais novo, uma forma de sair dali para a filha mais velha, uma fonte de paranóia para a filha do meio, e um medo constante para a mãe que se recusa a abandonar a casa. A pouco e pouco a auto-estrada vai roubar-lhes aquele pedaço de céu e na auto-estrada serão projectados os sonhos e inseguranças de cada personagem. A realizadora suiça, Úrsula Meier, que se estreia com esta longa-metragem, sugere-nos uma viagem interior, funcionando como uma visão crítica e sarcástica à sociedade de hoje. no 2009-06-24 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-24 - CINE RUM.mp3 2009-07-02 10:48:48 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-24 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-24 - CINE RUM.mp3 Esta semana no grande ecrã, a história de uma mulher que, apesar de todas as dificuldades, se converteu num símbolo intemporal de êxito, liberdade e estilo. «Coco Avant Chanel» é adaptação livre da obra "A Era Chanel", do escritor Edmonde Charles-Roux. Um romance biográfico editado há mais de 30 anos, que conta a história de Gabrielle, mas que todos conhecemos como Coco Chanel. O biopic assinado pela realizadora Anne Fontaine, retrata a juventude de uma das mulheres mais interessantes e influentes do século XX. Audrey Tautou, a eterna Amélie Poulain, é quem dá corpo a Gabrielle "Coco" Chanel, uma jovem mulher com um trajecto singular. Numa época dominado pelos homens, esta mulher obstinada, algo fria, e sempre presa ao seu cigarro, conseguiu fazer frente a uma sociedade conformista e opressiva. Não perca as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães Bom cinema! Music Esta semana no grande ecrã, a história de uma mulher que, apesar de todas as dificuldades, se converteu num símbolo intemporal de êxito, liberdade e estilo. «Coco Avant Chanel» é adaptação livre da obra "A Era Chanel", do escritor Edmonde Charles-Roux. Um romance biográfico editado há mais de 30 anos, que conta a história de Gabrielle, mas que todos conhecemos como Coco Chanel. O biopic assinado pela realizadora Anne Fontaine, retrata a juventude de uma das mulheres mais interessantes e influentes do século XX. Audrey Tautou, a eterna Amélie Poulain, é quem dá corpo a Gabrielle "Coco" Chanel, uma jovem mulher com um trajecto singular. Numa época dominado pelos homens, esta mulher obstinada, algo fria, e sempre presa ao seu cigarro, conseguiu fazer frente a uma sociedade conformista e opressiva. Não perca as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães Bom cinema! no 2009-06-17 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-17 - CINE RUM.mp3 2009-06-19 12:45:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-17 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-17 - CINE RUM.mp3 Do realizador do “Último Rei da Escócia”, Kevin Macdonald, estreia esta semana “Ligações Perigosas”. Uma adaptação de uma mini-série da BBC, transportada agora para os Estados Unidos e que não passa de mais uma produção hollywoodesca. À volta de intrigas e jogos de poder em Washington, um jornalista da velha guarda, interpretado por Russel Crowe, junta-se a uma jovem blogger (Rachel McAdams) para desmascarar uma conspiração política em torno de um esquema na área da defesa. o Cineclube de Guimarães, vai exibir alguns dos filmes premiados do Festival Black and White deste ano. Uma mostra assinada pela Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e única no mundo pela produção artística a preto e branco que promove. Em destaque vai estar a curta que venceu o prémio principal desta sexta edição «Corrente» de Rodrigo Areias. Não perca ainda a sugestão do Cineclube de Joane. Bom cinema! Music Do realizador do “Último Rei da Escócia”, Kevin Macdonald, estreia esta semana “Ligações Perigosas”. Uma adaptação de uma mini-série da BBC, transportada agora para os Estados Unidos e que não passa de mais uma produção hollywoodesca. À volta de intrigas e jogos de poder em Washington, um jornalista da velha guarda, interpretado por Russel Crowe, junta-se a uma jovem blogger (Rachel McAdams) para desmascarar uma conspiração política em torno de um esquema na área da defesa. o Cineclube de Guimarães, vai exibir alguns dos filmes premiados do Festival Black and White deste ano. Uma mostra assinada pela Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e única no mundo pela produção artística a preto e branco que promove. Em destaque vai estar a curta que venceu o prémio principal desta sexta edição «Corrente» de Rodrigo Areias. Não perca ainda a sugestão do Cineclube de Joane. Bom cinema! no 2009-06-10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-10 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:17:49 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-10 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-10 - CINE RUM.mp3 Do argumentista de E a Tua Mãe Também, Carlos Cuarón, estreia esta semana uma divertida comédia sobre os meandros do futebol e da fama. Rudo y Cursi junta de novo no grande ecrã Gael García Bernal e Diego Luna. Eles são Tato e Beto, dois irmãos que trabalham numa plantação de bananas, no México. De um dia para o outro, são catapultados para o mundo da alta competição. Este é um filme que ultrapassa o universo do futebol, que bem podia acontecer em Portugal e que é marcado pelo realismo do cinema mexicano. Uma história emotiva sobre dois irmãos que vão ter de pagar o preço da fama. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Do argumentista de E a Tua Mãe Também, Carlos Cuarón, estreia esta semana uma divertida comédia sobre os meandros do futebol e da fama. Rudo y Cursi junta de novo no grande ecrã Gael García Bernal e Diego Luna. Eles são Tato e Beto, dois irmãos que trabalham numa plantação de bananas, no México. De um dia para o outro, são catapultados para o mundo da alta competição. Este é um filme que ultrapassa o universo do futebol, que bem podia acontecer em Portugal e que é marcado pelo realismo do cinema mexicano. Uma história emotiva sobre dois irmãos que vão ter de pagar o preço da fama. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-06-03 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-03 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:17:09 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-03 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-06-03 - CINE RUM.mp3 Assinado pelo fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, «Home», transporta uma mensagem universal e cada vez mais urgente: é preciso proteger o ambiente. O filme conta com cerca de 120 imagens, todas aéreas, de mais de 50 países, recolhidas em mais de 200 dias, durante 18 meses. Do Kénia, à Mauritânia, passando pelo Brasil ao Árctico, esta é um verdadeira volta ao mundo, feita com imagens inéditas e poderosas. A beleza do planeta em contraste com a destruição. O filme é suportado apenas por imagens, música e voz, mas a mensagem não é política, é antes uma espécie de hino em defesa do ambiente.Bom cinema. Music Assinado pelo fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, «Home», transporta uma mensagem universal e cada vez mais urgente: é preciso proteger o ambiente. O filme conta com cerca de 120 imagens, todas aéreas, de mais de 50 países, recolhidas em mais de 200 dias, durante 18 meses. Do Kénia, à Mauritânia, passando pelo Brasil ao Árctico, esta é um verdadeira volta ao mundo, feita com imagens inéditas e poderosas. A beleza do planeta em contraste com a destruição. O filme é suportado apenas por imagens, música e voz, mas a mensagem não é política, é antes uma espécie de hino em defesa do ambiente.Bom cinema. no 2009-05-27 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-27 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:16:33 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-27 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-27 - CINE RUM.mp3 Os filmes de vampiros não são todos iguais. A provar isso mesmo, estreia esta semana «Deixa-me entrar». Uma história cativante que nos chega das terras gélidas da Suécia e, que mistura terror e romance. Esta é a história de Oskar,um rapaz de 12 anos que sofre de maus tratos pelos colegas da escola. Nunca ousou enfrentá-los, mas sonha em vingança No entanto, quando uma miúda da sua idade se muda para a casa ao lado, Oskar vai apaixonar-se. O aparecimento desta rapariga coincide com uma série de mortes e desaparecimentos misteriosos. É então que Oskar descobre que Eli é vampira, mas a amizade que sente por ela é mais forte que o medo. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Os filmes de vampiros não são todos iguais. A provar isso mesmo, estreia esta semana «Deixa-me entrar». Uma história cativante que nos chega das terras gélidas da Suécia e, que mistura terror e romance. Esta é a história de Oskar,um rapaz de 12 anos que sofre de maus tratos pelos colegas da escola. Nunca ousou enfrentá-los, mas sonha em vingança No entanto, quando uma miúda da sua idade se muda para a casa ao lado, Oskar vai apaixonar-se. O aparecimento desta rapariga coincide com uma série de mortes e desaparecimentos misteriosos. É então que Oskar descobre que Eli é vampira, mas a amizade que sente por ela é mais forte que o medo. Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-05-20 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-20 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:15:50 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-20 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-20 - CINE RUM.mp3 Do mesmo realizador de Reis e Rainha estreia esta semana «Um conto de Natal». Uma história que junta à mesa uma família tipicamente francesa com os seus mistérios e tensões. A matriarca, interpretada por Catherine Deneuve, que por este papel recebeu o Prêmio Especial do júri no Festival de Cannes do ano passado, sofre de um tipo raro de cancro. Para viver depende de um transplante.Mas as hipóteteses não são nada animadoras. Arnaud Desplechin mostra-nos a vida tal como ela é. Não perca ainda a conversa com João Salaviza, um dos portugueses que compete na Secção Oficial do Festival de Cannes, com a curta-metragem «Arena». A história de Mauro, um rapaz dos subúrbios de Lisboa que vive em prisão domiciliária. Há ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Do mesmo realizador de Reis e Rainha estreia esta semana «Um conto de Natal». Uma história que junta à mesa uma família tipicamente francesa com os seus mistérios e tensões. A matriarca, interpretada por Catherine Deneuve, que por este papel recebeu o Prêmio Especial do júri no Festival de Cannes do ano passado, sofre de um tipo raro de cancro. Para viver depende de um transplante.Mas as hipóteteses não são nada animadoras. Arnaud Desplechin mostra-nos a vida tal como ela é. Não perca ainda a conversa com João Salaviza, um dos portugueses que compete na Secção Oficial do Festival de Cannes, com a curta-metragem «Arena». A história de Mauro, um rapaz dos subúrbios de Lisboa que vive em prisão domiciliária. Há ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-05-13 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-13 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:15:01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-13 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-13 - CINE RUM.mp3 Não há vitória na vingança e na violência. É este ponto de partida da estreia desta semana. «Shotgun Stories- Histórias de Caçadeira» é um filme de baixo orçamento, realizado pelo estreante Jeff Nichols. A história do conflito entre dois grupos de meio-irmãos, que vivem no sudoeste do Arkansas. O filme que passou pelos Festivais de Berlim e Tribeca e arrecadou prémios nos Festivais Seatle, Newport e Austin, é uma história carregada de simplicidade, sobre pessoas normais que lidam com a dor e o desgosto. O Cineclube de Joane exibe uma extensão do Indie Lisboa 2009 e o Cineclube de Guimarães escolheu o novo filme de Woody Allen. Netsa edição olhamos ainda a 62.ª edição do Festival de Cannes, que decorre de 13 a 24 de Maio, e no qual competem autores como Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Fracis Ford Coppola, entre outros autores de renome.Bom cinema. Music Não há vitória na vingança e na violência. É este ponto de partida da estreia desta semana. «Shotgun Stories- Histórias de Caçadeira» é um filme de baixo orçamento, realizado pelo estreante Jeff Nichols. A história do conflito entre dois grupos de meio-irmãos, que vivem no sudoeste do Arkansas. O filme que passou pelos Festivais de Berlim e Tribeca e arrecadou prémios nos Festivais Seatle, Newport e Austin, é uma história carregada de simplicidade, sobre pessoas normais que lidam com a dor e o desgosto. O Cineclube de Joane exibe uma extensão do Indie Lisboa 2009 e o Cineclube de Guimarães escolheu o novo filme de Woody Allen. Netsa edição olhamos ainda a 62.ª edição do Festival de Cannes, que decorre de 13 a 24 de Maio, e no qual competem autores como Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Fracis Ford Coppola, entre outros autores de renome.Bom cinema. no 2009-05-06 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-06 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:14:21 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-06 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-05-06 - CINE RUM.mp3 Esta semana entramos numa dimensão intergaláctica, a bordo da nave mas sofisticada do mundo e rumo ao futuro. A história que fascina milhões de pessoas desde os anos 60 está de volta. «Star Trek» de J.J Abrams é a estreia desta semana. Depois de seis séries televisivas, dez filmes, centenas de livros e até um parque temático em Las Vegas, o universo Star Trek parece ter ganho um novo fôlego. A mítica tripulação de Star Trek, na qual se inclui o famoso Mr. Spok de orelhas pontiagudas, surge agora mais jovem, numa viagem na futurista nave espacial Entreprise. Apanhando boleia do cinema de ficção científica decorre até dia 10, na Casa das Artes de Famalicão, "On the Trek" - A 1ª. Mostra Internacional de Cinema de Ficção Científica. Para além de filmes históricos, do programa fazem ainda parte workshops e uma homenagem a um grande vulto da literatura J.G Ballard, escritor de Império do Sol ou Crash. Olhamos ainda uma outra mostra de cinema. Encontros de Viana decorrem até dia 10 de Maio. Bom cinema! Music Esta semana entramos numa dimensão intergaláctica, a bordo da nave mas sofisticada do mundo e rumo ao futuro. A história que fascina milhões de pessoas desde os anos 60 está de volta. «Star Trek» de J.J Abrams é a estreia desta semana. Depois de seis séries televisivas, dez filmes, centenas de livros e até um parque temático em Las Vegas, o universo Star Trek parece ter ganho um novo fôlego. A mítica tripulação de Star Trek, na qual se inclui o famoso Mr. Spok de orelhas pontiagudas, surge agora mais jovem, numa viagem na futurista nave espacial Entreprise. Apanhando boleia do cinema de ficção científica decorre até dia 10, na Casa das Artes de Famalicão, "On the Trek" - A 1ª. Mostra Internacional de Cinema de Ficção Científica. Para além de filmes históricos, do programa fazem ainda parte workshops e uma homenagem a um grande vulto da literatura J.G Ballard, escritor de Império do Sol ou Crash. Olhamos ainda uma outra mostra de cinema. Encontros de Viana decorrem até dia 10 de Maio. Bom cinema! no 2009-04-29 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-29 - CINE RUM.mp3 2009-06-15 12:13:21 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-29 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-29 - CINE RUM.mp3 Aos 100 anos Manoel de Oliveira não se cansa de procurar novas aventuras dentro do cinema. A última é inspirada num conto de Eça de Queirós e dá-se pelo nome de “Singularidades de uma Rapariga loira”. É a história de Macário, um jovem contabilista que se perdeu de amores por uma rapariga loira. Mal a conhece quer logo casar com ela, mesmo contra a vontade do tio, que o expulsa de casa. Catarina Wallenstein é quem dá corpo a esta bela mulher, que esconde singularidades. Para ver ainda no Cineclube de Joane «Hunger», de Steve McQueen. Bom cinema! Music Aos 100 anos Manoel de Oliveira não se cansa de procurar novas aventuras dentro do cinema. A última é inspirada num conto de Eça de Queirós e dá-se pelo nome de “Singularidades de uma Rapariga loira”. É a história de Macário, um jovem contabilista que se perdeu de amores por uma rapariga loira. Mal a conhece quer logo casar com ela, mesmo contra a vontade do tio, que o expulsa de casa. Catarina Wallenstein é quem dá corpo a esta bela mulher, que esconde singularidades. Para ver ainda no Cineclube de Joane «Hunger», de Steve McQueen. Bom cinema! no 2009-04-22 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-22 - CINE RUM.mp3 2009-04-22 13:53:06 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-22 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-22 - CINE RUM.mp3 Violento, obsessivo e proibido. É assim “Um Amor de Perdição”. O famoso romance de Camilo castelo Barroso está de volta ao grande ecrã mais destruidor que nunca. Mário Branco, é quem comanda esta adaptação livre, com um toque de modernidade. Uma espécie de Romeu e Julieta, mas sem a Julieta, com diz o realizador. É a história de Simão Botelho e a sua paixão por Teresa Albuquerque. Ambos filhos de famílias rivais. Mas mais do que um amor proibido entre dois adolescentes, esta é uma história sobre violência e rivalidades. Nesta edição falamos ainda com Nuno Sena, da organização do Indie Lisboa 2009 que arranca esta semana e espreitamos as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Violento, obsessivo e proibido. É assim “Um Amor de Perdição”. O famoso romance de Camilo castelo Barroso está de volta ao grande ecrã mais destruidor que nunca. Mário Branco, é quem comanda esta adaptação livre, com um toque de modernidade. Uma espécie de Romeu e Julieta, mas sem a Julieta, com diz o realizador. É a história de Simão Botelho e a sua paixão por Teresa Albuquerque. Ambos filhos de famílias rivais. Mas mais do que um amor proibido entre dois adolescentes, esta é uma história sobre violência e rivalidades. Nesta edição falamos ainda com Nuno Sena, da organização do Indie Lisboa 2009 que arranca esta semana e espreitamos as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-04-15 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-15 - CINE RUM.mp3 2009-04-15 13:07:05 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-15 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-15 - CINE RUM.mp3 Foi um dos filmes com assinatura brasileira a passar no Festival de Cannes do ano passado, onde arrecadou o prémio para melhor actriz e ainda o vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Chama-se «Linha de Passe» e conta a história de uma família simples da periferia de São Paulo, no Brasil. Quatro irmãos, que vivem com a mãe, e que partilham o facto de terem sido abandonados pelo pai. Os rapazes tentam levar a vida longe do mundo do crime. No entanto, o tema central do filme é a grande paixão dos brasileiros: o futebol! Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom Cinema! Music Foi um dos filmes com assinatura brasileira a passar no Festival de Cannes do ano passado, onde arrecadou o prémio para melhor actriz e ainda o vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Chama-se «Linha de Passe» e conta a história de uma família simples da periferia de São Paulo, no Brasil. Quatro irmãos, que vivem com a mãe, e que partilham o facto de terem sido abandonados pelo pai. Os rapazes tentam levar a vida longe do mundo do crime. No entanto, o tema central do filme é a grande paixão dos brasileiros: o futebol! Não perca ainda as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom Cinema! no 2009-04-08 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-08 - CINE RUM.mp3 2009-04-13 16:48:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-08 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-08 - CINE RUM.mp3 Esta semana, somos convidados a entrar no mundo do cabaret pelas mãos de Abel Ferrara. “Go Go Tales – Histórias de Cabaret" é um olhar sobre os bastidores de um clube de striptease em decadência, que conta com William Dafoe e Asia Argento nos principais papéis. Um filme que se divide entre a comédia e o drama e que vive de personagens-tipo que não chegamos a conhecer totalmente. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Esta semana, somos convidados a entrar no mundo do cabaret pelas mãos de Abel Ferrara. “Go Go Tales – Histórias de Cabaret" é um olhar sobre os bastidores de um clube de striptease em decadência, que conta com William Dafoe e Asia Argento nos principais papéis. Um filme que se divide entre a comédia e o drama e que vive de personagens-tipo que não chegamos a conhecer totalmente. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-04-01 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-01 - CINE RUM.mp3 2009-04-13 16:44:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-01 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-04-01 - CINE RUM.mp3 Do auge da revolução cubana, saltamos esta semana para a segunda parte do filme que Steven Soderbergh ousou dedicar a Che Guevara. A Guerrilha retrata os 341 dias passados na selva Boliviana e que acabam na morte do herói revolucionário. É um filme sobre a morte de um ícone, mas sobretudo sobre a crise do guerrilheiro, do homem, da ideologia e da revolução. Che - A Guerrilha é um retrato isento e inteligente desse imenso mito que dá pelo nome de Che Guevara. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Do auge da revolução cubana, saltamos esta semana para a segunda parte do filme que Steven Soderbergh ousou dedicar a Che Guevara. A Guerrilha retrata os 341 dias passados na selva Boliviana e que acabam na morte do herói revolucionário. É um filme sobre a morte de um ícone, mas sobretudo sobre a crise do guerrilheiro, do homem, da ideologia e da revolução. Che - A Guerrilha é um retrato isento e inteligente desse imenso mito que dá pelo nome de Che Guevara. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-03-25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-25 - CINE RUM.mp3 2009-03-25 13:21:30 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-25 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-25 - CINE RUM.mp3 Estreia esta semana um indie peculiar sobre história de um viciado em sexo. Choke-Asfixia é uma comédia dramática polvilhada de sarcasmo, que funciona como um ensaio sobre as dependências, e é assinada por Clark Gregg. Baseado no romance de Chuck Palahniuk, o mesmo autor de Clube de Combate, esta é a história de Victor Mancini um viciado em sexo que ganha os dias a trabalhar como figurante numa cidade de reconstituição histórica. À noite, e para pagar o hospital psiquiátrico onde a mãe está internada, tem por hábito ir a restaurantes de luxo e engasgar-se com comida até ao ponto de asfixia, deixando-se salvar por clientes ricos, de quem fica amigo e consegue sacar dinheiro. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães para esta semana. Bom cinema! Music Estreia esta semana um indie peculiar sobre história de um viciado em sexo. Choke-Asfixia é uma comédia dramática polvilhada de sarcasmo, que funciona como um ensaio sobre as dependências, e é assinada por Clark Gregg. Baseado no romance de Chuck Palahniuk, o mesmo autor de Clube de Combate, esta é a história de Victor Mancini um viciado em sexo que ganha os dias a trabalhar como figurante numa cidade de reconstituição histórica. À noite, e para pagar o hospital psiquiátrico onde a mãe está internada, tem por hábito ir a restaurantes de luxo e engasgar-se com comida até ao ponto de asfixia, deixando-se salvar por clientes ricos, de quem fica amigo e consegue sacar dinheiro. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães para esta semana. Bom cinema! no 2009-03-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-18 - CINE RUM.mp3 2009-03-20 17:12:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-18 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-18 - CINE RUM.mp3 A revolução chega esta semana às salas de cinema portuguesas. Desta vez pela mão de Steven Soderbergh. Che – O Argentino é a talvez o retrato mais completo do carismático guerrilheiro da Revolução Cubana – Ernesto Guevara! O filme retrata os primeiros anos da revolução Cubana, pontuados por acontecimentos importantes. Que vão desde a chegada dos rebeldes a Cuba por mar em 1956, aos três anos de combate na Sierra Maestra, até a vitória em Santa Clara, em 1959. Che foi interpretado por Benicio Del Toro, que venceu com este papel o prémio de mlehor actor no Festival de Cannes de 2008. Uma visão romântica e quase documental do mito revolucionário. Não perca ainda a sugestão do Cineclube de Guimarães. Bom cinema! Music A revolução chega esta semana às salas de cinema portuguesas. Desta vez pela mão de Steven Soderbergh. Che – O Argentino é a talvez o retrato mais completo do carismático guerrilheiro da Revolução Cubana – Ernesto Guevara! O filme retrata os primeiros anos da revolução Cubana, pontuados por acontecimentos importantes. Que vão desde a chegada dos rebeldes a Cuba por mar em 1956, aos três anos de combate na Sierra Maestra, até a vitória em Santa Clara, em 1959. Che foi interpretado por Benicio Del Toro, que venceu com este papel o prémio de mlehor actor no Festival de Cannes de 2008. Uma visão romântica e quase documental do mito revolucionário. Não perca ainda a sugestão do Cineclube de Guimarães. Bom cinema! no 2009-03-11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-11 - CINE RUM.mp3 2009-03-11 13:42:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-11 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-11 - CINE RUM.mp3 Os fantasmas do Holocausto têm-se tornado num tema recorrente no cinema. Desta vez foi Paul Schrader, o argumentista de Táxi Driver e Touro Enraivecido, a construir um drama poderoso sobre um sobrevivente do holocausto que vive assombrado por essas memórias. Chama-se Adam Resurrected e conta a história de Adam Stein, um homem que foi cão, que encontrou um cão, que tinha sido um rapaz. Um drama complexo e enigmático que fechou a edição deste ano do Fantasporto. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães! Bom cinema! Music Os fantasmas do Holocausto têm-se tornado num tema recorrente no cinema. Desta vez foi Paul Schrader, o argumentista de Táxi Driver e Touro Enraivecido, a construir um drama poderoso sobre um sobrevivente do holocausto que vive assombrado por essas memórias. Chama-se Adam Resurrected e conta a história de Adam Stein, um homem que foi cão, que encontrou um cão, que tinha sido um rapaz. Um drama complexo e enigmático que fechou a edição deste ano do Fantasporto. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães! Bom cinema! no 2009-03-04 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-04 - CINE RUM.mp3 2009-03-11 13:47:23 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-04 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-03-04 - CINE RUM.mp3 Vencedor do Prémio do Júri no Fantasporto deste ano, estreia esta semana «Palermo Shooting». Um filme sobre a vida e a morte marca o regresso de Wim Wenders, que passou recentemente por Portugal. É a história de um um fotógrafo enquanto metáfora de uma vida. Construído através de imagens e sons, Palermo Shooting é também uma espécie de homenagem a dois realizadores importantes na vida deste realizador alemão. Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, que faleceram no mesmo dia, a 30 de Julho de 2007. Pela Casa das Artes de Famalicão a semana é inteiramente dedicada aos presidentes dos Estados Unidos. O Cineclube de Joane exibe assim o Ciclo Presidentes, Guerras e Conspirações. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Guimarães. Music Vencedor do Prémio do Júri no Fantasporto deste ano, estreia esta semana «Palermo Shooting». Um filme sobre a vida e a morte marca o regresso de Wim Wenders, que passou recentemente por Portugal. É a história de um um fotógrafo enquanto metáfora de uma vida. Construído através de imagens e sons, Palermo Shooting é também uma espécie de homenagem a dois realizadores importantes na vida deste realizador alemão. Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, que faleceram no mesmo dia, a 30 de Julho de 2007. Pela Casa das Artes de Famalicão a semana é inteiramente dedicada aos presidentes dos Estados Unidos. O Cineclube de Joane exibe assim o Ciclo Presidentes, Guerras e Conspirações. Espreite ainda as sugestões do Cineclube de Guimarães. no 2009-02-25 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-25-CINE RUM.mp3 2009-02-25 14:02:52 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-25-CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-25-CINE RUM.mp3 Falhou por muito pouco o óscar de melhor actor. Mickey Rourke renasceu das cinzas e regressa quinze anos depois num papel à sua medida em quase todos os sentidos. Chama-se The Wrestler o novo trabalho de Darren Aranofsky, que conta a história de uma estrela do Wrestling em decadência. Em registo quase autobiográfico.esta é também a história de Mickey Rourke. Espreite ainda a sugestão do Cineclube de Joane para esta semana. Bom cinema! Music Falhou por muito pouco o óscar de melhor actor. Mickey Rourke renasceu das cinzas e regressa quinze anos depois num papel à sua medida em quase todos os sentidos. Chama-se The Wrestler o novo trabalho de Darren Aranofsky, que conta a história de uma estrela do Wrestling em decadência. Em registo quase autobiográfico.esta é também a história de Mickey Rourke. Espreite ainda a sugestão do Cineclube de Joane para esta semana. Bom cinema! no 2009-02-18 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-18-CINERUM.mp3 2009-02-19 12:32:27 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-18-CINERUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-18-CINERUM.mp3 Esta semana há para ver no grande ecrã duas figuras no mínimo caóticas. Por detrás da câmara está Emir Kusturika, à frente Diego Maradona. Das viagens entre Belgrado e Buenos Aires, passando pelo drama da cocaína, ao tango e à paixão pelos palcos, Maradona bem que podia ser uma dos personagens Kusturikiana. Maradona by Kustutrika é documentário nada convencional sobre aquele que muitos chamam de Deus do Futebol Mundial. Em contagem decrescente para a cerimónia dos òscares falamos nesta edição com o director da revista Red Carpet, Marco A. Paulo. Não perca ainda as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Esta semana há para ver no grande ecrã duas figuras no mínimo caóticas. Por detrás da câmara está Emir Kusturika, à frente Diego Maradona. Das viagens entre Belgrado e Buenos Aires, passando pelo drama da cocaína, ao tango e à paixão pelos palcos, Maradona bem que podia ser uma dos personagens Kusturikiana. Maradona by Kustutrika é documentário nada convencional sobre aquele que muitos chamam de Deus do Futebol Mundial. Em contagem decrescente para a cerimónia dos òscares falamos nesta edição com o director da revista Red Carpet, Marco A. Paulo. Não perca ainda as sugestões dos cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-02-11 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-11-CINERUM.mp3 2009-02-12 18:15:51 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-11-CINERUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-11-CINERUM.mp3 Não é a história sobre a geração pós- holocausto nem tão pouco a relação entre um adolescente de 15 anos e uma mulher de 36. The Reader – O Leitor – é antes de mais a história de um amor que resistiu ao tempo. Um drama assinado por Stephen Daldry e baseado no romance de Bernhard Sclink, The Reader venceu um globo de ouro para melhor actriz secundária eum Bafta para melhor actriz para Kate Winslet, estando ainda nomeado para cinco óscares, incluindo o de melhor filme, realização e actriz principal. Um drama intenso que nos faz olhar de uma forma diferente para um assuntos tão complexos como as responsabilidades sobre o Holocausto. Espreite ainda as sugestõe do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Não é a história sobre a geração pós- holocausto nem tão pouco a relação entre um adolescente de 15 anos e uma mulher de 36. The Reader – O Leitor – é antes de mais a história de um amor que resistiu ao tempo. Um drama assinado por Stephen Daldry e baseado no romance de Bernhard Sclink, The Reader venceu um globo de ouro para melhor actriz secundária eum Bafta para melhor actriz para Kate Winslet, estando ainda nomeado para cinco óscares, incluindo o de melhor filme, realização e actriz principal. Um drama intenso que nos faz olhar de uma forma diferente para um assuntos tão complexos como as responsabilidades sobre o Holocausto. Espreite ainda as sugestõe do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-02-04 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-04-CINERUM.mp3 2009-02-04 19:32:12 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-04-CINERUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-02-04-CINERUM.mp3 Nascido num bairro de lata da cidade de Mumbai, Jamal Malik de 18 anos, orfão que ganha a vida a servir chá num call center, está apenas a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rupias no concurso local do «Quem quer ser milionário». A história de um herói improvável que consegue, sem razão aparente, responder acertadamente a todas as questões. Um conto de fadas contemporâneo que tem como pano de fundo um país caótico e ao mesmo tempo, vibrante – a Índia. Slumdog Millionaire - «Quem quer ser milionário» marca o regresso de Dan Boyle, que depois de Trainspoting, consegue agora surpreender o público com um filme que é considerado como uma lufada de ar fresco para o cinema internacional. Veja ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Nascido num bairro de lata da cidade de Mumbai, Jamal Malik de 18 anos, orfão que ganha a vida a servir chá num call center, está apenas a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rupias no concurso local do «Quem quer ser milionário». A história de um herói improvável que consegue, sem razão aparente, responder acertadamente a todas as questões. Um conto de fadas contemporâneo que tem como pano de fundo um país caótico e ao mesmo tempo, vibrante – a Índia. Slumdog Millionaire - «Quem quer ser milionário» marca o regresso de Dan Boyle, que depois de Trainspoting, consegue agora surpreender o público com um filme que é considerado como uma lufada de ar fresco para o cinema internacional. Veja ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-01-28 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-28 - CINE RUM.mp3 2009-01-30 15:18:48 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-28 - CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-28 - CINE RUM.mp3 Quase 30 anos depois de ter sido assassinado, chega finalmente ao cinema a história de Harvey Milk. O primeiro político na história dos EUA a assumir a sua homossexualidade e que ficaria conhecido pela sua causa: o «direito à diferença». Milk, o biopic sobre este activista gay dos finais dos anos 70 é asinado por Gus Van Sant que assim regressa ao mainstream, mas que apesar disso, ainda consegue fugir ao convencional. Sean Penn dá corpo a este activista gay e arrisca-se a vencer o óscar de melhor actor. Olhamos ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães para esta semana e os vencedores da edição deste ano do Festival de Sundance. Bom cinema! Music Quase 30 anos depois de ter sido assassinado, chega finalmente ao cinema a história de Harvey Milk. O primeiro político na história dos EUA a assumir a sua homossexualidade e que ficaria conhecido pela sua causa: o «direito à diferença». Milk, o biopic sobre este activista gay dos finais dos anos 70 é asinado por Gus Van Sant que assim regressa ao mainstream, mas que apesar disso, ainda consegue fugir ao convencional. Sean Penn dá corpo a este activista gay e arrisca-se a vencer o óscar de melhor actor. Olhamos ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães para esta semana e os vencedores da edição deste ano do Festival de Sundance. Bom cinema! no 2009-01-21 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-20-CINE RUM.mp3 2009-01-22 17:53:00 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-20-CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-20-CINE RUM.mp3 O novo filme de Woody Allen chega esta semana a Portugal, «Vicky Cristina Barcelona» assim se chama a nova aventura do realizador de Nova Iorque que decidiu desta vez juntar num ménage à trois: Scarlet Johanson, Javier Bardem e Penélope Cruz.A história de duas amigas que se envolvem nas mais rambulescas aventuras amorosas. O filme que ganhou o Globo de Ouro para melhor comédia, está no entanto longe de ser um clássico na filmografia de Allen que tem vindo a desiludir desde Match Point. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music O novo filme de Woody Allen chega esta semana a Portugal, «Vicky Cristina Barcelona» assim se chama a nova aventura do realizador de Nova Iorque que decidiu desta vez juntar num ménage à trois: Scarlet Johanson, Javier Bardem e Penélope Cruz.A história de duas amigas que se envolvem nas mais rambulescas aventuras amorosas. O filme que ganhou o Globo de Ouro para melhor comédia, está no entanto longe de ser um clássico na filmografia de Allen que tem vindo a desiludir desde Match Point. Não perca ainda as sugestões do Cineclube de Joane e Guimarães. Bom cinema! no 2009-01-14 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-14-CINE RUM.mp3 2009-01-16 14:01:10 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-14-CINE RUM.mp3 http://podcast.rum.pt/uploads/CineRUM/2009-01-14-CINE RUM.mp3 Estreia esta semana o novo filme de David Lincher, apontado já como um dos favoritos ao Óscar. «O estranho Caso de Benjamim Button» é a história de um homem cujo destino invulgar é envelhecer ao contrário. Da adaptação livre da short-story do famoso escritor F.Scott Fitzgerald, escrita há mais de 80 anos, Benjamin, interpretado por Brad Pitt, é o veículo desta lógica invertida, ao tornar-se mais novo à medida que o tempo passa. De velho enrugado, até a marinheiro robusto transforma-se num jovem aventureiro que sonha conquistar o amor da sua vida – Daisy Fuller (interpretada por Cate Blanchett).Uma história de amor, ainda que demasiado breve e uma bela lição sobre o verdadeiro significado da vida e que nem o tempo deixa apagar! Espreitamos ainda as novidades da 29ª edição do Fantasporto e as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! Music Estreia esta semana o novo filme de David Lincher, apontado já como um dos favoritos ao Óscar. «O estranho Caso de Benjamim Button» é a história de um homem cujo destino invulgar é envelhecer ao contrário. Da adaptação livre da short-story do famoso escritor F.Scott Fitzgerald, escrita há mais de 80 anos, Benjamin, interpretado por Brad Pitt, é o veículo desta lógica invertida, ao tornar-se mais novo à medida que o tempo passa. De velho enrugado, até a marinheiro robusto transforma-se num jovem aventureiro que sonha conquistar o amor da sua vida – Daisy Fuller (interpretada por Cate Blanchett).Uma história de amor, ainda que demasiado breve e uma bela lição sobre o verdadeiro significado da vida e que nem o tempo deixa apagar! Espreitamos ainda as novidades da 29ª edição do Fantasporto e as sugestões dos Cineclubes de Joane e Guimarães. Bom cinema! no